Desterro de mim
todas as dores, rancores
ardores e pavores
que me assolaram
As flores não recebidas
todas as coisas mal resolvidas
que em mim ficaram,
Todos os beijos mal dados,
os gritos entalados
que não gritaram.
Expurgo de mim
Todas as más sensações
os partidos corações
que se declaram.
Faço isso facilmente
com um lado da minha mente
onde as palavras me sobraram.
Pois sou poeta e vidente,
vivo no mundo contente
com as pessoas que poetaram.
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
7.15.2009
Prometeu apaixonado
Prometeu apaixonado,
triste Deus acorrentado
com correntes de ecran.
Prometeu ali sentado,
antes tivestes de mim roubado
todo meu fogo e elam.
Chora lágrimas de aurora
enquanto a ave devora
o teu fígado já de amanhã.
Onde estão a estas horas
os humanos que tu adoras
mas que nem tem dão afam.
Vou rezar para Zeus
que envie um dos filhos seus,
para poder te libertar.
E que também mande de brinde,
um centauro que nunca finde,
e que se deixe acorrentar.
E quem sabe neste dia
as correntes sejam de poesia
e que eu as possa declamar.
( rebentar)
E então meu Prometeu,
Tu serás apenas meu,
viverei só para te amar.
triste Deus acorrentado
com correntes de ecran.
Prometeu ali sentado,
antes tivestes de mim roubado
todo meu fogo e elam.
Chora lágrimas de aurora
enquanto a ave devora
o teu fígado já de amanhã.
Onde estão a estas horas
os humanos que tu adoras
mas que nem tem dão afam.
Vou rezar para Zeus
que envie um dos filhos seus,
para poder te libertar.
E que também mande de brinde,
um centauro que nunca finde,
e que se deixe acorrentar.
E quem sabe neste dia
as correntes sejam de poesia
e que eu as possa declamar.
( rebentar)
E então meu Prometeu,
Tu serás apenas meu,
viverei só para te amar.
Era um dia médio,
quase morria de tédio,
entrei naquele prédio,
estava muito calor,
entrei no elevador
cinza sem cor...
tinha um lobo,
lindo e bobo
derretido todo...
resolvi me divertir,
sorrir,
ver o lobo se sacudir...
resolvi abrir a camisa
fiz bico para fazer brisa
estava certa consisa,
chegava a dar dó
na camisa fiz um nó
o pobre lobo, reduzido a pó!!!
então bem séria olhei,
parei
perguntei
onde tenho que apertar?
para este elevador parar
qual o botão, vou acertar?
os olhos do lobo saltaram
quase lacrimejaram
em meus seios pararam...
Pois agora?
Minha senhora
porque isso a essa hora?
para para o tempo
em um só momento
e quem sabe,
terás mais que um pensamento!
o lobo nem piscou,
voou,
apertou
tocou uma campainha
_trim...(ela será só minha
aqui sozinha
a caixa parou num tranco
um grande solavanco
seu colo virou meu banco
eu ali estatelada
toda esparramada
com a brusca parada
depois veio a calmaria,
tão tipica daquele dia
so mudou a facies
do lobo bobo que sorria...
quase morria de tédio,
entrei naquele prédio,
estava muito calor,
entrei no elevador
cinza sem cor...
tinha um lobo,
lindo e bobo
derretido todo...
resolvi me divertir,
sorrir,
ver o lobo se sacudir...
resolvi abrir a camisa
fiz bico para fazer brisa
estava certa consisa,
chegava a dar dó
na camisa fiz um nó
o pobre lobo, reduzido a pó!!!
então bem séria olhei,
parei
perguntei
onde tenho que apertar?
para este elevador parar
qual o botão, vou acertar?
os olhos do lobo saltaram
quase lacrimejaram
em meus seios pararam...
Pois agora?
Minha senhora
porque isso a essa hora?
para para o tempo
em um só momento
e quem sabe,
terás mais que um pensamento!
o lobo nem piscou,
voou,
apertou
tocou uma campainha
_trim...(ela será só minha
aqui sozinha
a caixa parou num tranco
um grande solavanco
seu colo virou meu banco
eu ali estatelada
toda esparramada
com a brusca parada
depois veio a calmaria,
tão tipica daquele dia
so mudou a facies
do lobo bobo que sorria...
um simples poema
queria quem sabe um dia
fazer poemas sem agonias
gritar outros temas
sem afonias
adoro o amar, o amor
adoro falar de cor,
de calor de ardor
de corpo e suor.
mas estou cansada
ou alma torturada,
louca alucinada,
ou doce alma rosada
ou revoluciária
louca, médiun
visonária
ou então
anjo da candura
brindando
com usa brandura
queria fazer
um humano
poema
do quotidiano
destes que levanta
todo dia
sacudindo
o corpo
de alergia
mas que nãos
sejaa muito rosado
para ficar com cara
de abobalhado
um poema de cores
como o mar de açores
não mais cinza
poema de dores
é isso que quero
um terno poeminha
interno
sem terno, peladinho
que fale do meu dia
com a medida certa
da poesia
fazer poemas sem agonias
gritar outros temas
sem afonias
adoro o amar, o amor
adoro falar de cor,
de calor de ardor
de corpo e suor.
mas estou cansada
ou alma torturada,
louca alucinada,
ou doce alma rosada
ou revoluciária
louca, médiun
visonária
ou então
anjo da candura
brindando
com usa brandura
queria fazer
um humano
poema
do quotidiano
destes que levanta
todo dia
sacudindo
o corpo
de alergia
mas que nãos
sejaa muito rosado
para ficar com cara
de abobalhado
um poema de cores
como o mar de açores
não mais cinza
poema de dores
é isso que quero
um terno poeminha
interno
sem terno, peladinho
que fale do meu dia
com a medida certa
da poesia
eu nasci, vivi
cresci,
ouvi...há como ouvi
também sorri,
corri, como
corri, muito
pouco comi,
sai, fugi,
voltei aqui,
cai,
parti,
muito pouco vali,
mas foi ai,
que me percebi,
pensando em si,
e consegui!!!
enfim consegui!
(mesmo aqui)
percerber que não vi,
o caminho que não segui,
mas que reencontro aqui
na poesia feita em "i"...
A vida é feita de brincadeiras, e a língua? língua é a melhor de todas!!!!
cresci,
ouvi...há como ouvi
também sorri,
corri, como
corri, muito
pouco comi,
sai, fugi,
voltei aqui,
cai,
parti,
muito pouco vali,
mas foi ai,
que me percebi,
pensando em si,
e consegui!!!
enfim consegui!
(mesmo aqui)
percerber que não vi,
o caminho que não segui,
mas que reencontro aqui
na poesia feita em "i"...
A vida é feita de brincadeiras, e a língua? língua é a melhor de todas!!!!
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Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...