HA!!! Pobres bocas,
loucas, sedentas,
bocas solitárias,
só palavras primárias
se despreendem, pendem
sem emoção,
palavras sem canção,
sem ritmo, sem compasso.
O que que eu faço?
para suporta-las enfim?
Não chega a ser ruim,
apenas aborrecido,
sempre o mesmo ocorrido,
o velho mundo vivido,
de sobrevivência,
de dormência,
mundo do dia-a-dia.
Monotonia!!! Ha monotonia,
da vida de canga,
o pensamento não é um rio,
no máximo uma sanga,
Oh mentes sem criação,
Serei eu na contra-mão?
ou só eu sem ilusão?
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.17.2009
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Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...