O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
9.13.2009
Transmutação
Abraça-me novamente dor conhecida,
é carnaval carnal na minha mente perdida.
Despe-te da fantasia insana de amor,
coloca tua roupa cotidiana de dor.
Disfarça-te de realidade por três dias
dizes que me amas, sofres em agonias
neste carnaval, mudo e virtual
em que me embebes nas tuas noites de folias.
Pois decido mudar de cor, de olhos e de amor
parar de viver sem nada, sem migalha, sem cor,
viver com minha alma refeita, íntegra, vivida
Esperar com ardor, hora do sol se por,
se evadir de meus olhos a noite do teu amor,
e esperar a lilás cor da aurora de uma nova vida.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...
Nenhum comentário:
Postar um comentário