ispo-me mais uma vez mostro inteira minha tez, da alma. Escreve, tatua com calma com a tinta "insensatez" com firmeza e rigidez o que está escrito na palma (da mão). Toca-me com calidez sustenta-me, acalma. dize-me: NÃO clarifica a aura. (0u) Escreve mais uma vez, um "quem sabe", "um talvez" com sangue em minha pele, alva. Esfria a ebulição, a grande confusão, que se instaura. Que lenta devora, a emoção que aflora, em meu coração que se esvai, vai embora... |
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
5.01.2010
Último pedido
Não aprendo
Abri novamente meu peito
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
sempre o mesmo defeito
não aprendo!
Subi novamente o himalaia
torcendo para que novamente não cai
e caí, sofrendo
não aprendo!
Porque eu sempre me rendo?
porque persisto sofrendo
mesmo ituindo, prevendo?
não aprendo!
Mas depois de tanta cara quebrada
tanta montanha escalada
tanta queda do cume
o que se presume?
que mesmo vendo
continuo quimeras querendo
e que, enfim,
sou burra,
não aprendo!!!!
Quase amor
Putrefa o corpo em langor vadio
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
Quase amor
utrefa o corpo em langor vadio
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
corpo vazio
Alegoria que a alma carrega incauta
monótona pauta.
Corre o mundo em insalubre velocidade
espreme-se dele o úbre,
mas não há leite,
nem saciedade.
Escorre a vida,
insípida, sem cor
percorre-me insossa
nem mais alegria, nem dor.
Resta apenas uma fugaz presença
um quase amor
Resta apenas uma saudade imensa
uma quase dor.
Um quase beijo que minha alma,
plena, beijou
Um rio de seixos
que o fogo da mágoa,
a água, evaporou.
Resta apenas o caminho
de pedras e desejo humano
e um seco pergaminho
ansioso e insano
(que o tempo, por segurança, queimou).
A duas vozes
Sentes-me mesmo distante?
sentir-te me é o bastante
Mesmo sem substrato
nem cheiro, nem gosto nem tato.
Sem nunca te olhar
imagino os meus olhos
marcados
fixando no espelho baço
teus traços sofridos
rasgados.
Sinto-te a cada instante
sentimento perdido, confuso
errante
Sinto-te a cada verso de amor
em cada suspiro de dor
lancinante
Sem nunca te sentir
desatina o meu coração
cansado
nas noites frias de inspiração
entre nós…a solidão
pecado.
Teu caminho é também o meu
contigo sigo as nuvens no céu.
Tua voz é também a minha
alimento-me do mesmo mel
nem mais sinto gosto de fél
sozinha
sentir-te me é o bastante
Mesmo sem substrato
nem cheiro, nem gosto nem tato.
Sem nunca te olhar
imagino os meus olhos
marcados
fixando no espelho baço
teus traços sofridos
rasgados.
Sinto-te a cada instante
sentimento perdido, confuso
errante
Sinto-te a cada verso de amor
em cada suspiro de dor
lancinante
Sem nunca te sentir
desatina o meu coração
cansado
nas noites frias de inspiração
entre nós…a solidão
pecado.
Teu caminho é também o meu
contigo sigo as nuvens no céu.
Tua voz é também a minha
alimento-me do mesmo mel
nem mais sinto gosto de fél
sozinha
Quente?
uente? Era meu corpo que foi cortado rente. Antes eruptiva lava em vertente chegando ao porto petrificando ao mar inutilmente. Quente? Era minha boca em tua pele,macia ansiando ao raiar do dia despertando fria serpente. Quente? Era o pedido Sussurrado, eloquente: "Ama-me! Sou tua, sou gente!" Quente? Era a lágrima brotada em poesia impaciente, escorrida incoerente Em uma face anestesiada que já não sente... Que chora a volúpia que se demora não vai embora, insistente!!!! Quente? Era meu corpo sem-vergonha, inocente, embriagado da água ardente desta paixão inconsequente Que tira o ar deixa-me prostrada ressaqueada, senescente enquanto litinifica meu coração, lentamente. Quente? Era a febre delirante, demente que senti no dia que me apaixonei loucamente Mas como burra Julieta morri, envenenei-me precocemente! Quente? É tudo que se passa apenas na minha mente ou esta lembrança baça que permanece muda, silente. Porém quente, ainda quente... (maldita, vã, serpente, e sua maçã suculenta, atraente...) |
Coração
| Coração bandido, ardido, mal acabado. Coração fingido iludido mal fadado. Sem ti não vivo resfolego me acabo. Por ti me submeto visto-me de preto mudo o lado. Volta, bate, sem revolta largo tudo prometo vivo de arte. Coração quebrado partido sejas amigo, não se evade. Quero-te enfim dentro de mim batendo quieto sem alarde. Aguenta, não rebenta não sejas covarde! |
Depois que o barco fantasma passa.
