| Adeus, rogo-te agora Rogo a Deus urgente: Morra flor que em mim chora em pranto triste pungente amor que o peito devora sacro santo elemento por ti espero a hora de consagrar o sacramento Morra em mim o tempo gota à gota, hora à hora flores em florecimento murchando em minha flora. ó Deus porque insistes em colocar-me o desejo? Se em mim persiste o sabor do ausente beijo Belo é o dia lá fora cinza é meu pensamento folha cai e implora seco é meu momento ó Deus, ó Deus leva embora, agora esta saudade crescente aquieta a amada rosa cálida, entumescente Cala esta louca viola que deflora a minha mente voando tal qual rabiola retorcendo-se livremente. Leva-me a tentadora maçã estraçalha esta vil serpente. deixa-me a mente sã apazigua meu corpo carente. |
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.26.2010
Romantismo
5.01.2010
Coração Frio
Disperso é o redemoinho
em meu peito gasto
escasso é o pasto
que me nutre a alma
"a calma"
que não reside em mim
desejo insano
que nunca chega ao fim
sentimento humano
sonho de serafim
subliminar vida
na entrelinhas das horas
tempo de degolas
em meu peito
cabeças rolam
nos lençóis brancos de meu leito
minhas mãos choram
em letras de traço desfeito
Triste e decepado
coração apaixonado
não bate por mais ninguém
comboio de de cordas sem razão
descarrilhado trem
em meu peito gasto
escasso é o pasto
que me nutre a alma
"a calma"
que não reside em mim
desejo insano
que nunca chega ao fim
sentimento humano
sonho de serafim
subliminar vida
na entrelinhas das horas
tempo de degolas
em meu peito
cabeças rolam
nos lençóis brancos de meu leito
minhas mãos choram
em letras de traço desfeito
Triste e decepado
coração apaixonado
não bate por mais ninguém
comboio de de cordas sem razão
descarrilhado trem
Nada restou
Ausência se faz ao meu coração louco
meu último recôndito perfeito
morto com um tiro peito
agonizou febril
"viver é pouco".
Nefasto mote que afasta meu
coração doído
Sinto-me
n u a
c r u a
NADA!!!
Sem mestre
parceiro
ou amigo.
Solitária
Calo-me
continuarei orbitando ao redor de meu umbigo.
Universo em verso
mudo, solitário, ambíguo.
meu último recôndito perfeito
morto com um tiro peito
agonizou febril
"viver é pouco".
Nefasto mote que afasta meu
coração doído
Sinto-me
n u a
c r u a
NADA!!!
Sem mestre
parceiro
ou amigo.
Solitária
Calo-me
continuarei orbitando ao redor de meu umbigo.
Universo em verso
mudo, solitário, ambíguo.
Dizimação emocional
| rranco-me a pele não quero mais sentir Arranco-me os nervos, não quero transmitir um estímulo,um elétrico mínimo sinal do gozo do banal e vil prazer carnal. Arranco-me do corpo tudo que possa lembrar a pele, o tato, a audição, o paladar pois quero ter amputado enfim de mim este gozo de sentir uma pele de cetim. Não quero mais nenhum parco sentimento nem um gozo, nem um pouso, nem lamento quero que o frio do inverno habite meu coração quero que acabe este inferno, esta procura em vão Queimem meu corpo burro, ardente e são quebrem meu osso do púbis e os da mão desarticulem minhas pernas, meus braços desfaçam-me destes humanos tristes laços despojem-me destes tristes estilhaços pedaços de afetos vertidos ao rés do chão. |
Entendimento
| h plácida calma que invade minha alma serena óh resignação que torna aceitável a triste pena De viver só, sem sentir dorida e triste solidão de sentir o peso da mó, lembrar que farinha foi grão. Que esmagado pelas pedras pesadas da vida tornar-se alimento que sustenta, cura ferida bruto grão, íntegro, não alimenta, lamento... ferido, alva farinha, proto-pão, alimento E assim roda a vida, esmagando o coração assim curam-se as feridas, grão partido vira pão E eu sigo serena meu solitário e único destino E sonho todas as noites o mesmo sonho vespertino Dorme-se e acorda-se, mesmo leito branco e frio lava-se toda a manhã, mesma água do gélido rio. Quando despoja-se dos resquícios da triste noite Quando refresca-se os vergões do triste açoite. E assim passa a vida, um dia bom e outro não Assim vai a vida, um dia frio, outro paixão. |
Vida
| ma nesga de sol invade meu quarto percebo o triste ato neste teatro vida Uma nesga de renda esquecida no retrato deixa-me no ato, tonta, aturdida. A vida, óh a vida, escolha ou batalha perdida? Vida, óh vida, cicatriz ou aberta ferida? Chega! Vida és vida, em cada palavra proferia Vida és vida, em cada criança parida Vida és vida, em cada mágoa esquecida Vida és vida, por mim escolhida! Deixo ao caminho meu negro manto visto-me com um sorriso e com encanto Lavei todas minha feridas com meu lúgubre pranto. Decidi viver! não irei amaldiçoar da vida cada encanto! Decidi crescer Enfrentar o destino, ser feliz me meu corpo santo. |
Ponto de mutação
| Quantos olhos são necessários para ver o sol se por? quantos matizes são necessários para chamarmos isso de cor? quantos pássaros são necessários para voar? quantos palcos são necessários para encenar? Tão perdida estava eu no meu mundo privado que privada fiquei eu em meu mundo imaginado Esqueci que além da janela, há um mundo lá fora que a vida é vela, que se apaga a qualquer hora. Esqueci que além do teto existe azul céu que as abelhas picam, mas fazem também mel. Que existe um amor que transcende um simples ato que existe em toda parte, não só dentro de um quarto. Assim eu decidi sair deste escuro poço sem fundo, Desisti de amar um homem, aprenderei a amar o mundo. |
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...