7.28.2009

Ao me ex-marido.

Te disse "Adeus!",
Peguei meus filhos, ( os teus )
E depois só desencanto,
De lágrimas teci um manto,
enquanto os pequenos dormiam,
no meu leito de pano e pranto.
E fui levando, levando, remando,
te chorando a cada triste noite,
fria, gelada, nua, te suando,
ardendo em chagas sem mais teu açoite,

E o mundo foi girando, girando...
Ninguém morre, esperando, ninguém...
Neste esperar, descobri, que estava viva,
sobrevivi!!! E... que olha que coisa boa!!!
Descobri, que vivo melhor sem ti,
que consigo ficar átoa, solta na boa,
que hoje até sorri!!!
Descobri o tanto de vida que investi,
em ti...

E agora, da derradeira hora,
onde já tudo é confesso,
( em nosso surreal universo )
observo e vejo, há como vejo...
Como suspiro, não mais grito,
(nem trovejo),
Sou no máximo um leve vento,
um suave ar em movimento,
e que de nós, humanos sós,
sobrou apenas frouxos nós,
epitéticos movimentos patéticos
imotivados e sem sem nexo,
usualmente chamados de sexo...

7.27.2009

Ainda em mim...

De onde vens, de que confins de mim?
Não me convéns mas me vens mesmo assim...
vivo sem ti, já sei , já sobrevivi,
já até amei, até mesmo já sorri.

Já te chorei mais que um rio,
já me aqueci, me salvei do teu frio.
Já floresci, já brotei, já entumesci...
tu isso, e mais um pouco, consegui, sem ti.

Em noite de frio, com prato vazio, abandono
me vens com cara de cão desfeito, sem jeito,
tremendo de frio, com corpo vazio do meu entorno.

Me faz cara de cio, de só, de retorno,
e eu carente, te aceito, te levo pro leito,
Volta rei rarefeito!!! Feito só para meu trono...

Ó me meu coração...

Não apostes tão alto,
não te postes no asfalto,
quente, nú, e na contra mão.

Pois não sairás ileso,
no mínimo serás preso,
ou atropelado por caminhão.

Então tomes juízo,
meu coração indeciso,
sentindo louca pulsação,

Ansioso como narciso,
em abraçar o riso,
deste amor de sensação.

Ansioso, cioso e sestroso,
com um peso de um vagão,
está este meu coração aquoso,
louco para desperdiçar lágrimas em vão.

Resquícios de ti em mim...

Eu saio da cor da minha cidade
mundo sem sabor, cinza realidade
acalmo o calor, que vem de outra idade.

Então eu te vejo, num outro tempo
ausente azulejo, pequeno percevejo,
da minha mansão, do meu momento.

Então eu te escolho
flor que não colho
do buquê em minha mão...

Mas é intencional,
para te livrar do mal,
que acolhes e te encolhes (natural...)

És tão lindo e fascinante,
não serás só passageiro amante,
Só cometa fugaz e brilhante...

Não, não!!! Serás é constelação,
eterna luz brilhando terna,
em momento de exaustão.

Viajando pelo tempo,
voraz luz em movimento,
Entrando, desbravando em mim
uma amor que voltou,
( não teve fim...)

Tu em meu fim...

o nada que me das, que não me dizes,
me diz muito, tudo que não me vives,
e vivo assim, aceitando, te esperando,
me perdendo em mim morrendo
este amor com fim.
Fico te esperando, orando,
para te ver, fico correndo,
amando, me enganando,
para te querer.
Mas é assim,
chegado o fim que me finda,
já não acredito em tua vinda,
será que serei tua, um dia,
ainda...

7.24.2009

amizade de verdade

estava perdida, sozinha sem brilho,
feito trem perdido, fora do trilho,
me achando velha locomotiva,
sem mais brilho viçoso de Diva.

E estava assim, no meu universo,
sozinha, alma ímpar em verso,
confesso, nem tão só, sempre um mancebo na mão,
para me colocar no gazebo da idealização.

Do torpe e previsível desejo vão,
me faltava torque ou um toque na mão,
o suporte do amor de uma amizade, de verdade,

Então meu coração, leu teu verso pagão,
e sentiu um energia, uma magia de irmão,
te estendi a mão, com total sinceridade,

(E então, brotou do chão
uma amizade de verdade
em verso de branca cor
em versos versados em amor)

7.23.2009

Amo nós...


Adoro quando aparecem, teus olhos me merecem,
quando vens e me aqueces, com desejos que não fenecem,
Adoro, não fenceres, ao intento de outro pranto,
adoro te ver me ver, com lindos olhos azuis de santo.

Adoro, mesmo, muito mais que tanto...
que até quase me brota um pranto,
uma página, uma lágrima, um canto,
de tão ágil, lindo e frágil, que és tu meu amor santo.

Mas, quando vens, no interevalo de teus "vais-e-vens"
entre o convés e o "não-convém", entre todos os "ninguéns"
sei que estás ali e estarás, sempre em mim também.

Adoro como pões em teu mundo, mundo que já é meu também,
me dizes, me dás tudo, o amor que tanto me tens,
e nisso meu corpo mudo, te da tudo, (tudo que tu já tens).

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...