Disperso é o redemoinho
em meu peito gasto
escasso é o pasto
que me nutre a alma
"a calma"
que não reside em mim
desejo insano
que nunca chega ao fim
sentimento humano
sonho de serafim
subliminar vida
na entrelinhas das horas
tempo de degolas
em meu peito
cabeças rolam
nos lençóis brancos de meu leito
minhas mãos choram
em letras de traço desfeito
Triste e decepado
coração apaixonado
não bate por mais ninguém
comboio de de cordas sem razão
descarrilhado trem
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
5.01.2010
Nada restou
Ausência se faz ao meu coração louco
meu último recôndito perfeito
morto com um tiro peito
agonizou febril
"viver é pouco".
Nefasto mote que afasta meu
coração doído
Sinto-me
n u a
c r u a
NADA!!!
Sem mestre
parceiro
ou amigo.
Solitária
Calo-me
continuarei orbitando ao redor de meu umbigo.
Universo em verso
mudo, solitário, ambíguo.
meu último recôndito perfeito
morto com um tiro peito
agonizou febril
"viver é pouco".
Nefasto mote que afasta meu
coração doído
Sinto-me
n u a
c r u a
NADA!!!
Sem mestre
parceiro
ou amigo.
Solitária
Calo-me
continuarei orbitando ao redor de meu umbigo.
Universo em verso
mudo, solitário, ambíguo.
Dizimação emocional
rranco-me a pele não quero mais sentir Arranco-me os nervos, não quero transmitir um estímulo,um elétrico mínimo sinal do gozo do banal e vil prazer carnal. Arranco-me do corpo tudo que possa lembrar a pele, o tato, a audição, o paladar pois quero ter amputado enfim de mim este gozo de sentir uma pele de cetim. Não quero mais nenhum parco sentimento nem um gozo, nem um pouso, nem lamento quero que o frio do inverno habite meu coração quero que acabe este inferno, esta procura em vão Queimem meu corpo burro, ardente e são quebrem meu osso do púbis e os da mão desarticulem minhas pernas, meus braços desfaçam-me destes humanos tristes laços despojem-me destes tristes estilhaços pedaços de afetos vertidos ao rés do chão. |
Entendimento
h plácida calma que invade minha alma serena óh resignação que torna aceitável a triste pena De viver só, sem sentir dorida e triste solidão de sentir o peso da mó, lembrar que farinha foi grão. Que esmagado pelas pedras pesadas da vida tornar-se alimento que sustenta, cura ferida bruto grão, íntegro, não alimenta, lamento... ferido, alva farinha, proto-pão, alimento E assim roda a vida, esmagando o coração assim curam-se as feridas, grão partido vira pão E eu sigo serena meu solitário e único destino E sonho todas as noites o mesmo sonho vespertino Dorme-se e acorda-se, mesmo leito branco e frio lava-se toda a manhã, mesma água do gélido rio. Quando despoja-se dos resquícios da triste noite Quando refresca-se os vergões do triste açoite. E assim passa a vida, um dia bom e outro não Assim vai a vida, um dia frio, outro paixão. |
Vida
ma nesga de sol invade meu quarto percebo o triste ato neste teatro vida Uma nesga de renda esquecida no retrato deixa-me no ato, tonta, aturdida. A vida, óh a vida, escolha ou batalha perdida? Vida, óh vida, cicatriz ou aberta ferida? Chega! Vida és vida, em cada palavra proferia Vida és vida, em cada criança parida Vida és vida, em cada mágoa esquecida Vida és vida, por mim escolhida! Deixo ao caminho meu negro manto visto-me com um sorriso e com encanto Lavei todas minha feridas com meu lúgubre pranto. Decidi viver! não irei amaldiçoar da vida cada encanto! Decidi crescer Enfrentar o destino, ser feliz me meu corpo santo. |
Ponto de mutação
Quantos olhos são necessários para ver o sol se por? quantos matizes são necessários para chamarmos isso de cor? quantos pássaros são necessários para voar? quantos palcos são necessários para encenar? Tão perdida estava eu no meu mundo privado que privada fiquei eu em meu mundo imaginado Esqueci que além da janela, há um mundo lá fora que a vida é vela, que se apaga a qualquer hora. Esqueci que além do teto existe azul céu que as abelhas picam, mas fazem também mel. Que existe um amor que transcende um simples ato que existe em toda parte, não só dentro de um quarto. Assim eu decidi sair deste escuro poço sem fundo, Desisti de amar um homem, aprenderei a amar o mundo. |
Amor universal
