
mpávido colosso, meu órgão sem osso,
que vive em teu corpo, absorto, morto
sem minha presença, é negro poço,
é orgão inanimado, flácido torto ( assim torço!!!)
Sei que também o usas com outro corpo
mas nenhum outro, lhe cai tão bem
não há tanto conforto, como este porto,
neste mar de vai-e-vem (nenhum outro lhe convém).
Sou só eu, que mesmo difusa, tiro a blusa
e teu membro sem osso, entra em alvoroço
e tal torre protusa, me torna musa,
me usa,me abusa,me penetra e me lambusa.
óhhh impávido colosso, de meu deserto poço,
oásis do meu querer, ( será que vou sobreviver?)
depois de ser trespaçada,por esta lança alucinada
que me rasga e me faz sofrer, ( depender )
querer e não mais poder, te sentir e me perder...
Pois é assim que quero,( intenso como berro)
rijo como ferro, quente como inferno
te quero bruto, te quero terno,
quero-te inteiro, a resfolegar faceiro,
por entre minhas pernas, acesas como velas,
ardentes, luminosas e tremeluzentes,
que iluminam teu movimento, bruto, violento,
sagaz e sedento, que me mexe, remexe por dentro.
sacia meu ser sedento, triste sem alento
saudoso, sequioso, ansioso, vazio e desejoso
de meu derradeiro louco anjo, bruxo e feiticeiro,
meu homem de verdade, meu primeiro!!!