O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
1.03.2010
MU-DANÇA
O mundo girando
Eu gerundio
Neste vasto
minufundio
O mundo mudando
eu fincada
Idéia imprópria
afeiçoada
Paro!!!!
Mudo!!!!
Aparo!!!
Pulo o muro!!!
Sou
nada
e
também
sou
tudo!!!
Afasto
o já gasto
pranto
lufando
para
longe a tristeza...
Descubro
a vida, à sutileza....
Vivo em etérea beleza,
sublimo
redimo
meu triste penar...
Sou abstração pura,
sou física urdidura
de meu louco pensar...
Sou poeta,
o verbo é meu ar
Sou mulher ímpar
sou poetisa
sem par
Sou feliz,
acredite!!!
Meu personagem
é Afrodite.
E assim vivo plena
enceno a própria cena!
TENHO MEU JEITO DE AMAR.
Concretude poética!
Eu saio, mas sempre,
deixo, a porta,
da mente,
aberta...
eu
Sou
etérea
e
sou
c
o
n
creta...
As vezes louca,
as vezes certa...
MAS
SEMPRE
VERTENTE
BOCA
ABERTA...
sou semente
as vezes ciente
as vezes sereia
as vezes incerta
as vezes areia
as vezes nada
apenas cadeia,
palavra rimada
as vezes atoa
as vezes atéia
as vezes haikai
outras odes,
odisséia...
Ser tudo e nada é minha meta!!!
sou o mundo
sou
POETA!!!
1.02.2010
Silicone
Dizem que silicone é uma arma
que acaba até com carma.
Que é o remédio perfeito
que produz sensual efeito....
Que é um eterno poder,
nenhum verme há de comer!!!
E assim, no meu epitáfio frio,
velho, cheirando a bafio,
Escreverei em tinta sintética:
"Morreu louca, cega e cética,
mas viveu em voluptuosa estética.
Era uma velha "porreta",
tudo já era murcho
menos a empinada teta!!!"
.....................................
A vida é...
EU E A VIDA
Jorge Vercilo
Vem me pedir além do que eu posso dar
É aí que o aprendizado está
Vem de onde não sonhei me presentear
Quando chega o fim da linha e já, não há aonde ir
Num passe de mágicas a vida
Nos traz sonhos pra seguir
Queima meus navios pr'eu me superar
Às vezes pedindo o que ela vem nos dar
O melhor de si
E quando vejo a vida espera mais de mim
Mais além, mais de mim
O eterno aprendizado é o próprio fim
Já nem sei, se tem fim
De elástica minha alma dá de si
Mais além, mais de mim
Cada ano a vida pede mais de mim
Mais de nós, mais além
Vem me privar pra ver o que vou fazer
Me prepara pro que vai chegar
Vem me desapontar pra me ver crescer
Eu sonhei viver paixões, glamour
Num filme de chorar
Mais como é Fellini o dia-a-dia
Minha orquestra à ensaiar
Entre decadência e elegância zigue-zaguear
Hoje aceito o caos
O poeta, nesta música, me leu, ao invés de eu tê-lo lido...
Linda música, Jorge Vercilo!
Jorge Vercilo
Vem me pedir além do que eu posso dar
É aí que o aprendizado está
Vem de onde não sonhei me presentear
Quando chega o fim da linha e já, não há aonde ir
Num passe de mágicas a vida
Nos traz sonhos pra seguir
Queima meus navios pr'eu me superar
Às vezes pedindo o que ela vem nos dar
O melhor de si
E quando vejo a vida espera mais de mim
Mais além, mais de mim
O eterno aprendizado é o próprio fim
Já nem sei, se tem fim
De elástica minha alma dá de si
Mais além, mais de mim
Cada ano a vida pede mais de mim
Mais de nós, mais além
Vem me privar pra ver o que vou fazer
Me prepara pro que vai chegar
Vem me desapontar pra me ver crescer
Eu sonhei viver paixões, glamour
Num filme de chorar
Mais como é Fellini o dia-a-dia
Minha orquestra à ensaiar
Entre decadência e elegância zigue-zaguear
Hoje aceito o caos
O poeta, nesta música, me leu, ao invés de eu tê-lo lido...
Linda música, Jorge Vercilo!
Comentário:
Eu disse...
De vida o que a vida é
para mim a loucura, pé-ante-pé...
Para minha a vida "É",
uma poesia em uma imaginária casa de sapé...
POIS é...
Uma Maria em lua de mel com um José...
De mais na vida...
Po-é-sia, letras, amiga lila, uma tela e um café.
Que mais que um poeta "qué"?
Para minha a vida "É",
uma poesia em uma imaginária casa de sapé...
POIS é...
Uma Maria em lua de mel com um José...
De mais na vida...
Po-é-sia, letras, amiga lila, uma tela e um café.
Que mais que um poeta "qué"?
Este poema "saiu" em comentário ao poema de Lila Marques acima postado, grande amiga de poesia e café.
Novo ano, vida cova!
Meu corpo percebeu,
só ele, não eu...
Dormi, acordei
nada mudou no velho mundo meu.
Nem rainha, nem rei
nem fogo de Prometeu...
O ano virou,
mas nada mudou,
tudo permaneceu
pode ser que até retrocedeu!
O velho corpo que há muito já me preencheu
comeu, virou, nem olhou,
adormeceu
não percebeu...
E eu?
Continuo desejo, porejo e caduceu!
Fracionando-me, quase achando-me
sonhando e amando
sendo
sonhando e amando
sendo
Um quarto de lua que nunca encheu
minguando num beijo que não deu.
Assim decido, em fração vivo,
amplio meu rígido crivo
Quem sabe assim sobrevivo
a este novo ano que me acometeu...
Onde morre o pronome meu
e nasce o ser cético, ateu...
Onde tudo é nosso,
e onde viras "vosso"
onde tudo posso
até lembrar do que já morreu...
Estou curada!
Acho que estou curada,
minha palavra liberta.
Acho que está acabada
esta libertina coberta.
De versos que a noite cobria
era tristeza, eu via alegria,
era beleza, também agonia...
Acho que estou liberta
minha mente curada,
nesta ferida coberta
onde percebo-me... NADA!
(Apenas letras azuis e pretas,
num imagem perfumada...)
1.01.2010
Meu melhor presente.
Meu melhor presente?
Foi tua presença a me presentear.
Foi um desejo, uma magia no ar,
foi um olho fechado, fechando um momento,
abrindo um templo, ao ar.
Foi sentir teu calor,
olhar este sol a se por,
em silêncio cantar.
Foi saber que direi-te adeus,
que meus momentos não serão mais teus
mas nada, nunca poderá a lembrança roubar.
Meu melhor presente foi:
Sentir-me viva,
sentir-me diva,
lasciva, a enfeitar teu altar.
sentir-me inteira cativa
deste teu toque, já tão familiar.
Este foi meu melhor presente:
Teu corpo ardente, em versos a me adentrar.
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...