Nesta diáspora de meu desejo espalha-me inteira ao mundo amo a todos, até nem vejo onde espalho amor fecundo Hoje saio do ambíguo sentimento solitário eu separo-me do umbigo sou um ser solidário Ao mundo lanço amor não inclino-me mais ao pranto tal qual sol em seu fulgor não escolhe luzir tal canto. Espalho-me em alegria vejo aurora fulgurante podem dizer que é mania mas do amor sou infante. Se é doença, não é agonia não dêem-me nenhum remédio pois agora não sinto-me vazia não pularei de nenhum prédio. Existem tantos seres no mundo porque amar apenas um se pode-se em um segundo amar a todos e não algum Então tal qual luz fractada me desfaço em mil pedaços sou fraterna namorada tenho o mundo em meus braços. |
Por ti
Meu coração é grande castelo de muitos quartos Meu coração tange a doçura de muitos atos Meu coração é louco um músculo arrítmico Meu coração é pouco para afetos Sísmicos. Como impedir o sol de nascer? inexorável movimento quotidiano Poderia eu inverter a translação? mudar o rítmo circadiano. (ou) simplesmente arrancar de meu peito meu coração. INSANO! |
Análise pessoal
Vôo no estrago, o estrago do vício vôo no precipício que em mim trago trago o fumo que nem sei do sumo sumo no humo do lodo precipício Desmonto minha alma, quebrada do ínicio Gêneses sem forma, ser fictício sopro sem alma, barro de hospício Nasce sem calma, carne de costela sopro de vela, velando no traço Rompo o laço, sou ser escasso jogando versos gastos ao vão espaço. Sopram palavras em meus ouvidos revelam segredos ao vento, perdidos sou um frêmito, em pulmôes sofridos. |
Nada resta
Nada restou nem nada resta ...............nem olho ........................nem luz ...............................nem fresta. Apenas a vida que finda na madrugada na aurora recomeça .....insossa ..............fosca .....................frustra que passa sem pressa. [Apenas há a escrita que algum sabor me empresta] |
ANA LYRA |
Ciclo inexorável
asce uma pequena flor amor-perfeito Nasce uma luz, uma cor ilumina o peito Nasce um sol que irá se por rarefeito Nasce mais um amor que acabará desfeito Nasce mais um vinco nos lençóis de meu leito. |
Maldição das Moiras
Maldição das loucas Moiras que traçaram tal teia tangente bruxas cegas e loucas com bordados incoerentes Nutrindo parcas bocas com desejos ardentes inocentes, improváveis indecentes, inexoráveis Aportam aos corpos abertos acorrentados em distintos tetos em momento improvável cruel desejo insaciável Só em póstuma viagem então como espectro surgiria a tão sonhada coragem para provar rara iguaria: corpo firme, lindo ereto em lânguida solitária agonia. Eis então a maldição ao lúdico triste coração o corpo em estertores estertorando ilusão são apenas solitários atores contracenando com a própria mão Arde tanto de dores sentem doces odores exalados em solitário vão são pétalas de rosas esmagadas por do imutável Não Malditas Moiras loucas bruxas sem compaixão teceram linhas poucas separam o corpo juntam o coração. Declino ao desejo deste corpo ao rés do chão desmancho-me em lamentos corpo santo, amor de irmão. |
Janela para o Lírico
nvelhecida a janela, entreaberta Absorvendo fios de vida, incerta pela fresta A vela desmaia em cera, tosca Esvanece-se a réstia de luz fosca Fechei a janela, envelhecida Aprisionei lá fora, a vida matei a fresta A noite escura o sono me empresta Sem luz já nem o escrever me resta Porém, em meu coração insano sobrevive o desejo humano De ser chama, fogo, brasa, vela desejo que a mim se atrela nesta busca insana. Busca de um coração que ama Em letras lanço meu clamor ao espaço cego, incerto, triste e trêmulo enfim traço fusco escasso verso. Lançando meu amor com fé a todo o universo. |
Carta ao parceiro
A ti
dono dos movimentos sem nexo
envio este sentimento
anexo
para que entendas
que a mulher
não vive só de rendas
prostrada, nua ao leito
que além dos seios no peito
existe por dentro um músculo
que se emociona ao crepúsculo
portanto seu lobo sarnento
vil, torpe e sedento
desejo-te um grande tormento
que teu órgão vital
chamado usualmente de pau
deixe-te eternamente
à mingua, flácido, dormente
seja-te uma maldição
não te resolvas
nem mais com a mão
que morras murcho
sem comida no bucho
quem sabe assim,
seu burro, insensível
sanguinário
descubras o intangível,
além do corpo, visível
há um outro cenário
além da doce quentura
do corpo em movimentação
além da temperatura
da pele e do toque da mão
existe no peito um músculo
que se chama coração.
