| Maldição das loucas Moiras que traçaram tal teia tangente bruxas cegas e loucas com bordados incoerentes Nutrindo parcas bocas com desejos ardentes inocentes, improváveis indecentes, inexoráveis Aportam aos corpos abertos acorrentados em distintos tetos em momento improvável cruel desejo insaciável Só em póstuma viagem então como espectro surgiria a tão sonhada coragem para provar rara iguaria: corpo firme, lindo ereto em lânguida solitária agonia. Eis então a maldição ao lúdico triste coração o corpo em estertores estertorando ilusão são apenas solitários atores contracenando com a própria mão Arde tanto de dores sentem doces odores exalados em solitário vão são pétalas de rosas esmagadas por do imutável Não Malditas Moiras loucas bruxas sem compaixão teceram linhas poucas separam o corpo juntam o coração. Declino ao desejo deste corpo ao rés do chão desmancho-me em lamentos corpo santo, amor de irmão. |
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
5.01.2010
Maldição das Moiras
Janela para o Lírico
| nvelhecida a janela, entreaberta Absorvendo fios de vida, incerta pela fresta A vela desmaia em cera, tosca Esvanece-se a réstia de luz fosca Fechei a janela, envelhecida Aprisionei lá fora, a vida matei a fresta A noite escura o sono me empresta Sem luz já nem o escrever me resta Porém, em meu coração insano sobrevive o desejo humano De ser chama, fogo, brasa, vela desejo que a mim se atrela nesta busca insana. Busca de um coração que ama Em letras lanço meu clamor ao espaço cego, incerto, triste e trêmulo enfim traço fusco escasso verso. Lançando meu amor com fé a todo o universo. |
Carta ao parceiro
A ti
dono dos movimentos sem nexo
envio este sentimento
anexo
para que entendas
que a mulher
não vive só de rendas
prostrada, nua ao leito
que além dos seios no peito
existe por dentro um músculo
que se emociona ao crepúsculo
portanto seu lobo sarnento
vil, torpe e sedento
desejo-te um grande tormento
que teu órgão vital
chamado usualmente de pau
deixe-te eternamente
à mingua, flácido, dormente
seja-te uma maldição
não te resolvas
nem mais com a mão
que morras murcho
sem comida no bucho
quem sabe assim,
seu burro, insensível
sanguinário
descubras o intangível,
além do corpo, visível
há um outro cenário
além da doce quentura
do corpo em movimentação
além da temperatura
da pele e do toque da mão
existe no peito um músculo
que se chama coração.
dono dos movimentos sem nexo
envio este sentimento
anexo
para que entendas
que a mulher
não vive só de rendas
prostrada, nua ao leito
que além dos seios no peito
existe por dentro um músculo
que se emociona ao crepúsculo
portanto seu lobo sarnento
vil, torpe e sedento
desejo-te um grande tormento
que teu órgão vital
chamado usualmente de pau
deixe-te eternamente
à mingua, flácido, dormente
seja-te uma maldição
não te resolvas
nem mais com a mão
que morras murcho
sem comida no bucho
quem sabe assim,
seu burro, insensível
sanguinário
descubras o intangível,
além do corpo, visível
há um outro cenário
além da doce quentura
do corpo em movimentação
além da temperatura
da pele e do toque da mão
existe no peito um músculo
que se chama coração.
Espuma à maré cheia
| u és a areia que sustenta meus pés que flutuam no éter insano as folhas de papel que cobrem meu corpo de mel de desejo humano. Tu és o mumuro do vento do norte que sussurra improvável sorte que alimenta meu lirismo és um beijo jogado ao abismo num eco sem retorno Tu és O rei em seu domo de letras Eu? A viúva de rendas pretas tecendo versos bordados desmanchando ao dia a tristeza e a agonia à noite sou teia versos dourados jogados à areia em castelos inventados. Nós? Somos apenas poetas de loucas afetivas metas com a rima que pulsa nas veias com os corpos trepassados por setas encantados por cantos de sereias sobrevivendo em pequeno espaço tecendo etéreo tênue laço tal qual as espumas nas areias fuscas e frágeis à lua nas marés cheias. |
Eis que surge o amor em minha morada
Era noite, a lua fria iluminava
a areia onde minh'alma vagueava
Era noite, o vento forte e frio
abraçava meu corpo lânguido, vazio.
Sentado belo e solitário à duna
mirava-me aquela figura soturna
sorria sob a luz fugaz da lua
lembrava-me que um dia seria sua.
