Ai como ficou distante
o tempo verdejante da aurora
fase de amor delirante
ardor do tempo da escola.
agora sou murcha flôr
despedaçada, visceral,
em mim não mais amor
no máximo conjunção carnal...
Já não tenho mais paciência!!!
Me é indecifrável ciência
a arte da sedução
não há mais como ser feito
nem abrindo este peito
e implantando um coração...
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.21.2009
perdida
Ando no tempo perdida,
parece que estou errada,
ando no vértice da vida
na vertente enganada
Ando me achando estranha,
para vida acanhada,
ando em inútil campanha,
calando minha língua falada.
então do que tenho medo?
Do meu engano ser ledo
ou de viver a vida errada?
então porque surpreendo?
se vivo sobrevivendo
com minha alma calada...
parece que estou errada,
ando no vértice da vida
na vertente enganada
Ando me achando estranha,
para vida acanhada,
ando em inútil campanha,
calando minha língua falada.
então do que tenho medo?
Do meu engano ser ledo
ou de viver a vida errada?
então porque surpreendo?
se vivo sobrevivendo
com minha alma calada...
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Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...