dono dos movimentos sem nexo
envio este sentimento
anexo
para que entendas
que a mulher
não vive só de rendas
prostrada, nua ao leito
que além dos seios no peito
existe por dentro um músculo
que se emociona ao crepúsculo
portanto seu lobo sarnento
vil, torpe e sedento
desejo-te um grande tormento
que teu órgão vital
chamado usualmente de pau
deixe-te eternamente
à mingua, flácido, dormente
seja-te uma maldição
não te resolvas
nem mais com a mão
que morras murcho
sem comida no bucho
quem sabe assim,
seu burro, insensível
sanguinário
descubras o intangível,
além do corpo, visível
há um outro cenário
além da doce quentura
do corpo em movimentação
além da temperatura
da pele e do toque da mão
existe no peito um músculo
que se chama coração.
Espuma à maré cheia
u és a areia que sustenta meus pés que flutuam no éter insano as folhas de papel que cobrem meu corpo de mel de desejo humano. Tu és o mumuro do vento do norte que sussurra improvável sorte que alimenta meu lirismo és um beijo jogado ao abismo num eco sem retorno Tu és O rei em seu domo de letras Eu? A viúva de rendas pretas tecendo versos bordados desmanchando ao dia a tristeza e a agonia à noite sou teia versos dourados jogados à areia em castelos inventados. Nós? Somos apenas poetas de loucas afetivas metas com a rima que pulsa nas veias com os corpos trepassados por setas encantados por cantos de sereias sobrevivendo em pequeno espaço tecendo etéreo tênue laço tal qual as espumas nas areias fuscas e frágeis à lua nas marés cheias. |
Eis que surge o amor em minha morada
Era noite, a lua fria iluminava
a areia onde minh'alma vagueava
Era noite, o vento forte e frio
abraçava meu corpo lânguido, vazio.
Sentado belo e solitário à duna
mirava-me aquela figura soturna
sorria sob a luz fugaz da lua
lembrava-me que um dia seria sua.
Num lampejo vindo da escuridão
vislumbrei o futuro em ebulição
o espaço de anos não mais afasta
Finda o tempo de minha alma casta
não penso, o presente me basta
largo-me a esta doce emoção.
Sou sua, ele meu, em terna noite de paixão.
a areia onde minh'alma vagueava
Era noite, o vento forte e frio
abraçava meu corpo lânguido, vazio.
Sentado belo e solitário à duna
mirava-me aquela figura soturna
sorria sob a luz fugaz da lua
lembrava-me que um dia seria sua.
Num lampejo vindo da escuridão
vislumbrei o futuro em ebulição
o espaço de anos não mais afasta
Finda o tempo de minha alma casta
não penso, o presente me basta
largo-me a esta doce emoção.
Sou sua, ele meu, em terna noite de paixão.
Beijo transatlantico
eijo que navega por um oceano insano desejo sobre-humano que aporta em minha alma louca desfazendo-se à minha boca. Faz-me faltar-me o ar. (Que importa este mar de alucinação, se a ele não me rendo, digo solene não) Oh! Esse beijo, ao oceano largado pela minha imaginação, fecunda à neblina, por duas mãos lançado minha’alma, de prazer, inunda Afogo-me então na tua imensidão fechar os olhos, rasgar a solidão Percorrer com os sentidos o teu mundo esquecer-me num imenso prazer fecundo Faz-me sonhar-me , em ti. (Perco-me ao desejo do teu beijo a navegar Galgo léguas e léguas de éter, afecto e ar) Que venham as tempestades as correntes de revolto mar mas este beijo sobrevivente tão quente, jamais irá naufragar Assim, que este beijo-desejo irrompa pelo oceano, ao Tejo, por fim, venha ansioso desaguar nas linhas de um lírico poetar (delirar) |
A minha loucura
minha loucura, me morde, me fura deixa meu peito aberto em toda espessura. A minha loucura procura, procura busca insana por por alguma cura A minha loucura também é frescura quando sozinha na noite escura A minha loucura falante, com desenvoltura já chega a conferir certa formosura A minha loucura da alma secura confere um lugar onde acho-me segura Na minha loucura sou lua brilhando nua neste mar de lúdica candura. Na minha loucura volto àquela rua volto o mundo outra escolha, sou livre, sou tua. Beijo-te inteiro não só meio toco-te com ternura. Na minha loucura sou eterna, em letras amas-me Sou tua Apenas na minha loucura... |
Ler um poema de amor
Só quero ler-te na solidão das horas onde a ânsia devora meu corpo vazio preenche-lo de letras, este toco vadio que sobrou das árvores amorosas. Quero apenas preencher-me de versos perfumar-me de lúdicas rosas prencher-me de versos, desejos inconfessos onde deságuo minha alma com frio. Quero flutuar no vazio desta matéria insana ser versos que flutuam em minha mente tornar-me etérea, eterna, lúdica chama. viver na poesia que minha alma inflama deixar de hipocrisia e ser simplesmente uma mulher que ama, uma poetisa, humana. |
Moira por favor não deixem meu sol se por.
