Dou-te um lugar em mim,
o melhor de todos
bem no meio do peito
um lugar de onde as esperanças se aninham
onde tu descansará a tua face e brincará
com meu seios
descansarás os medos, não terás receios.
Onde teu rosto sente o cheiro de flor alienígena
sente o calor da pele quase indígena
temperada com pimenta
o hálito sulfuroso de menta
da boca que te beija
sedenta.
Onde tua alma, dorme
e o amor se assenta.
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
9.26.2010
9.05.2010
Surto exortativo de todos e nada!
Faca que corta-me
gume
Corda que ata-me ao cume
deste monte sombrio.
ORGULHO!
ENTULHO VIL!
Febre enflame-me o vazio
febre na orbe, descobre o frio
LUSCO BRIO!!!!
Sem nexo
nem lexo
quiçá sexo em louco amplexo
em convexo
universo
anexo ao espaço
vazio!
RIDE PALHAÇO
OLHA O TRAÇO
NO ESPAÇO
NESTE ABRAÇO AO AÇO
DE UM CORPO QUE JÁ PARTIU!
RIDE, RIDE TODOS
ESTE
CIRCO
ESTÁ VAZIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(as feras saíram, estavam todas elas no cio!)
Ride, rio eu, eles e todos os nomes,
os pronomes, faceS e sobrenomes...
(que se percam na multidão
que habita meu coração)
comeivos e bebeivos
este meu corpo teatral!
me pão de sangue e sal!
SEJAM FELIZES!
E DEUS LIVRAI-NOS DE TODO O MAL...
gume
Corda que ata-me ao cume
deste monte sombrio.
ORGULHO!
ENTULHO VIL!
Febre enflame-me o vazio
febre na orbe, descobre o frio
LUSCO BRIO!!!!
Sem nexo
nem lexo
quiçá sexo em louco amplexo
em convexo
universo
anexo ao espaço
vazio!
RIDE PALHAÇO
OLHA O TRAÇO
NO ESPAÇO
NESTE ABRAÇO AO AÇO
DE UM CORPO QUE JÁ PARTIU!
RIDE, RIDE TODOS
ESTE
CIRCO
ESTÁ VAZIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(as feras saíram, estavam todas elas no cio!)
Ride, rio eu, eles e todos os nomes,
os pronomes, faceS e sobrenomes...
(que se percam na multidão
que habita meu coração)
comeivos e bebeivos
este meu corpo teatral!
me pão de sangue e sal!
SEJAM FELIZES!
E DEUS LIVRAI-NOS DE TODO O MAL...
9.02.2010
Na cozinha
Sentia-lhe como uma pétala de rosa
A alisar-lhe o dorso, com beijos no torço
E dedos desilizando pela sua Personalidade,
sussurrando aos ouvidos
Do ego, indecências sonhadas na realidade.
Despia-lhe de tudo, sem decência
À mesa da cozinha,
embriagando-se de vida
...De filosofias de apocalipses
Distopias, atopias e eclipses...
Éram felizes...
Porém todas as cicatrizes
(Os trizes, as bissetrizes, as atrizes...)
Deixaram a verdade exposta
E ela partida em posta
Por mais um gume
sentiu-se um infeliz legume
Nesta árdua tábua da vida.
“Nascer, crescer, florescer,
Para terminar partida e cozida”
(Quiçá, comida!)
-Merda!
Pensou ela,
-de vida...
Enquanto coava uma cenoura cozida...
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=149022#ixzz10Md5nKxA
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
A alisar-lhe o dorso, com beijos no torço
E dedos desilizando pela sua Personalidade,
sussurrando aos ouvidos
Do ego, indecências sonhadas na realidade.
Despia-lhe de tudo, sem decência
À mesa da cozinha,
embriagando-se de vida
...De filosofias de apocalipses
Distopias, atopias e eclipses...
Éram felizes...
Porém todas as cicatrizes
(Os trizes, as bissetrizes, as atrizes...)
Deixaram a verdade exposta
E ela partida em posta
Por mais um gume
sentiu-se um infeliz legume
Nesta árdua tábua da vida.
“Nascer, crescer, florescer,
Para terminar partida e cozida”
(Quiçá, comida!)
-Merda!
Pensou ela,
-de vida...
Enquanto coava uma cenoura cozida...
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=149022#ixzz10Md5nKxA
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu

- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...