
Adoro quando aparecem, teus olhos me merecem,
quando vens e me aqueces, com desejos que não fenecem,
Adoro, não fenceres, ao intento de outro pranto,
adoro te ver me ver, com lindos olhos azuis de santo.
Adoro, mesmo, muito mais que tanto...
que até quase me brota um pranto,
uma página, uma lágrima, um canto,
de tão ágil, lindo e frágil, que és tu meu amor santo.
Mas, quando vens, no interevalo de teus "vais-e-vens"
entre o convés e o "não-convém", entre todos os "ninguéns"
sei que estás ali e estarás, sempre em mim também.
Adoro como pões em teu mundo, mundo que já é meu também,
me dizes, me dás tudo, o amor que tanto me tens,
e nisso meu corpo mudo, te da tudo, (tudo que tu já tens).