Fio que sustenta meu corpo quase vazio de alma calma, calma tudo vai ficar bem (mas por segurança encomende seu requiém) Frio é este universo de afeto vazio de ruídos sem versos de médico frio... Rio das almas passearei sem medo Mas Moira pensa bem talvez ainda ´ é cedo... Da-me outra chance que sabe meu coração não desmanche e acabe por não parar Moira da tesoura, não corte o meu fio não deixe meu corpo vazio de alma frio e sem respirar... Ainda tenho muito para amar!!!! |
Meu Requiém
eu coração disparou
meu intestino se borrou
Mas como?
Como pode?
Com médico nenhuma doença fode!!!
Mas não adiantou ciência
nem prepotência
que pudesse impedir
de meu coração entupir...
Fui despida
me chamarem de querida
sem muito carinho, ou alento
enfiaram um cano veia a dentro
disseram "olá como está"
me enfiaram fios
e uma campanhia para segurar
"caso seu coração parar"
Fui depilada
fui amarrada
minha alma achou estranho
estar deste outro lado
ser tratada qual rebanho
Mas todos tem pressa
só meu coração interessa
talvez este seja o defeito
esqueceram que tem um ser
carregando o peito...
Mas ganhei massagem
ainda bem que não foi uma passagem
para o além
quem se candidata ao meu requiém?
alguém?
Desfilei impávida,
pela vida ávida
de bunda de fora
nada mais importa agora!!!
Senti muita dor
vomitei no pé do diretor
tomei morfina
agonia que nunca termina
Mas quando selaram meu destino
tentaram limpar o meu intestino
( para não dar trabalho)
Eu disse:" enema um caralho!!!!
Se é para não sujar a cama
enfie no seu cu sua sacana!!!
E assim está indo tudo muito bem
penso em eu mesma fazer meu requiem.
"Morre pelada,
com um cano no nariz
morreu casta
já gasta a pobre infeliz
mas seu anus estava fechado
morreu e deu trabalheira
seu leito estava cagado
quem limpou foi a pobre enfermeira!!!!)
.
meu intestino se borrou
Mas como?
Como pode?
Com médico nenhuma doença fode!!!
Mas não adiantou ciência
nem prepotência
que pudesse impedir
de meu coração entupir...
Fui despida
me chamarem de querida
sem muito carinho, ou alento
enfiaram um cano veia a dentro
disseram "olá como está"
me enfiaram fios
e uma campanhia para segurar
"caso seu coração parar"
Fui depilada
fui amarrada
minha alma achou estranho
estar deste outro lado
ser tratada qual rebanho
Mas todos tem pressa
só meu coração interessa
talvez este seja o defeito
esqueceram que tem um ser
carregando o peito...
Mas ganhei massagem
ainda bem que não foi uma passagem
para o além
quem se candidata ao meu requiém?
alguém?
Desfilei impávida,
pela vida ávida
de bunda de fora
nada mais importa agora!!!
Senti muita dor
vomitei no pé do diretor
tomei morfina
agonia que nunca termina
Mas quando selaram meu destino
tentaram limpar o meu intestino
( para não dar trabalho)
Eu disse:" enema um caralho!!!!
Se é para não sujar a cama
enfie no seu cu sua sacana!!!
E assim está indo tudo muito bem
penso em eu mesma fazer meu requiem.
"Morre pelada,
com um cano no nariz
morreu casta
já gasta a pobre infeliz
mas seu anus estava fechado
morreu e deu trabalheira
seu leito estava cagado
quem limpou foi a pobre enfermeira!!!!)
.
Decisão
Neste limbo onde me encontro
sem amigo, sem nada, sem ombro
onde possa chorar.
Sou escombro
sou quase nada
de um edifício
que ainda está por acabar
Como pode assim de repente
mudar tanto vida da gente?
Como pode o destino
inclemente
Mudar tudo assim
tão urgente
Apocalipse pessoal
para os outros, tão normal...
Mas quando acontece consigo mesmo
ficamos perdidos
vagando a esmo.
Que pensar?
Quando na vida, no limiar
sentamos e vemos
tudo o que fizemos
(e não fizemos)
tudo que desejamos
que deixamos
que queremos
Quando vimos a porta da morte aberta
descobrimos a vida tão incerta.