om giros, os meus pensamentos giram
nos giros que sinápses percorrem
pelos papiros que meu pensamentos fitam
em chamas os meus pensamentos morrem...
Derretidos, mortos, pervertidos e tortos.
Queima tudo que consome a vida,
cauterizando toda e qualquer ferida.
Dizendo apenas "Adeus, até nunca mais!"
tal qual prostituta à beira do cais.
Olhando um barco, ruim, que não volta mais.
(Em Júbilo, por não mais sentir-se
ardida, mal fodida, penetrada por trás.)
nos giros que sinápses percorrem
pelos papiros que meu pensamentos fitam
em chamas os meus pensamentos morrem...
Derretidos, mortos, pervertidos e tortos.
Queima tudo que consome a vida,
cauterizando toda e qualquer ferida.
Dizendo apenas "Adeus, até nunca mais!"
tal qual prostituta à beira do cais.
Olhando um barco, ruim, que não volta mais.
(Em Júbilo, por não mais sentir-se
ardida, mal fodida, penetrada por trás.)
Até chegar em ti
Tuas mão se demoram
nas lágrimas que rolam
pacientes
das verdades que gritam
silentes
no tímbre da espera
(esta megera)
que esfrega as mãos ansiosa
esperando a rosa
e o amor.
Mas quem garante?
A hora de chegar.
Quem garante?
Que ainda haverá ar?
Ou apenas contas de ossos
simbolizando os destroços
do que restou de mim
ao final desde caminho sem fim
que percorri
até chegar em ti
Tardiamente...
nas lágrimas que rolam
pacientes
das verdades que gritam
silentes
no tímbre da espera
(esta megera)
que esfrega as mãos ansiosa
esperando a rosa
e o amor.
Mas quem garante?
A hora de chegar.
Quem garante?
Que ainda haverá ar?
Ou apenas contas de ossos
simbolizando os destroços
do que restou de mim
ao final desde caminho sem fim
que percorri
até chegar em ti
Tardiamente...
Meu amigo Cérbero
Neste jogo de fonemas
me submeto às duras penas
que me imputa o verbo.
Prefiro passear com cérbero
a converter-me à realidade
Prefiro embriagar-me de herbero
a fenecer à normalidade.
Pois que julguem-me as línguas
atolem-me as mínguas
desta vã sociedade.
Pois não me importo
se torto é meu verbo
seu meu único amigo
é Cérbero
e vive ao portal do Hades
Já estou velha,
já se vão muitas idades
(para preocurpar-me
com vãs iniquidades!)
me submeto às duras penas
que me imputa o verbo.
Prefiro passear com cérbero
a converter-me à realidade
Prefiro embriagar-me de herbero
a fenecer à normalidade.
Pois que julguem-me as línguas
atolem-me as mínguas
desta vã sociedade.
Pois não me importo
se torto é meu verbo
seu meu único amigo
é Cérbero
e vive ao portal do Hades
Já estou velha,
já se vão muitas idades
(para preocurpar-me
com vãs iniquidades!)
Pasto-gente
Vasto é o campo onde minha alma corre
percorre o pasto serena, calma.
Bebe da chuva que cai com a palma
da mão.
Refresca a vida, o que vale a pena
apenas por estar, ser, sentir-se enorme
e pequena...
Olha o sol atráz da nuvem
Cospe o sal,
tira a ferrugem do mal
que infiltra as cartilagens
despede-se das paragens
lúgubres
de um coração vazio
observa os animais no cio
e suas crias
as aranhas e suas teias frias
pairando no vazio do céu
olha as abelhas fazendo mel
e as formigas que trabalham
repetidamente...