Num lampejo vindo da escuridão
vislumbrei o futuro em ebulição
o espaço de anos não mais afasta
Finda o tempo de minha alma casta
não penso, o presente me basta
largo-me a esta doce emoção.
Sou sua, ele meu, em terna noite de paixão.
a areia onde minh'alma vagueava
Era noite, o vento forte e frio
abraçava meu corpo lânguido, vazio.
Sentado belo e solitário à duna
mirava-me aquela figura soturna
sorria sob a luz fugaz da lua
lembrava-me que um dia seria sua.
Num lampejo vindo da escuridão
vislumbrei o futuro em ebulição
o espaço de anos não mais afasta
Finda o tempo de minha alma casta
não penso, o presente me basta
largo-me a esta doce emoção.
Sou sua, ele meu, em terna noite de paixão.
Beijo transatlantico
| eijo que navega por um oceano insano desejo sobre-humano que aporta em minha alma louca desfazendo-se à minha boca. Faz-me faltar-me o ar. (Que importa este mar de alucinação, se a ele não me rendo, digo solene não) Oh! Esse beijo, ao oceano largado pela minha imaginação, fecunda à neblina, por duas mãos lançado minha’alma, de prazer, inunda Afogo-me então na tua imensidão fechar os olhos, rasgar a solidão Percorrer com os sentidos o teu mundo esquecer-me num imenso prazer fecundo Faz-me sonhar-me , em ti. (Perco-me ao desejo do teu beijo a navegar Galgo léguas e léguas de éter, afecto e ar) Que venham as tempestades as correntes de revolto mar mas este beijo sobrevivente tão quente, jamais irá naufragar Assim, que este beijo-desejo irrompa pelo oceano, ao Tejo, por fim, venha ansioso desaguar nas linhas de um lírico poetar (delirar) |
A minha loucura
| minha loucura, me morde, me fura deixa meu peito aberto em toda espessura. A minha loucura procura, procura busca insana por por alguma cura A minha loucura também é frescura quando sozinha na noite escura A minha loucura falante, com desenvoltura já chega a conferir certa formosura A minha loucura da alma secura confere um lugar onde acho-me segura Na minha loucura sou lua brilhando nua neste mar de lúdica candura. Na minha loucura volto àquela rua volto o mundo outra escolha, sou livre, sou tua. Beijo-te inteiro não só meio toco-te com ternura. Na minha loucura sou eterna, em letras amas-me Sou tua Apenas na minha loucura... |
Ler um poema de amor
| Só quero ler-te na solidão das horas onde a ânsia devora meu corpo vazio preenche-lo de letras, este toco vadio que sobrou das árvores amorosas. Quero apenas preencher-me de versos perfumar-me de lúdicas rosas prencher-me de versos, desejos inconfessos onde deságuo minha alma com frio. Quero flutuar no vazio desta matéria insana ser versos que flutuam em minha mente tornar-me etérea, eterna, lúdica chama. viver na poesia que minha alma inflama deixar de hipocrisia e ser simplesmente uma mulher que ama, uma poetisa, humana. |
Moira por favor não deixem meu sol se por.
| Fio que sustenta meu corpo quase vazio de alma calma, calma tudo vai ficar bem (mas por segurança encomende seu requiém) Frio é este universo de afeto vazio de ruídos sem versos de médico frio... Rio das almas passearei sem medo Mas Moira pensa bem talvez ainda ´ é cedo... Da-me outra chance que sabe meu coração não desmanche e acabe por não parar Moira da tesoura, não corte o meu fio não deixe meu corpo vazio de alma frio e sem respirar... Ainda tenho muito para amar!!!! |
Meu Requiém
eu coração disparou
meu intestino se borrou
Mas como?
Como pode?
Com médico nenhuma doença fode!!!
Mas não adiantou ciência
nem prepotência
que pudesse impedir
de meu coração entupir...
Fui despida
me chamarem de querida
sem muito carinho, ou alento
enfiaram um cano veia a dentro
disseram "olá como está"
me enfiaram fios
e uma campanhia para segurar
"caso seu coração parar"
Fui depilada
fui amarrada
minha alma achou estranho
estar deste outro lado
ser tratada qual rebanho
Mas todos tem pressa
só meu coração interessa
talvez este seja o defeito
esqueceram que tem um ser
carregando o peito...
Mas ganhei massagem
ainda bem que não foi uma passagem
para o além
quem se candidata ao meu requiém?
alguém?
Desfilei impávida,
pela vida ávida
de bunda de fora
nada mais importa agora!!!