Quando achamos que nada vale a pena
apenas estar serena
e voar na minha louca pena.
Olhar o filho pequeno
não saber se veremos crescer
Pensar porque tanto veneno
que nos cospem desde o amanhecer
Esta vida é nada
apenas uma coisa inventada
que pode a qualquer instante
ser tirada,
sendo nós apenas a memória restante
por alguma pessoa amada.
Decidi,
Não vou morrer,
VOU VIVER
VER MEUS FILHOS CRESCEREM
ESPERAR AS FLORES FLORECEREM
VOU ESCREVER
VOU VER O SOL NASCER
E SE POR, AO ANOITECER
VOU SER ARTE
DEIXAR A INIQUIDADE À PARTE
VOU SOBREVIVER
VOU SER TUDO AQUILO QUE QUERO SER
VOU SER AMANTE
NÃO MAIS DISTANTE
VOU SER DA VIDA DILETANTE
VOU FAZER TUDO POR AMOR
E NUNCA MAIS NO PEITO
SENTIR DOR!!!
sem amigo, sem nada, sem ombro
onde possa chorar.
Sou escombro
sou quase nada
de um edifício
que ainda está por acabar
Como pode assim de repente
mudar tanto vida da gente?
Como pode o destino
inclemente
Mudar tudo assim
tão urgente
Apocalipse pessoal
para os outros, tão normal...
Mas quando acontece consigo mesmo
ficamos perdidos
vagando a esmo.
Que pensar?
Quando na vida, no limiar
sentamos e vemos
tudo o que fizemos
(e não fizemos)
tudo que desejamos
que deixamos
que queremos
Quando vimos a porta da morte aberta
descobrimos a vida tão incerta.
Quando achamos que nada vale a pena
apenas estar serena
e voar na minha louca pena.
Olhar o filho pequeno
não saber se veremos crescer
Pensar porque tanto veneno
que nos cospem desde o amanhecer
Esta vida é nada
apenas uma coisa inventada
que pode a qualquer instante
ser tirada,
sendo nós apenas a memória restante
por alguma pessoa amada.
Decidi,
Não vou morrer,
VOU VIVER
VER MEUS FILHOS CRESCEREM
ESPERAR AS FLORES FLORECEREM
VOU ESCREVER
VOU VER O SOL NASCER
E SE POR, AO ANOITECER
VOU SER ARTE
DEIXAR A INIQUIDADE À PARTE
VOU SOBREVIVER
VOU SER TUDO AQUILO QUE QUERO SER
VOU SER AMANTE
NÃO MAIS DISTANTE
VOU SER DA VIDA DILETANTE
VOU FAZER TUDO POR AMOR
E NUNCA MAIS NO PEITO
SENTIR DOR!!!
Foda-se
oda-se o muro, o escuro, a luminiscência Foda-se a falo, o valo, a decência Foda-se o mundo, o profundo, a proficiência Foda-se, apenas foda-se, que se vá a falência Foda-se o ouro, o couro, a violência foda-se a nicotina, a cafeína, a hiper-consciência foda-se o seguro, o futuro, a paciência Foda-se, foda-se tudo, viva a cenescência Foda-se este viver sem convivência que fode meu corpo em cansaço, em carência Foda-se tudo, que se vá ao furo o corpo, o seguro porto, o ser quase morto a busca insana por coerência que se foda o mundo que eu viva tudo na minha doce e livre demência. |
Último pedido
eija-me, Minha boca, meu peito. Cura-me, deste meu coração com defeito. Arruma, meu leito desfeito. Para eu poder repousar. Sou pássaro cansado arfando, sem ter onde pousar Despe-me, da roupa escura. Banha-me, na tua água pura És uma cascata de sentimentos em imaginados momentos onde nua, minha alma vai banhar Cura-me, da minha vã loucura. Cessa, minha insana procura. Chama-me de tua! Seja em mim tudo que há para sonhar. Prometo, juro, me comportar... |
Dança comigo?
ança comigo esta valsa mesmo estando eu descalça neste tapete de cacos de vidros. Sussurra em falcete aos ouvidos indecentes desejos incontidos de uma alma poética Dança esta valsa estética peço-te em bom português com a mais pura polidez. Dança inteiro comigo uma dança de um par proibido neste salão imaginário. Constrói comigo o cenário deste jantar nunca tido Dança, valseia comigo? Despe-te tu de teu abrigo toca-me, liberta este beijo contido Ama-me em pura alegria. Dança até raiar o dia tu de fato negro, elegante eu de vestido longo, brilhante. Ao som da valsa do amor corto meus pés, não sinto dor és o que és, um ator! Rodopiando feliz tal qual galã e atriz em filme belo e antigo Dança ,que eu danço contigo liberta-te desta tua libido que te prende coerente Ama-me indecente pois sou mulher viva, ardente e tu poeta lírico apaixonado. Dança, mesmo eu do outro lado Faz de conta que és meu namorado e eu uma estrela brilhante. Ama-me neste tempo restante deste doente coração partido. Dança, dança comigo? Prometo guardar este segredo se este é teu grande medo dança neste salão vazio antes que meu coração não mais sadio jaza pálido, triste e frio. |
Hoje
Olho o cinza das ruas
iluminados pelos neons
estranhos sons maquinais
gritos de mecânicos animais
buzinas varando a noite
em sinais alucinados.
