8.28.2009

Tu que me deixas...

Foi a primeira voz,
na primeira saudação,
que me brotou no coração,
me fez foz, vento, moção,
letras, voraz coração...

Meu forte, meu lorde,
minha impossível sorte,
meu dragão intocável do norte,
meu amor que vem além da morte.

Te vejo em luzidias
imagens escorregadias,
que não consigo alcançar,
me afundo quando mais tento
mais infeliz é todo intento
de te aproximar,
te vejo afastar, sem querer,
queria te agradar,
para não te perder,
mas vais e não vens,
me vejo sem ninguém
querendo disfarçar,
o sentimento de desdém
que me invade sem parar...

Cálice triste, sanguineo e tinto,
já nem vejo, nem pressinto,
apenas prescindo de ti...

Já nem te vais, pois não mais vens,
não sou ninguém e não te minto,
é verdade o que sinto,
embora não te pareça,
se transmute e para ti feneça,
verde alucinação,
trespassando meu coração
pedra sem emoção,
de açúcar no absinto.

Penso em ti não mais te sinto,
Porque que ainda me minto?
Não deixes ir meu amor,
minha cor, meu mundo futuro que pressinto,
e não prescindo, em ti...

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Ana Laura:

Para quem escreve há pouco tempo os seus poemas são muito bons. Escreve de forma automática, sem pensar na próxima palavra que se segue, tornando os seus versos naturais. Digo-lhe que não poesia não há regras. Estas surgem-nos posteriormente a uma fase de aperfeiçoamento.

Continue, e obrigado pela sua leitura no AsEscondidas

Abraço

António

desaparecimento disse...

Gostei mt do pouco que li. Fiquei entusiasmada com nosso papo no msn. Prometo voltar com mais tempo e molhar um pouco mais nessa chuva de letrinhas. Abraços fraternos... *TT

Eu disse...

Grata Antonio, sabes o quanto te admiro, vires aqui me apoiar é uma grande honra.

Abraço.

Quem sou eu

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Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...