rocuro em vão, um gesto , uma luz, um amor de irmão, um coração, um resto, uma cruz, uma dor, um tostão, procuro em vão, o resto de uma gesto, uma luz na cruz, um amor sem dor (sinto-me órfão e sem irmão, não valendo mais que um tostão). Procuro em vão, teus olhos a meio a fumaça da multidão. Meus olhos olham em vão, torno-me fumaça, cegando meu corpo, que te procura em vão. Procuro um vão, para entrar uma luz o amor que sinto, e não está nesta multidão. Procuro em vão, por teus olhos, perdidos dentro de mim, e eu no meio da fumaça, e da multidão... viver sem ti, é viver em vão... |
ANA LYRA |
Momentos onde sentimo-nos imensamente sós e vagando em vão na esfumaçada escuridão do barulhento silêncio que não me diz nada, imersa numa amorfa da multidão... |
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
10.25.2009
Viver sem ti...
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...
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