Nada é orgânico
fora o pânico e a solidão.
A vida corre na contramão
do progresso.
O coração pulsa em um ritmo
que não mais meço
Tudo é uma parte
de o mesmo processo.
Olho as luzes
busco um louco,
me confesso.
Ouço o rugido rouco
anunciando o fim certo.
Apocalípse na esquina,
ali bem perto
iluminados pelos neons
estranhos sons maquinais
gritos de mecânicos animais
buzinas varando a noite
em sinais alucinados.
Nada é orgânico
fora o pânico e a solidão.
A vida corre na contramão
do progresso.
O coração pulsa em um ritmo
que não mais meço
Tudo é uma parte
de o mesmo processo.
Olho as luzes
busco um louco,
me confesso.
Ouço o rugido rouco
anunciando o fim certo.
Apocalípse na esquina,
ali bem perto
Pensamento aprisionante.
á tarde me sobram as horas
e demoras
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.
Pensar até morrer
esquecer de viver.
Reverberam insanas sinápses
Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?
Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.
Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.
Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!
e demoras
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.
Pensar até morrer
esquecer de viver.
Reverberam insanas sinápses
Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?
Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.
Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.
Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!
Desejo Carnal
udo que quero E sentir-te tal qual ferro em brasa a tatuar meu corpo, adentra-lo como que entra em casa ressuscita-lo quase morto. Ser-te morada eterna amar-te violenta e terna abrir-me para teu corpo ereto. Tudo que quero é este destino certo que empurra-me para teu leito. Não quero mais nenhum feito, apenas sentir o prazer: Ter-me deflorada a gemer. Gritar sinfonia vadia. Quero amar-te até raiar o dia afogar-me nos líquidos do desejo. Quero alimentar-me de beijo beber da água da alma quero enfim ter a calma. Ser saciada inteira Quero ser-te a primeira, pois sou virgem no amor. Amas-me até sentir dor refresca enfim o ardor desta minha alma sofredora. Faz-me de neófita, professora na arte do amor carnal. Ama-me tal qual animal, louco em pleno cio, derrete meu corpo frio pois sou inteira tua assim como o céu é da lua o palco para ela encenar. Começa, podes me iniciar da arte de te amar ama-me até o mundo acabar até faltar-me o ar pois meu desejo é ardente e minha fome urgente ama-me pois além de letras sou também gente!!!! |
Dança comigo amigo poeta?
Dança comigo um tango
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
Crescer
rrancou meu coração seduzido Deixou-me em coma induzido Que posso eu fazer? Apenas deixar murchar fenecer. Que posso eu fazer? Apenas, escrever, escrever, escrever não dormir ficar até o sol nascer e meu corpo enfim desaparecer!!! Quem sabe assim um dia eu venha a crescer!!! |
Paradigma
Tempo que desbota o rosto austero de um futuro incerto borda de um estranho teto que cobre meu corpo posto. Fio que liga os momentos liga meu corpo aos sentimentos sentidos de uma mente inquieta que sabe não controlar a meta Experimento de mortalidade negrito na vida sem qualidade salta aos olhos a contramão a vida em inversa direção Nem delta, nem ômega, nem sigma necessidade de mudar paradigma Nem alfa, nem beta, nem gama o mundo passa ao pé da minha cama De mim as letras vão sumindo apenas os clássicos são os imortais mesmo mortos sempre parecem rindo da vida dos humanos animais Nessa dor uma grande chance antes que a morte alcance começar realmente a viver exercitar a arte do esquecer Olhar apenas para frente amar, pois há tanta gente abraçar o mundo num instante escrever, mesmo diletante. Respirar o hálito do mar colorir o céu ao sol nascer deitar os olhos ao infinito romper o silêncio com um grito VIVER!!!!! Afinal o mundo é tão bonito... E eu? Muito moça para morrer. |
Último pedido
ispo-me mais uma vez mostro inteira minha tez, da alma. Escreve, tatua com calma com a tinta "insensatez" com firmeza e rigidez o que está escrito na palma (da mão). Toca-me com calidez sustenta-me, acalma. dize-me: NÃO clarifica a aura. (0u) Escreve mais uma vez, um "quem sabe", "um talvez" com sangue em minha pele, alva. Esfria a ebulição, a grande confusão, que se instaura. Que lenta devora, a emoção que aflora, em meu coração que se esvai, vai embora... |
Não aprendo
Abri novamente meu peito
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
Quase amor
Putrefa o corpo em langor vadio
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
Quase amor
utrefa o corpo em langor vadio
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
A duas vozes
Sentes-me mesmo distante?
sentir-te me é o bastante
Mesmo sem substrato
nem cheiro, nem gosto nem tato.
