3.17.2010

Remoto controle



Há em mim um controle remoto
em que um quase ser, proto,
faz que procura e que vai encontrar
Há em mim um controle remoto
com um botão que libera, um fóton
faz que quer iluminar
Há em mim um controle remoto
com um um botão que acolhe um ser que enxoto
passa um filme de quem quer amar.

Há em mim um controle remoto
com um botão com o qual meu cérebro emboto
vivo, mesmo querendo me matar.

Há um mim um controle remoto
que apaga este ser que eu loto
tanto que não cabe nem mais o ar
Há em mim um ser remoto
sem controle, sem luz, um proto
ser que quer se iluminar.

Seu único botão
fica no coração
Cuja programação
é esperar a morte chegar!

enquanto não chega
entreto a razão
gastando-me a poetar
)


2 comentários:

Flavia Assaife disse...

Olá Ana,

Indiquei o seu blog para receber o Prêmio Dardos... Postei observação no meu blog... Veja lá como fazer!

Boa Sorte!

Flávia Flor
(http//www.flviaflor.blogspot.com

Lice Soares disse...

Muito bom!
Foi um imenso prazer passear, aqui, pelo teu belo espaço.
Parabéns.
Convido-te a uma visita.
Um grande abraço.

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...