As vezes no teu ato me vejo em solfejo
a vezes te vejo e te cato, ali perto.
as vezes é rato louco que fala de queijo
as vezes é gotejo de afeto no teto.
As vezes é luz partindo o concreto,
Substrado abstrato, ou seria objeto?.
Sentimento contido, tido como discreto.
Sentimento inexato que da alma ejeto!
Como faço o processo já escasso?
criação já não me tenho em espaço,
coração já traçado estilhaçado por um traço
seriam, não mais serão, meu laço?
já os deixo, duros seixos em estilhaço,
Mando-lhes um beijo, em um grande e sínico abraço
que distante se mantenha cego errante
que teu luto não dure mais que um instante.
fonemas, centenas, de sentimentos
poemas, com temas diversos momentos,
sofridos vividos escritos nos ventos
poemas és tu além da voz dos sentimentos?
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
8.19.2009
tua leitura
soneto torto
Não entendo porque te lendo,
acabo me vendo sendo sendida,
aberta, remexida, mesmo não tendo
aberta, contígua purulenta ferida.
Mas sinto uma repulsa, que pulsa,
mas anima, me inspira ao reverso
me dá inpiração, ação avulsa,
insensata mão, escriba em verso.
Que procura, insana cura cega,
para a doença que não se nega
a adoecer, quem vive na solidão.
vai corrói me escasso coração
me tira, me puxa pela mão,
desta insana luta casta que não chega
Não entendo porque te lendo,
acabo me vendo sendo sendida,
aberta, remexida, mesmo não tendo
aberta, contígua purulenta ferida.
Mas sinto uma repulsa, que pulsa,
mas anima, me inspira ao reverso
me dá inpiração, ação avulsa,
insensata mão, escriba em verso.
Que procura, insana cura cega,
para a doença que não se nega
a adoecer, quem vive na solidão.
vai corrói me escasso coração
me tira, me puxa pela mão,
desta insana luta casta que não chega
somos em nossos beijos viruais
estranhso rituais
que se perpetuam
atores que atuam
em cego palco...
vestidos de tristeza
e talco
para amenizar o conflito,
loucos por atrito
mas no momento,
possível só
um louco e mudo grito....
preso contrifto,
na garaganta
que muda se levanta
e gesticula, articula
palavras inaudíveis
sussurrada
por bocas impossíveis
segreod
segredos...degrdos
distantes do corpo
mas perto da alma...
registrado no destino,
escrito na palma
da minha mão
cantado em cada batida
do meu coração...
estranhso rituais
que se perpetuam
atores que atuam
em cego palco...
vestidos de tristeza
e talco
para amenizar o conflito,
loucos por atrito
mas no momento,
possível só
um louco e mudo grito....
preso contrifto,
na garaganta
que muda se levanta
e gesticula, articula
palavras inaudíveis
sussurrada
por bocas impossíveis
segreod
segredos...degrdos
distantes do corpo
mas perto da alma...
registrado no destino,
escrito na palma
da minha mão
cantado em cada batida
do meu coração...
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Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...