Sem nunca te olhar
imagino os meus olhos
marcados
fixando no espelho baço
teus traços sofridos
rasgados.
Sinto-te a cada instante
sentimento perdido, confuso
errante
Sinto-te a cada verso de amor
em cada suspiro de dor
lancinante
Sem nunca te sentir
desatina o meu coração
cansado
nas noites frias de inspiração
entre nós…a solidão
pecado.
Teu caminho é também o meu
contigo sigo as nuvens no céu.
Tua voz é também a minha
alimento-me do mesmo mel
nem mais sinto gosto de fél
sozinha
sentir-te me é o bastante
Mesmo sem substrato
nem cheiro, nem gosto nem tato.
Sem nunca te olhar
imagino os meus olhos
marcados
fixando no espelho baço
teus traços sofridos
rasgados.
Sinto-te a cada instante
sentimento perdido, confuso
errante
Sinto-te a cada verso de amor
em cada suspiro de dor
lancinante
Sem nunca te sentir
desatina o meu coração
cansado
nas noites frias de inspiração
entre nós…a solidão
pecado.
Teu caminho é também o meu
contigo sigo as nuvens no céu.
Tua voz é também a minha
alimento-me do mesmo mel
nem mais sinto gosto de fél
sozinha
Quente?
uente? Era meu corpo que foi cortado rente. Antes eruptiva lava em vertente chegando ao porto petrificando ao mar inutilmente. Quente? Era minha boca em tua pele,macia ansiando ao raiar do dia despertando fria serpente. Quente? Era o pedido Sussurrado, eloquente: "Ama-me! Sou tua, sou gente!" Quente? Era a lágrima brotada em poesia impaciente, escorrida incoerente Em uma face anestesiada que já não sente... Que chora a volúpia que se demora não vai embora, insistente!!!! Quente? Era meu corpo sem-vergonha, inocente, embriagado da água ardente desta paixão inconsequente Que tira o ar deixa-me prostrada ressaqueada, senescente enquanto litinifica meu coração, lentamente. Quente? Era a febre delirante, demente que senti no dia que me apaixonei loucamente Mas como burra Julieta morri, envenenei-me precocemente! Quente? É tudo que se passa apenas na minha mente ou esta lembrança baça que permanece muda, silente. Porém quente, ainda quente... (maldita, vã, serpente, e sua maçã suculenta, atraente...) |
Coração
Coração bandido, ardido, mal acabado. Coração fingido iludido mal fadado. Sem ti não vivo resfolego me acabo. Por ti me submeto visto-me de preto mudo o lado. Volta, bate, sem revolta largo tudo prometo vivo de arte. Coração quebrado partido sejas amigo, não se evade. Quero-te enfim dentro de mim batendo quieto sem alarde. Aguenta, não rebenta não sejas covarde! |
Depois que o barco fantasma passa.
om giros, os meus pensamentos giram
nos giros que sinápses percorrem
pelos papiros que meu pensamentos fitam
em chamas os meus pensamentos morrem...
Derretidos, mortos, pervertidos e tortos.
Queima tudo que consome a vida,
cauterizando toda e qualquer ferida.
Dizendo apenas "Adeus, até nunca mais!"
tal qual prostituta à beira do cais.
Olhando um barco, ruim, que não volta mais.
(Em Júbilo, por não mais sentir-se
ardida, mal fodida, penetrada por trás.)
nos giros que sinápses percorrem
pelos papiros que meu pensamentos fitam
em chamas os meus pensamentos morrem...
Derretidos, mortos, pervertidos e tortos.
Queima tudo que consome a vida,
cauterizando toda e qualquer ferida.
Dizendo apenas "Adeus, até nunca mais!"
tal qual prostituta à beira do cais.
Olhando um barco, ruim, que não volta mais.
(Em Júbilo, por não mais sentir-se
ardida, mal fodida, penetrada por trás.)
Até chegar em ti
Tuas mão se demoram
nas lágrimas que rolam
pacientes
das verdades que gritam
silentes
no tímbre da espera
(esta megera)
que esfrega as mãos ansiosa
esperando a rosa
e o amor.