Senti muita dor
vomitei no pé do diretor
tomei morfina
agonia que nunca termina
Mas quando selaram meu destino
tentaram limpar o meu intestino
( para não dar trabalho)
Eu disse:" enema um caralho!!!!
Se é para não sujar a cama
enfie no seu cu sua sacana!!!
E assim está indo tudo muito bem
penso em eu mesma fazer meu requiem.
"Morre pelada,
com um cano no nariz
morreu casta
já gasta a pobre infeliz
mas seu anus estava fechado
morreu e deu trabalheira
seu leito estava cagado
quem limpou foi a pobre enfermeira!!!!)
.
meu intestino se borrou
Mas como?
Como pode?
Com médico nenhuma doença fode!!!
Mas não adiantou ciência
nem prepotência
que pudesse impedir
de meu coração entupir...
Fui despida
me chamarem de querida
sem muito carinho, ou alento
enfiaram um cano veia a dentro
disseram "olá como está"
me enfiaram fios
e uma campanhia para segurar
"caso seu coração parar"
Fui depilada
fui amarrada
minha alma achou estranho
estar deste outro lado
ser tratada qual rebanho
Mas todos tem pressa
só meu coração interessa
talvez este seja o defeito
esqueceram que tem um ser
carregando o peito...
Mas ganhei massagem
ainda bem que não foi uma passagem
para o além
quem se candidata ao meu requiém?
alguém?
Desfilei impávida,
pela vida ávida
de bunda de fora
nada mais importa agora!!!
Senti muita dor
vomitei no pé do diretor
tomei morfina
agonia que nunca termina
Mas quando selaram meu destino
tentaram limpar o meu intestino
( para não dar trabalho)
Eu disse:" enema um caralho!!!!
Se é para não sujar a cama
enfie no seu cu sua sacana!!!
E assim está indo tudo muito bem
penso em eu mesma fazer meu requiem.
"Morre pelada,
com um cano no nariz
morreu casta
já gasta a pobre infeliz
mas seu anus estava fechado
morreu e deu trabalheira
seu leito estava cagado
quem limpou foi a pobre enfermeira!!!!)
.
Decisão
Neste limbo onde me encontro
sem amigo, sem nada, sem ombro
onde possa chorar.
Sou escombro
sou quase nada
de um edifício
que ainda está por acabar
Como pode assim de repente
mudar tanto vida da gente?
Como pode o destino
inclemente
Mudar tudo assim
tão urgente
Apocalipse pessoal
para os outros, tão normal...
Mas quando acontece consigo mesmo
ficamos perdidos
vagando a esmo.
Que pensar?
Quando na vida, no limiar
sentamos e vemos
tudo o que fizemos
(e não fizemos)
tudo que desejamos
que deixamos
que queremos
Quando vimos a porta da morte aberta
descobrimos a vida tão incerta.
Quando achamos que nada vale a pena
apenas estar serena
e voar na minha louca pena.
Olhar o filho pequeno
não saber se veremos crescer
Pensar porque tanto veneno
que nos cospem desde o amanhecer
Esta vida é nada
apenas uma coisa inventada
que pode a qualquer instante
ser tirada,
sendo nós apenas a memória restante
por alguma pessoa amada.
Decidi,
Não vou morrer,
VOU VIVER
VER MEUS FILHOS CRESCEREM
ESPERAR AS FLORES FLORECEREM
VOU ESCREVER
VOU VER O SOL NASCER
E SE POR, AO ANOITECER
VOU SER ARTE
DEIXAR A INIQUIDADE À PARTE
VOU SOBREVIVER
VOU SER TUDO AQUILO QUE QUERO SER
VOU SER AMANTE
NÃO MAIS DISTANTE
VOU SER DA VIDA DILETANTE
VOU FAZER TUDO POR AMOR
E NUNCA MAIS NO PEITO
SENTIR DOR!!!
sem amigo, sem nada, sem ombro
onde possa chorar.
Sou escombro
sou quase nada
de um edifício
que ainda está por acabar
Como pode assim de repente
mudar tanto vida da gente?
Como pode o destino
inclemente
Mudar tudo assim
tão urgente
Apocalipse pessoal
para os outros, tão normal...
Mas quando acontece consigo mesmo
ficamos perdidos
vagando a esmo.
Que pensar?
Quando na vida, no limiar
sentamos e vemos
tudo o que fizemos
(e não fizemos)
tudo que desejamos
que deixamos
que queremos
Quando vimos a porta da morte aberta
descobrimos a vida tão incerta.
Quando achamos que nada vale a pena
apenas estar serena
e voar na minha louca pena.
