9.07.2009

Apenas amar ninguém.


Povoas cada poro da minha pele,
te sinto como uma ardência, que não fere,
transito pelo abismo da tua loucura
me invades como uma peste sem cura.

Me molhas, me salvas da minha secura,
me atiro como se houvesse uma rede, segura,
mas não há... não há nem nunca haverá
tenho que conviver, com o que nunca será.

Mas não me importo, afinal o que é a vida,
além de um eterno  "lamber ferida",
além de viver como convém com o que se tem...

Não lembrar, nem lamentar, nem sorrir nem chorar
nem correr, nem encontrar, apenas aceitar,
apenas amar ninguém e todos que parecem alguém...

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Ana Laura:

Gostei particularmente deste seu poema. Pelo que posso ver tem andado inspirada. Num só dia colocou vários poemas de uma vez. Às vezes a produção excessiva é uma maneira saudável de gerirmos a nossa solidão.

Abraço e continue

António

Eu disse...

É verdade, e viu, estão vindo com uma métrica melhor, tenho lido mais também... Poesia-terapia é bem melhor que prozac.
Grande abraço.

Quem sou eu

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Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...