Minha alma vagueia neste "pasto-gente"
que pulula em atividade
neste eco-sistema
chamado sociedade.
percorre o pasto serena, calma.
Bebe da chuva que cai com a palma
da mão.
Refresca a vida, o que vale a pena
apenas por estar, ser, sentir-se enorme
e pequena...
Olha o sol atráz da nuvem
Cospe o sal,
tira a ferrugem do mal
que infiltra as cartilagens
despede-se das paragens
lúgubres
de um coração vazio
observa os animais no cio
e suas crias
as aranhas e suas teias frias
pairando no vazio do céu
olha as abelhas fazendo mel
e as formigas que trabalham
repetidamente...
Minha alma vagueia neste "pasto-gente"
que pulula em atividade
neste eco-sistema
chamado sociedade.
Discussão literal
iscussão literal.
Éramos dois pontos, eu queria que tornássemos ponto de exclamação. E fomos, porém acabamos reticências, por isso sento em cima desta grande vírgula e espero um advérbio chegar.
.............
Então eu disse:
“dois pontos nova linha e travessão”
Ele me perguntou:
“queres um parágrafo novo então?”
Eu respondi.
“ A oração é subordinada, não posso fazer nada! Não há como ser independente assim”
Ele retrucou:
“Para mim tu precisas é de um complemento nominal, não de um objeto direto!!!”
Aí eu subi nas tamancas!!!
“ Queres saber?
Para mim chega, verbo intransitivo!!!!”
Ele:
“Esta bem que seja...ponto final!!”
Éramos dois pontos, eu queria que tornássemos ponto de exclamação. E fomos, porém acabamos reticências, por isso sento em cima desta grande vírgula e espero um advérbio chegar.
.............
Então eu disse:
“dois pontos nova linha e travessão”
Ele me perguntou:
“queres um parágrafo novo então?”
Eu respondi.
“ A oração é subordinada, não posso fazer nada! Não há como ser independente assim”
Ele retrucou:
“Para mim tu precisas é de um complemento nominal, não de um objeto direto!!!”
Aí eu subi nas tamancas!!!
“ Queres saber?
Para mim chega, verbo intransitivo!!!!”
Ele:
“Esta bem que seja...ponto final!!”
3.17.2010
Remoto controle
Há em mim um controle remoto em que um quase ser, proto, faz que procura e que vai encontrar Há em mim um controle remoto com um botão que libera, um fóton faz que quer iluminar Há em mim um controle remoto com um um botão que acolhe um ser que enxoto passa um filme de quem quer amar. Há em mim um controle remoto com um botão com o qual meu cérebro emboto vivo, mesmo querendo me matar. Há um mim um controle remoto que apaga este ser que eu loto tanto que não cabe nem mais o ar Há em mim um ser remoto sem controle, sem luz, um proto ser que quer se iluminar. Seu único botão fica no coração Cuja programação é esperar a morte chegar! ( enquanto não chega entreto a razão gastando-me a poetar) |
3.08.2010
Verdade
As lágrimas brotam à face, autônomas
produto das desilusões [somas e mais somas]
dos medos que a vida imposta faceira engoliu
do adeus de todos os homens que alguma pariu
pois cega entregou às má-cegas o coração
hoje olha para velha mão acenando adeus
para todos os filhos do mundo de Deus
que um dia olharam seus olhos insanos
injetados de desejos desumanos de afeto
olhando as estrelas por uma nesga no teto
onde chove a ácida chuva das noites em pranto
inundando a sala de seu insano corpo santo
que morre a cada noite fria coberto pela ilusão
vertendo o triste sangue da alma ao chão
filosofando louca, sábia, em afastamento
sob o tegumento de seu corpo nu ao relento
observando da alma o sangue que flui
exangue, sem afeto finalmente conclui
vaticina com sabedoria, certeza e decisão
“viver sem amor é a pior condenação”
[ou única salvação]
[ou a única salvação]
2.26.2010
Dize-me...
Dize-me água fria que meu corpo banha
dize-me o porquê da sanha
abjeta que me entorta a meta
cega-me à luz que quer iluminar.