Olhar o filho pequeno
não saber se veremos crescer
Pensar porque tanto veneno
que nos cospem desde o amanhecer
Esta vida é nada
apenas uma coisa inventada
que pode a qualquer instante
ser tirada,
sendo nós apenas a memória restante
por alguma pessoa amada.
Decidi,
Não vou morrer,
VOU VIVER
VER MEUS FILHOS CRESCEREM
ESPERAR AS FLORES FLORECEREM
VOU ESCREVER
VOU VER O SOL NASCER
E SE POR, AO ANOITECER
VOU SER ARTE
DEIXAR A INIQUIDADE À PARTE
VOU SOBREVIVER
VOU SER TUDO AQUILO QUE QUERO SER
VOU SER AMANTE
NÃO MAIS DISTANTE
VOU SER DA VIDA DILETANTE
VOU FAZER TUDO POR AMOR
E NUNCA MAIS NO PEITO
SENTIR DOR!!!
Foda-se
| oda-se o muro, o escuro, a luminiscência Foda-se a falo, o valo, a decência Foda-se o mundo, o profundo, a proficiência Foda-se, apenas foda-se, que se vá a falência Foda-se o ouro, o couro, a violência foda-se a nicotina, a cafeína, a hiper-consciência foda-se o seguro, o futuro, a paciência Foda-se, foda-se tudo, viva a cenescência Foda-se este viver sem convivência que fode meu corpo em cansaço, em carência Foda-se tudo, que se vá ao furo o corpo, o seguro porto, o ser quase morto a busca insana por coerência que se foda o mundo que eu viva tudo na minha doce e livre demência. |
Último pedido
eija-me, Minha boca, meu peito. Cura-me, deste meu coração com defeito. Arruma, meu leito desfeito. Para eu poder repousar. Sou pássaro cansado arfando, sem ter onde pousar Despe-me, da roupa escura. Banha-me, na tua água pura És uma cascata de sentimentos em imaginados momentos onde nua, minha alma vai banhar Cura-me, da minha vã loucura. Cessa, minha insana procura. Chama-me de tua! Seja em mim tudo que há para sonhar. Prometo, juro, me comportar... |
Dança comigo?
ança comigo esta valsa mesmo estando eu descalça neste tapete de cacos de vidros. Sussurra em falcete aos ouvidos indecentes desejos incontidos de uma alma poética Dança esta valsa estética peço-te em bom português com a mais pura polidez. Dança inteiro comigo uma dança de um par proibido neste salão imaginário. Constrói comigo o cenário deste jantar nunca tido Dança, valseia comigo? Despe-te tu de teu abrigo toca-me, liberta este beijo contido Ama-me em pura alegria. Dança até raiar o dia tu de fato negro, elegante eu de vestido longo, brilhante. Ao som da valsa do amor corto meus pés, não sinto dor és o que és, um ator! Rodopiando feliz tal qual galã e atriz em filme belo e antigo Dança ,que eu danço contigo liberta-te desta tua libido que te prende coerente Ama-me indecente pois sou mulher viva, ardente e tu poeta lírico apaixonado. Dança, mesmo eu do outro lado Faz de conta que és meu namorado e eu uma estrela brilhante. Ama-me neste tempo restante deste doente coração partido. Dança, dança comigo? Prometo guardar este segredo se este é teu grande medo dança neste salão vazio antes que meu coração não mais sadio jaza pálido, triste e frio. |
Hoje
Olho o cinza das ruas
iluminados pelos neons
estranhos sons maquinais
gritos de mecânicos animais
buzinas varando a noite
em sinais alucinados.
Nada é orgânico
fora o pânico e a solidão.
A vida corre na contramão
do progresso.
O coração pulsa em um ritmo
que não mais meço
Tudo é uma parte
de o mesmo processo.
Olho as luzes
busco um louco,
me confesso.
Ouço o rugido rouco
anunciando o fim certo.
Apocalípse na esquina,
ali bem perto
iluminados pelos neons
estranhos sons maquinais
gritos de mecânicos animais
buzinas varando a noite
em sinais alucinados.
Nada é orgânico
fora o pânico e a solidão.
A vida corre na contramão
do progresso.
O coração pulsa em um ritmo
que não mais meço
Tudo é uma parte
de o mesmo processo.
Olho as luzes
busco um louco,
me confesso.
Ouço o rugido rouco
anunciando o fim certo.
Apocalípse na esquina,
ali bem perto
Pensamento aprisionante.
á tarde me sobram as horas
e demoras
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.
