O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
12.17.2009
12.15.2009
Sentido negado, desejo exaltado
foto retirada do site google
| Dolorosa é a volúpia da minha rosa ansiosa por ter-te em vigor, em verso e em prosa Dolorosa é ânsia de saciar o louco desejo que tenho quando em letras imagino, vejo. Vejo-te postar-te em solitária, carcerária, cadeira expectante, extasiado, na ânsia, torcendo em crença nu, vendado, preso, atado com seda suave e verdadeira inalando o meu odor exalado que anuncia potentosa presença. Ouvindo... apenas ouvindo, à pele o tato singindo cego sem poder enxergar, obliterado, olfando exaurindo pouca sanidade, delírio louco emergindo. imobilizado, sem poder apalpar, alucina ansiando. Absorvendo meu corpo, o exalar, arauto anunciando ouvindo em passo distante o aproximar, esgueirando provocando um leve roçar quente, o corpo queimando minha pele escalda a boca à recusa, eu negando. Dou-te um pouco, só para provar, de meu peito vejo-te louco a sugar voraz sovendo, ardendo floresce minha rosa, mas não deixo colher, receio ficas ereto, louco, animado, insano, querendo. Então fauno irado, descontrolado, soltas-te inteiro apenas vendado, pegas meu corpo, brutal entropia. Teu músculo doloroso parte-me, penetra-me ao meio pegas-me de frente, entrego-me gemente, sacia... Cegas-me de tanto desejo, fecho os olhos não vejo sento-me á tua cela, desfraldo minha vela, louca puxas-me forte, vertigem, tiras-me o norte, arquejo beijo-te insana, aflita e humana, calo à boca. Desliso minha mão sequiosa em tuas costas, sedosa cravo minhas garras em tua pele, machuco, não fere pegas-me pelas as ancas mostras-me força vigorosa És meu único dono, soberano senhor, que prazer confere. Entrego-me à tua vontade, súplica incoerente, és meu dono, és amante, és poeta de desejo amoral eu sou tua, sou musa, mulher confusa, florescente és saciedade profusa de meu desejo vão e carnal. És meu suplício, meu amor em letras imortal meu desejo, calor onde evaporo meu corpo banal Desejo saciado, com muso imaginado, imaterial Meu gozo versado, sentido, pulsado, nascido ao natural... |
12.13.2009
Éramos Cinco
Vesti-me com capricho, afinco
[éramos cinco]
Escolhi um raro poético brinco
[éramos cinco]
Não precisamos de uma multidão
apenas um poético coração
pulsando em verdade.
[éramos um na noite da cidade]
Éramos cinco.
Cinco, corpos em cada realidade.
Somos um, um coração.
[Sonhando em poesia, realizando felicidade]
Somos um, juntos, coração.
[Pulsando sóbrio, pleno de amor e vontade]
Somos um!!!
Juntos em amor e sinceridade, Calor, humanidade,
Resfrescando-nos ao sabor do sonho,
soprados pela brisa do mar, do amor e da vontade.
Inebriados apenas por versos,
dos lúdicos universos nesta noite fresca desta bela cidade.
[Somos um em poesia e sinceridade]
SOMOS CINCO,
SOMOS UM,
SOMOS MULTIDÃO,
SOMOS "BOOM"
SOMOS WAF BRASILEIRO,
BROTANDO INTEIRO,
VOANDO NAS ASAS PELO MUNDO,
SONHANDO NA REALIDADE.
Vestida de letras dançando com o mundo.
Guardei no mais seguro cofre forte
as jóias caras, de vultuoso porte
[que destes-me]
Todos os lindos versos
de sentimento confesso
[que fizestes-me]
Para um dia usar nas noites claras
de gala, todas as jóias raras
[que adornastes-me]
Junto com as vestes pretas
feitas todas de letras
[que ofertastes-me]
bordadas de veludo e ilusão
revestidas de cetim e confusão
[tirastes-me para dançar]
Dancei a lúdica dança
com cara de feliz criança
iluminada pelo lúbrico ecram
com luz de alegria vã
Dancei, rodopiei pelo salão,
tropecei, quase caí no chão...
Mas ergui, fingi, sorri,
(no mundo não se pode sofrer em vão)
as jóias caras, de vultuoso porte
[que destes-me]
Todos os lindos versos
de sentimento confesso
[que fizestes-me]
Para um dia usar nas noites claras
de gala, todas as jóias raras
[que adornastes-me]
Junto com as vestes pretas
feitas todas de letras
[que ofertastes-me]
bordadas de veludo e ilusão
revestidas de cetim e confusão
[tirastes-me para dançar]
Dancei a lúdica dança
com cara de feliz criança
iluminada pelo lúbrico ecram
com luz de alegria vã
Dancei, rodopiei pelo salão,
tropecei, quase caí no chão...
Mas ergui, fingi, sorri,
(no mundo não se pode sofrer em vão)
11.26.2009
Por do sol na ribeira.
Do sol sossobrante da ribeira,
Sento-me só, sento-me à beira,
Penso qual seria eu?
Arbusto ou trepadeira?
Que arquétipo seria meu,
Carvalho ou velha figueira.
Á brisa refrescante da ribeira,
sinto-me só, sinto-me à beira,
da loucura em tua palavra certeira.
das tuas carìcias que em verso galanteia.
Que fruto seria meu?
Maçã de cobra sorrateira?
Enfeitiçando, atirando ao fogo,
Meu corpo de madeira.
Ao relvado verdejante da ribeira,
Só, nua, sinto-me inteira,
Dispo-me e espremes meu suco,
Em letras, para ti, sou videira.
No úmido hálito da ribeira,
À lua, dou-te minha rosa, brejeira,
Tocas-me e eu retruco,
Em teu corpo sinto-me faceira.