Diga-me o porque da necessidade
que me faz lúdica e triste
porque a espada em riste?
sempre pronta a decepar
Elucida-me este castrar cotidiano
que faz-me ser humano
a sobreviver e respirar
Fala-me da mó que esmaga
o coração:
"Da vida apenas o pão"
Triste sina assassina
mata meu pobre sonhar
Dize-me da vida:
Que é um ser que não sabe amar?
Remédio Ilusório
Remédio Ilusório
Toda a vitória nossa é vendida.
Tem-se o maldito remédio;
mas não sai gratuito à ferida.
A perna mecânica do amputado
O médico para o canceroso
As pílulas que te fornecem vida
A cadeira que devolve a mobilidade
O transplante na fila da crueldade
As camas confortáveis para se morrer!
Invenções que curam são caras
e até para despoluir há cobrança!
Pois tudo que não seja triste matança
é parcelado;
e pré-datado ao fim.
Eu invento amanhã
uma cura para tudo,
um xarope milagroso agudo
capaz de transformar os problemas
em adubo!
E vendo aos vendedores cientistas
pelo preço de suas almas.
Quando os inventores, lá no céu chegarem,
e ao verem duas portas, se perguntarem,
São Pedro dirá:
- O inferno é de graça;
para ficar no céu que inventamos
terá que pagar.
- Senhor! Não trago nenhum dinheiro comigo,
mas sou eu!
O inventor dos remédios fantásticos
que salvariam qualquer um.
São Pedro aponta os anjos:
Essas são suas vítimas.
- Vítimas?!
Precisavam de seu remédio;
no entanto, eram anjinhos pobres...
Na Terra não sobreviveu nenhum.
Poema de autoria do grande poeta e amigo Allan Pitz.
Fantástico. Conheçam mais em http://paquidermesculturais.blogspot.com/
2.24.2010
Triste sina insana
Porque não penso em outra coisa
porque não chega-me logo a lousa
fria em que pousa meu desejo
enquanto espero teu fugaz beijo
que inexiste
porque insiste, me despe,
porque em riste, nunca desce
este desejo que arrefece
minha alma incandescente
louca, lúdica e indecente
que deseja ardentemente
ter-te por dentro
em amoroso momento
improvável
proibido pelo impossível
precipicío do tempo intransponível
inexorável
Que posso fazer eu?
Procurar-te insana?
Amarrar-me ao Cáucaso
tal qual prometeu?
Poetar-te em minha arte
quase humana?
Sentar-me, prostrada e paciente
desejar louca e incoerente
que se finde a senda desumana
apaixonar-me por que não me ama.
2.22.2010
Desejo impossível
Morto é o desejo em meu corpo,
torto é o ensejo que a ti me ata
Aborto de sentimento morto
embriaga, deixa tonto e mata.
Pobre de minha alma que acata
tudo para ser no mundo tua,
pobre alma nua, que pesada não mais flutua
Destino que não conforta, perdida porta,
Aporta em meu triste e solitário porto:
meu coração burro, esperançoso e mouco
bate, sobrevive,
mas para mim, sobreviver é pouco.
Morro, desespero, choro, corro,
Sonho louco este meu de te amar
Amor louco este meu, te sonhar
Mas não tens culpa,
sou adulta,
sei muito bem onde pisar.
2.21.2010
À distância do impossível
Queria ter nascido noutra data
esta corda que me ata
à distância do impossível
Podias tu ser invisível
e eu nunca te desejar
Podia eu nunca dormir
e assim desistir de sonhar
Só não posso eu agora
sair rua à fora
para simplesmente te encontrar
Pois para mim é impossível
esta distância intransponível
maior que o céu e o mar.
Que é o tempo sempre a passar.
Nunca eu conseguiria
viver plena em alegria
e conjugar o verbo amar.
Hoje apenas sinto um vazio
de querer ter-te em meu corpo frio
cansado, triste a naufragar.
Digas-me tu que é besteira
que não serei a única nem a primeira
a um amor assim se entregar.
Sonho, te espero e quero,
conto cada vão segundo
quando retornas ao meu mundo
e posso ao menos te olhar
E assim perto, distante e concreto,
louca me ponho a te imaginar
sem roupa, meu e eu a te amar.
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...



