1.01.2010

Novo ano no calendário gregoriano.





Novo ano no calendário gregoriano

O que trará ele de novo ao ser humano?
Será que haverá alguma novidade?
Será que mudará o detino da humanidade?

Novo ano no calendário gregoriano
O que será que homem fará de insano?
Será que haverá felicidade?
será que haverá comida e saciedade?

Novo ano no calendário Gregoriano
O que se passará por trás do pano?
será que se falará a verdade?
Será que haverá paz na sociedade?

Novo ano no calendário Gregoriano
com o tempo escorrendo pelo cano
tudo continuará como ontem à tarde
(é apenas uma festa, um alarde...)

Continua a mesma realidade,
tudo o mesmo, no campo a na cidade.

só muda o ano...


NO CALENDÁRIO GREGORIANO!

Momentos que carregaremos pela eternidade







Uma luz no fim do mundo desperta-me

vejo o fundo deste segundo que cerca-me
vejo com a lucidez de um sábio
olho com a precisão de um astrolábio


Lendo nas estrelas o destino
apagando das veias o desatino


Vejo o porejo do sangue suado
a cada verso de um amor mal amado.

vejo a luz do sol raiando um novo dia
Neste mundo de amor, dor e utopia


Mas vejo um fim com noite e lua
neste céu de bordel sou tua...

Estrela despida nua
em letras loucas só para teu olhar...


Mais nua de mim não poderia ficar,
só assim seria tua sem em ti tocar

Meu arauto, encanto,
num encanto que sinto
absinto de meu sonhar...

12.25.2009

Poemas que cortam

Do aço que corta-me,  face pálida
apenas o brilho basso da lâmina cálida
resta-me de lembrança da beleza ida
resta-me de esperança nesta vida.

Do pálido traço de minha mão ávida
qual hálito escasso nesta boca inválida
dando-me a palavra triste, ilustrativa
dando-me o semblante da altiva diva.

Para perder-me em ilusão destrutiva
para deixar-me factualmente à deriva
em humana, plena  e total dissolução

Segurando minha trêmula, enrugada mão
conduzindo-me para esta vala, vão,
torcendo que, talvez louca e pouca, eu sobreviva...

Novo paradigma





Doces são as palavras que brotam tal qual flores no campo
selvagem, expontâneo, instantâneo, lírico encanto
queria só que fosse alegria, magia e nunca pranto
queria só que fosse energia, sabedoria e acalanto

Mas sou eu, sempre há bruma em algum canto.
Mas sou ateu, no ventre há nenhum santo.

Mas eu canto, encanto e causo espanto,
Mas eu tento, tanto e tanto e no entanto...

Ansiosa, receosa, agitada torno-me temerosa
ciosa, fogosa, desencontrada torno-me aquosa.

Esmago sem querer a rosa
descompasso o verso em prosa.

Ficando assim parada, triste e pesarosa...

Mas mudo essa sina,
volto a ser menina

Assumo que tenho meia-idade.
Metade da minha sobriedade.

Louca saio a poetar em outra cidade,

De lírica, torno-me onírica FELICIDADE!!!!

12.21.2009

De quatro




Acato, aceito,
até anseio,
por este incauto ato
posto-me de dorso
ofereço-te meu pescoço
e meus membros,
quatro.

Não vejo teu rosto,
apenas sinto o encosto
de teu corpo
por cima posto.
Reclino, empino, arfo,
para facilitar de fato
Sivo-te então a ti
em meu leito-prato.

Pressinto terno momento
tua mão em meu mento
a outra guiando meu quarto

Sinto então o impacto!
Com força e resolução
pegas-me com tua mão
e partes-me ao meio
docemente sem receio
aceito,
contigo meu corpo
reparto...

QUE ATO!!!

Cinges-me pelo cabelo,
eu tua, nua em pelo,
encaixo,
Tua mão em meu peito,
abaixo,
conduzes-me pelo seio,
como se fosse relho
(te espio pelo espelho)
abrindo-me ao meio,
em ti me emparelho,
te aceito, acato.

Extendes-me
curvo a coluna
neste sentimento de bruma
que invade,
sentidos em alarde
meu corpo quente arde
em orgásmico ápice
que bebo inteiro
preenchendo meu corpo cálice
de ti...

Ocaso de mim




Nunca mais farei sequer mais um verso de amor
em mim o sol se apaga, eterno amoroso ocaso.
Nunca mais sentirei esta ilusória inventada dor
em mim o mundo gira até meu fim, sem nexo, ao acaso.

Rompido, rachado vaso por onde escorre, se esvai
minha alegre vida, a ilusão perdida, a eterna ida
para o vão do que nada que sou, louco abstrato haikai
que relata sem sentido a anatomia desta ferida.

Vou, já sendo póstuma à minha estrada desvalida
(existência, sobrevivência sem vida só ciência)
prazer de ter, tristeza de não ser, apenas querida.

Espero a morte com resiganação, infinita paciência
estou só por opção, situação por mim escolhida
dispo-me assim de vida, sou morte vestida com decência.


(Que o leitor tenha condescendência...)

Valsa da Solidão





Lanço-me aos braços pagãos
deste mundo vão
danço esta valsa triste.

Rodopio no salão,
Onde o vácuo de gente persiste.

[De mim saio, nada mais subsiste]

Nada antecede, nada precede,

[apenas a lembrança]

Insiste
Resiste
Alimenta

Esta minha alma intensa e violenta
devorando cada segundo de espera, atenta...


E eu? Rodopio do salão do mundo vazio

Vazio de ti...

[será que estou viva ou em letras já morri?]

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...