à espera dos dias que não vinhas
o sonho se desfazendo em desejo distante
conflitos errantes da alma
uma foto de passaporte
um suporte de sonho sem calma.
Um destino pastado na palma,
um foto, flácida, uma oração,
naquele tempo,
viajou para longe meu coração.
Uma visita a tua vida,
minha vida à morte
uma balsa, um rio,
acreditava ter-te
sorte.
Uma noite de frios
não chão duro,
um momento sem futuro,
com meu coração
macio.
Humanos, simples insanos,
num longínquo passado de cio.
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
10.31.2009
Ao amigo poeta
Atinge-me
homem sem rosto,
sublime gosto,
língua que canta.
Na tristeza, posta em beleza,
minha alma com certeza,
se encontra.
(Já li tantos que perdi a conta)
E cada vez quero mais,
Letras que se transformam em cais,
onde ancoro minha alma,
(triste, alijada, sem calma...)
Procuro na palma
uma razão,
uma linha na minha mão,
para que possa eu criar ilusão,
mas não existe.
Existe a certeza,
das letras em beleza,
que me encantam,
cantam melhor que eu
meu pranto.
Um sentimento santo
de admiração,
brota vertente,
verte de meu peito doente,
verte e conserva-se
casto, distante e coerente.
Um terno fraterno
sentimento de irmão.
Conservo, pois percebo
a importância das letras que bebo,
bálsamo para meu coração.
Que as vezes na sombria noite,
onde me invade o açoite
do desejo do fim,
vejo algo além de mim
uma vida escondida.
(Todo mundo tem ferida,
mas nem todos sabem cantar).
Um copo também pode conter água.
mas nunca conterá o mar.
As vezes me sinto sábia.
as vezes parece só lábia,
para me enrolar,
enganar, até meu tempo terminar.
Canso-me, nada mais pode me descansar,
anestesiada,
não sou nada,
só uma triste poesia a rimar...
Mas tenho um poeta que tenho apreço,
queria ser como ele, um terço,
para poder poetar,
rimar com métrica santa,
enrolar-me a noite em uma manta,
beber, sozinha fumar,
deixar fluir os pensamentos,
que habitam o éter, o ar,
e assim dar sentido,
e este meu destino sendido,
sobreviver, para criar meus filhos,
presa a estes lúdicos trilhos,
que se chamam poetar.
E assim ler-me e achar-me pouco genial,
querer sempre fazer o melhor poema,
de mim, do meu dia brotado tema,
nascido do meu peito, belo, rítmico perfeito
poema que surta efeito,
que traga o bem e me afaste do mal...
Amigo poeta, essa poderia ser minha meta,
seria para mim um mundo mais normal,
sublime, puro, belo e firme,
como teus poemas de beleza descomunal.
homem sem rosto,
sublime gosto,
língua que canta.
Na tristeza, posta em beleza,
minha alma com certeza,
se encontra.
(Já li tantos que perdi a conta)
E cada vez quero mais,
Letras que se transformam em cais,
onde ancoro minha alma,
(triste, alijada, sem calma...)
Procuro na palma
uma razão,
uma linha na minha mão,
para que possa eu criar ilusão,
mas não existe.
Existe a certeza,
das letras em beleza,
que me encantam,
cantam melhor que eu
meu pranto.
Um sentimento santo
de admiração,
brota vertente,
verte de meu peito doente,
verte e conserva-se
casto, distante e coerente.
Um terno fraterno
sentimento de irmão.
Conservo, pois percebo
a importância das letras que bebo,
bálsamo para meu coração.
Que as vezes na sombria noite,
onde me invade o açoite
do desejo do fim,
vejo algo além de mim
uma vida escondida.
(Todo mundo tem ferida,
mas nem todos sabem cantar).
Um copo também pode conter água.
mas nunca conterá o mar.
As vezes me sinto sábia.
as vezes parece só lábia,
para me enrolar,
enganar, até meu tempo terminar.
Canso-me, nada mais pode me descansar,
anestesiada,
não sou nada,
só uma triste poesia a rimar...
Mas tenho um poeta que tenho apreço,
queria ser como ele, um terço,
para poder poetar,
rimar com métrica santa,
enrolar-me a noite em uma manta,
beber, sozinha fumar,
deixar fluir os pensamentos,
que habitam o éter, o ar,
e assim dar sentido,
e este meu destino sendido,
sobreviver, para criar meus filhos,
presa a estes lúdicos trilhos,
que se chamam poetar.
