á tarde me sobram as horas
e demoras
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.
Pensar até morrer
esquecer de viver.
Reverberam insanas sinápses
Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?
Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.
Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.
Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
5.01.2010
Desejo Carnal
| udo que quero E sentir-te tal qual ferro em brasa a tatuar meu corpo, adentra-lo como que entra em casa ressuscita-lo quase morto. Ser-te morada eterna amar-te violenta e terna abrir-me para teu corpo ereto. Tudo que quero é este destino certo que empurra-me para teu leito. Não quero mais nenhum feito, apenas sentir o prazer: Ter-me deflorada a gemer. Gritar sinfonia vadia. Quero amar-te até raiar o dia afogar-me nos líquidos do desejo. Quero alimentar-me de beijo beber da água da alma quero enfim ter a calma. Ser saciada inteira Quero ser-te a primeira, pois sou virgem no amor. Amas-me até sentir dor refresca enfim o ardor desta minha alma sofredora. Faz-me de neófita, professora na arte do amor carnal. Ama-me tal qual animal, louco em pleno cio, derrete meu corpo frio pois sou inteira tua assim como o céu é da lua o palco para ela encenar. Começa, podes me iniciar da arte de te amar ama-me até o mundo acabar até faltar-me o ar pois meu desejo é ardente e minha fome urgente ama-me pois além de letras sou também gente!!!! |
Dança comigo amigo poeta?
Dança comigo um tango
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
Crescer
| rrancou meu coração seduzido Deixou-me em coma induzido Que posso eu fazer? Apenas deixar murchar fenecer. Que posso eu fazer? Apenas, escrever, escrever, escrever não dormir ficar até o sol nascer e meu corpo enfim desaparecer!!! Quem sabe assim um dia eu venha a crescer!!! |
Paradigma
| Tempo que desbota o rosto austero de um futuro incerto borda de um estranho teto que cobre meu corpo posto. Fio que liga os momentos liga meu corpo aos sentimentos sentidos de uma mente inquieta que sabe não controlar a meta Experimento de mortalidade negrito na vida sem qualidade salta aos olhos a contramão a vida em inversa direção Nem delta, nem ômega, nem sigma necessidade de mudar paradigma Nem alfa, nem beta, nem gama o mundo passa ao pé da minha cama De mim as letras vão sumindo apenas os clássicos são os imortais mesmo mortos sempre parecem rindo da vida dos humanos animais Nessa dor uma grande chance antes que a morte alcance começar realmente a viver exercitar a arte do esquecer Olhar apenas para frente amar, pois há tanta gente abraçar o mundo num instante escrever, mesmo diletante. Respirar o hálito do mar colorir o céu ao sol nascer deitar os olhos ao infinito romper o silêncio com um grito VIVER!!!!! Afinal o mundo é tão bonito... E eu? Muito moça para morrer. |
Último pedido
ispo-me mais uma vez mostro inteira minha tez, da alma. Escreve, tatua com calma com a tinta "insensatez" com firmeza e rigidez o que está escrito na palma (da mão). Toca-me com calidez sustenta-me, acalma. dize-me: NÃO clarifica a aura. (0u) Escreve mais uma vez, um "quem sabe", "um talvez" com sangue em minha pele, alva. Esfria a ebulição, a grande confusão, que se instaura. Que lenta devora, a emoção que aflora, em meu coração que se esvai, vai embora... |
Não aprendo
Abri novamente meu peito
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...