A borda secreta da ribeira,
umedeço-me por ti inteira.
Abro-me, dou-te meu muco,
dando-te à boca o seio-fusco,
que sei que tanto anseias.
Sentindo-te não querer-te
débil castrado eunuco
para ter-me por tua, mulher, nua
dando-te em meu ninho a noite inteira.
11.25.2009
A musa desperta para a realidade.
Sinto que o encanto do belo fauno afasta,
o homem que tanto amo, que fácil inflamo,
agasta-me, (quase pressinto uma aura casta).
Choro triste, um sentimento imenso, desumano
Sento à espera numa fria luz que desespera,
o frio cresce, emudece e entristece a alma,
Que faço? Se em letras gasto toda uma era,
Que passo? Tropeço, percalço de mi'nhalma.
Sei que não sou musa apenas imagem de papel,
para ti sempre de blusa, difusa, fractada e irreal,
queria ser profusa boca vertendo versos e mel,
queria ser mulher simplesmente fêmea banal.
Mas não sou nada, nem musa, nem apaixonada,
nem luz, nem sol, nem soneto,nem corpo nu no lençol,
sou imaginada, fria estrofe esquecida, usada,
sou apenas um palavra mal escrita, mal rimada.
Queria ser gente, exalar pungente quente odor,
queria para ti ser uma bela e rara saborosa rosa,
queria dar-te meu copo inteiro com terno amor
outorgar-te minha alma feliz, forte e formosa.
Mas sou letras, esquecidas, tristes, apagadas,
pequenos, tortos e mortos, versos mal rimados,
sou espúrias tristes histórias alhures, mal fadadas,
sou épico insano de poemas loucos, mal-acabados,
Sinto-me triste, humana, ferida, só, esquecida,
sentia-me musa, amada, feliz, flamante, desejada,
hoje sinto-me intrusa, confusa, infame e desvalida,
Será que ainda vivo, ou foge-me simplesmente a vida?
Devia ter uma lei, divina, severa e universal
"Quem fosse só, ímpar, deveria ser feliz!"
Cumprida, rígida, à risca com pena cruel, fatal
em Portugal, Espanha, Brasil, em qualquer país.
Mas não há lei coibindo a tristeza, bem sei,
só, triste, tornei-me, culta e amarga mulher,
um rainha incauta num reino de areia sem Rei,
Uma sábia velha e louca que come versos de colher.
o homem que tanto amo, que fácil inflamo,
agasta-me, (quase pressinto uma aura casta).
Choro triste, um sentimento imenso, desumano
Sento à espera numa fria luz que desespera,
o frio cresce, emudece e entristece a alma,
Que faço? Se em letras gasto toda uma era,
Que passo? Tropeço, percalço de mi'nhalma.
Sei que não sou musa apenas imagem de papel,
para ti sempre de blusa, difusa, fractada e irreal,
queria ser profusa boca vertendo versos e mel,
queria ser mulher simplesmente fêmea banal.
Mas não sou nada, nem musa, nem apaixonada,
nem luz, nem sol, nem soneto,nem corpo nu no lençol,
sou imaginada, fria estrofe esquecida, usada,
sou apenas um palavra mal escrita, mal rimada.
Queria ser gente, exalar pungente quente odor,
queria para ti ser uma bela e rara saborosa rosa,
queria dar-te meu copo inteiro com terno amor
outorgar-te minha alma feliz, forte e formosa.
Mas sou letras, esquecidas, tristes, apagadas,
pequenos, tortos e mortos, versos mal rimados,
sou espúrias tristes histórias alhures, mal fadadas,
sou épico insano de poemas loucos, mal-acabados,
Sinto-me triste, humana, ferida, só, esquecida,
sentia-me musa, amada, feliz, flamante, desejada,
hoje sinto-me intrusa, confusa, infame e desvalida,
Será que ainda vivo, ou foge-me simplesmente a vida?
Devia ter uma lei, divina, severa e universal
"Quem fosse só, ímpar, deveria ser feliz!"
Cumprida, rígida, à risca com pena cruel, fatal
em Portugal, Espanha, Brasil, em qualquer país.
Mas não há lei coibindo a tristeza, bem sei,
só, triste, tornei-me, culta e amarga mulher,
um rainha incauta num reino de areia sem Rei,
Uma sábia velha e louca que come versos de colher.
11.22.2009
O muso se foi.
o muso se foi
levando por engano meu corpo de luz.
o muso se foi,
virei casta monja escondida por negro capuz.
o muso se foi
não deu nem um oi, a poetisa se tinge de pus.
o muso se foi,
montado num boi com destino à cruz..
o muso se foi
foi-se o o muso, acabou-se seu uso.
Amá-lo seia abuso,
apenas ângulo obtuso,
músculo protuso.
O muso se foi
meu corpo de carne arde
color em minha noite tarde.
Saudade invade,
mas tingida de verde jade
em esperança reluz..
Espero que o muso volte,
que nunca se revolte,
que solte
a poesia louca, vibrante, carmim.
[Apoesia erótica que existe em mim.]
levando por engano meu corpo de luz.
o muso se foi,
virei casta monja escondida por negro capuz.
o muso se foi
não deu nem um oi, a poetisa se tinge de pus.
o muso se foi,
montado num boi com destino à cruz..
o muso se foi
foi-se o o muso, acabou-se seu uso.
Amá-lo seia abuso,
apenas ângulo obtuso,
músculo protuso.
O muso se foi
meu corpo de carne arde
color em minha noite tarde.
Saudade invade,
mas tingida de verde jade
em esperança reluz..
Espero que o muso volte,
que nunca se revolte,
que solte
a poesia louca, vibrante, carmim.
[Apoesia erótica que existe em mim.]
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...
