5.01.2010

Pensamento aprisionante.

á tarde me sobram as horas
e demoras 
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.

Pensar até morrer
esquecer de viver.

Reverberam insanas sinápses

Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?

Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.

Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.

Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!

Desejo Carnal


udo que quero
E sentir-te tal qual ferro em brasa
a tatuar meu corpo,
adentra-lo como que entra em casa
ressuscita-lo quase morto.
Ser-te morada eterna
amar-te violenta e terna
abrir-me para teu corpo ereto.
Tudo que quero
é este destino certo
que empurra-me para teu leito.
Não quero mais nenhum feito,
apenas sentir o prazer:
Ter-me deflorada a gemer.
Gritar sinfonia vadia.
Quero amar-te até raiar o dia
afogar-me nos líquidos do desejo.
Quero alimentar-me de beijo
beber da água da alma
quero enfim ter a calma.
Ser saciada inteira
Quero ser-te a primeira,
pois sou virgem no amor.
Amas-me até sentir dor
refresca enfim o ardor
desta minha alma sofredora.
Faz-me de neófita, professora
na arte do amor carnal.
Ama-me tal qual animal,
louco em pleno cio,
derrete meu corpo frio
pois sou inteira tua
assim como o céu é da lua
o palco para ela encenar.
Começa, podes me iniciar
da arte de te amar
ama-me até o mundo acabar
até faltar-me o ar
pois meu desejo é ardente
e minha fome urgente
ama-me pois além de letras
sou também gente!!!!

Dança comigo amigo poeta?

Dança comigo um tango
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.

Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.

E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.


GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.

Crescer


rrancou meu coração
seduzido
Deixou-me em coma
induzido

Que posso eu fazer?
Apenas deixar
murchar
fenecer.

Que posso eu fazer?
Apenas, escrever, escrever, escrever
não dormir
ficar até o sol nascer
e meu corpo enfim desaparecer!!!

Quem sabe assim
um dia eu venha a crescer!!!

Paradigma


Tempo que desbota o rosto
austero de um futuro incerto
borda de um estranho teto
que cobre meu corpo posto.
Fio que liga os momentos
liga meu corpo aos sentimentos
sentidos de uma mente inquieta
que sabe não controlar a meta
Experimento de mortalidade
negrito na vida sem qualidade
salta aos olhos a contramão
a vida em inversa direção
Nem delta, nem ômega, nem sigma
necessidade de mudar paradigma
Nem alfa, nem beta, nem gama
o mundo passa ao pé da minha cama

De mim as letras vão sumindo
apenas os clássicos são os imortais
mesmo mortos sempre parecem rindo
da vida dos humanos animais
Nessa dor uma grande chance
antes que a morte alcance
começar realmente a viver
exercitar a arte do esquecer

Olhar apenas para frente
amar, pois há tanta gente
abraçar o mundo num instante
escrever, mesmo diletante.

Respirar o hálito do mar
colorir o céu ao sol nascer
deitar os olhos ao infinito
romper o silêncio com um grito


VIVER!!!!!

Afinal o mundo é tão bonito...
E eu? Muito moça para morrer.

Último pedido


ispo-me mais uma vez
mostro inteira minha tez,
da alma.

Escreve, tatua com calma
com a tinta
"insensatez"
com firmeza e rigidez
o que está escrito
na palma
(da mão).

Toca-me com calidez
sustenta-me,
acalma.
dize-me: NÃO
clarifica a aura.

(0u)
Escreve mais uma vez,
um "quem sabe",
"um talvez"

com sangue
em minha pele,
alva.


Esfria a
ebulição,
a grande confusão,
que se instaura.

Que lenta devora,
a emoção que aflora,
em meu coração
que se esvai,
vai embora...

Não aprendo

Abri novamente meu peito
sempre o mesmo defeito
não aprendo!

Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!

Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!

Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...