Pensar até morrer
esquecer de viver.
Reverberam insanas sinápses
Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?
Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.
Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.
Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!
e demoras
que a vida imprime
na angústia
que suprime a felicidade.
Pensar até morrer
esquecer de viver.
Reverberam insanas sinápses
Seriam estes os ápices
desta cordilheira chamada vida?
Cada um escolhe o caminho
sempre se caminha sozinho.
Mesmo querendo ser vento,
sou carne parindo pensamento
a cada segundo.
Para!!! Para o mundo!!!
Eu quero descer!!!
Cansei de pensar,
preciso viver!!!
Desejo Carnal
| udo que quero E sentir-te tal qual ferro em brasa a tatuar meu corpo, adentra-lo como que entra em casa ressuscita-lo quase morto. Ser-te morada eterna amar-te violenta e terna abrir-me para teu corpo ereto. Tudo que quero é este destino certo que empurra-me para teu leito. Não quero mais nenhum feito, apenas sentir o prazer: Ter-me deflorada a gemer. Gritar sinfonia vadia. Quero amar-te até raiar o dia afogar-me nos líquidos do desejo. Quero alimentar-me de beijo beber da água da alma quero enfim ter a calma. Ser saciada inteira Quero ser-te a primeira, pois sou virgem no amor. Amas-me até sentir dor refresca enfim o ardor desta minha alma sofredora. Faz-me de neófita, professora na arte do amor carnal. Ama-me tal qual animal, louco em pleno cio, derrete meu corpo frio pois sou inteira tua assim como o céu é da lua o palco para ela encenar. Começa, podes me iniciar da arte de te amar ama-me até o mundo acabar até faltar-me o ar pois meu desejo é ardente e minha fome urgente ama-me pois além de letras sou também gente!!!! |
Dança comigo amigo poeta?
Dança comigo um tango
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
se não quiseres eu também sambo
pois tenho a mais plena certeza
que de alma te sobra leveza.
Dança comigo esta valsa
mesmo que alegria te pareça falsa
Proponho-te então um escambo
troca este teu corpo mulambo
por um gole de calma
que esquenta tua triste alma
Só não aceito o tempero
com gosto de desespero
destas tuas última letras
vestidas de roupas pretas
A solidão não cai-te bem,
não pensas que não tens ninguém,.
nem nada, nem amante, nem amada
tens em mim uma poetisa apaixonada
pelos teus versos musicados
pelos teus textos iluminados
que trazem luz ao mundo
que simplificam o profundo.
Portanto ainda és vivente
um poeta inteligente
um homem lutador
que esquenta esta fria dor
E inspira uma poetisa
a pensar em outro tipo de amor
o amor transcendente e puro
capaz de iluminar o escuro
da alma em tristeza.
Dança comigo este tango?
Mesmo com corpo mulambo,
dançarás na mais pura leveza
disso eu tenho certeza
pois tu alma é da mais pura beleza
tua poesia singela é luzente pureza.
E teu corpo apenas um detalhe
se bobear capaz que calhe
em uma pista de dança
no baile da esperança.
GRANDE ABRAÇO,
Adoro ler-te colega.
Beijo enorme.
Crescer
| rrancou meu coração seduzido Deixou-me em coma induzido Que posso eu fazer? Apenas deixar murchar fenecer. Que posso eu fazer? Apenas, escrever, escrever, escrever não dormir ficar até o sol nascer e meu corpo enfim desaparecer!!! Quem sabe assim um dia eu venha a crescer!!! |
Paradigma
| Tempo que desbota o rosto austero de um futuro incerto borda de um estranho teto que cobre meu corpo posto. Fio que liga os momentos liga meu corpo aos sentimentos sentidos de uma mente inquieta que sabe não controlar a meta Experimento de mortalidade negrito na vida sem qualidade salta aos olhos a contramão a vida em inversa direção Nem delta, nem ômega, nem sigma necessidade de mudar paradigma Nem alfa, nem beta, nem gama o mundo passa ao pé da minha cama De mim as letras vão sumindo apenas os clássicos são os imortais mesmo mortos sempre parecem rindo da vida dos humanos animais Nessa dor uma grande chance antes que a morte alcance começar realmente a viver exercitar a arte do esquecer Olhar apenas para frente amar, pois há tanta gente abraçar o mundo num instante escrever, mesmo diletante. Respirar o hálito do mar colorir o céu ao sol nascer deitar os olhos ao infinito romper o silêncio com um grito VIVER!!!!! Afinal o mundo é tão bonito... E eu? Muito moça para morrer. |
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...