Mas quem garante?
A hora de chegar.
Quem garante?
Que ainda haverá ar?
Ou apenas contas de ossos
simbolizando os destroços
do que restou de mim
ao final desde caminho sem fim
que percorri
até chegar em ti
Tardiamente...
nas lágrimas que rolam
pacientes
das verdades que gritam
silentes
no tímbre da espera
(esta megera)
que esfrega as mãos ansiosa
esperando a rosa
e o amor.
Mas quem garante?
A hora de chegar.
Quem garante?
Que ainda haverá ar?
Ou apenas contas de ossos
simbolizando os destroços
do que restou de mim
ao final desde caminho sem fim
que percorri
até chegar em ti
Tardiamente...
Meu amigo Cérbero
Neste jogo de fonemas
me submeto às duras penas
que me imputa o verbo.
Prefiro passear com cérbero
a converter-me à realidade
Prefiro embriagar-me de herbero
a fenecer à normalidade.
Pois que julguem-me as línguas
atolem-me as mínguas
desta vã sociedade.
Pois não me importo
se torto é meu verbo
seu meu único amigo
é Cérbero
e vive ao portal do Hades
Já estou velha,
já se vão muitas idades
(para preocurpar-me
com vãs iniquidades!)
me submeto às duras penas
que me imputa o verbo.
Prefiro passear com cérbero
a converter-me à realidade
Prefiro embriagar-me de herbero
a fenecer à normalidade.
Pois que julguem-me as línguas
atolem-me as mínguas
desta vã sociedade.
Pois não me importo
se torto é meu verbo
seu meu único amigo
é Cérbero
e vive ao portal do Hades
Já estou velha,
já se vão muitas idades
(para preocurpar-me
com vãs iniquidades!)
Pasto-gente
Vasto é o campo onde minha alma corre
percorre o pasto serena, calma.
Bebe da chuva que cai com a palma
da mão.
Refresca a vida, o que vale a pena
apenas por estar, ser, sentir-se enorme
e pequena...
Olha o sol atráz da nuvem
Cospe o sal,
tira a ferrugem do mal
que infiltra as cartilagens
despede-se das paragens
lúgubres
de um coração vazio
observa os animais no cio
e suas crias
as aranhas e suas teias frias
pairando no vazio do céu
olha as abelhas fazendo mel
e as formigas que trabalham
repetidamente...
Minha alma vagueia neste "pasto-gente"
que pulula em atividade
neste eco-sistema
chamado sociedade.
percorre o pasto serena, calma.
Bebe da chuva que cai com a palma
da mão.
Refresca a vida, o que vale a pena
apenas por estar, ser, sentir-se enorme
e pequena...
Olha o sol atráz da nuvem
Cospe o sal,
tira a ferrugem do mal
que infiltra as cartilagens
despede-se das paragens
lúgubres
de um coração vazio
observa os animais no cio
e suas crias
as aranhas e suas teias frias
pairando no vazio do céu
olha as abelhas fazendo mel
e as formigas que trabalham
repetidamente...
Minha alma vagueia neste "pasto-gente"
que pulula em atividade
neste eco-sistema
chamado sociedade.
Discussão literal
iscussão literal.
Éramos dois pontos, eu queria que tornássemos ponto de exclamação. E fomos, porém acabamos reticências, por isso sento em cima desta grande vírgula e espero um advérbio chegar.
.............
Então eu disse:
“dois pontos nova linha e travessão”
Ele me perguntou:
“queres um parágrafo novo então?”
Eu respondi.
“ A oração é subordinada, não posso fazer nada! Não há como ser independente assim”
Ele retrucou:
“Para mim tu precisas é de um complemento nominal, não de um objeto direto!!!”
Aí eu subi nas tamancas!!!
“ Queres saber?
Para mim chega, verbo intransitivo!!!!”
Ele:
“Esta bem que seja...ponto final!!”
Éramos dois pontos, eu queria que tornássemos ponto de exclamação. E fomos, porém acabamos reticências, por isso sento em cima desta grande vírgula e espero um advérbio chegar.
.............
Então eu disse:
“dois pontos nova linha e travessão”
Ele me perguntou:
“queres um parágrafo novo então?”
Eu respondi.
“ A oração é subordinada, não posso fazer nada! Não há como ser independente assim”
Ele retrucou:
“Para mim tu precisas é de um complemento nominal, não de um objeto direto!!!”
Aí eu subi nas tamancas!!!
“ Queres saber?
Para mim chega, verbo intransitivo!!!!”
Ele:
“Esta bem que seja...ponto final!!”
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Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...