E assim ler-me e achar-me pouco genial,
querer sempre fazer o melhor poema,
de mim, do meu dia brotado tema,
nascido do meu peito, belo, rítmico perfeito
poema que surta efeito,
que traga o bem e me afaste do mal...
Amigo poeta, essa poderia ser minha meta,
seria para mim um mundo mais normal,
sublime, puro, belo e firme,
como teus poemas de beleza descomunal.
10.29.2009
Os tempos
| Prostrada no chão, ergo minha mão, conclamo a união, com o céu, para extermínio da escuridão. Peço a Deus, por tudo, perdão! Purifico, clarifico meu coração. Me livro do pecado, da carne encarnado. Nego-me o negro lado. Sinto-me ao fim, conclamado. Toca a primeira trombeta, a porta é fina, estreita. A escolha tem de ser feita, não com "ficar parado", tem-se que escolher o lado. Escolho o amor, o sagrado, meu corpo ao mal é fechado. Meu espírito pelo anjo, é chamado, "o tempo já é chegado". Só os de puro coração sobreviverão, verão a luz que dissipa a escuridão. Depois dela vem o silêncio, é isto que ouço, é isto que penso. O mundo é vasto imenso, o momento gasto é tenso. Portanto meu irmão, dê-me a mão e juntos enfrentaremos as trevas constituiremos regras, exterminaremos a escuridão. Iremos com calma, com firmeza na alma, armados com clareza na mão, coroados com beleza no coração, armados com amor de irmão. Assim venceremos, sobreviveremos, com poesia e amor construiremos uma nova dimensão. Onde só exista, paz, amor e união. |
Anjo de LUZ
| Anjo de luz onde estás? Me salva, não deixa-me para trás. traze-me a paz, traze-me o amor, anjo de luz, afasta-me do mal, anjo de luz desfaz o desejo, o pecado carnal, anjo de luz, me envolve, me cobre com teu capuz, dá-me a paz de espírito, faz com que ecoe teu grito ergue-nos aos céus, dissipa estes negros véus que estão acima, traga nos nova luz, que refaz e reluz, faz que cada língua, não fique a míngua, que se cante aos quatro ventos canto de perdão para afastar o sofrimento, canto de amor que acabe com a dor e o tormento, canto de paz que harmonia traz canto de louvor que esparge amor. Anjo de luz nos enche de emoção Anjo de luz purifica o coração, Anjo de luz me confere o perdão Anjo de luz me carrega pela mão, estou na luz, temendo a escuridão. Pois sou filha da luz, cujo pai é filho e espírito em santa missão. |
Ser luz
u sou luz,
luz que extermina a escuridão,
luz que elimina
esta dor no coração,
que nem vejo nem sei
só sinto,
dor que antevejo,
com a mente,
pressinto.
Sou luz que dissipa-se
em verde planície
sou luz que penetra
além da superfície,
sou luz que desinfeta
o intelecto,
sou luz que induz
ao rumo, erecto,
Sou luz que ilumina
o prumo que vem acima,
sou luz que viaja
se refrata,
e não extermina,
luz que ilumina,
louca dança e fascina,
sou luz que se reproduz
e dissemina.
Sou luz em facho,
que ergue o homem
cabisbaixo
sou luz que seduz
o inseto e fatal facho,
sou luz enviada
por uma mão iluminada,
sou luz,
apenas luz,
em tua pupila dilatada,
necessito ser luz,
precipito o pus,
que brota em cada grota
cada recanto sem encanto,
em cada gota, cada pranto,
em vazio peito sem acalanto,
necessito ser luz,
por tudo e para tanto,
serei sempre luz,
envolvendo em poético manto.
luz que extermina a escuridão,
luz que elimina
esta dor no coração,
que nem vejo nem sei
só sinto,
dor que antevejo,
com a mente,
pressinto.
Sou luz que dissipa-se
em verde planície
sou luz que penetra
além da superfície,
sou luz que desinfeta
o intelecto,
sou luz que induz
ao rumo, erecto,
Sou luz que ilumina
o prumo que vem acima,
sou luz que viaja
se refrata,
e não extermina,
luz que ilumina,
louca dança e fascina,
sou luz que se reproduz
e dissemina.
Sou luz em facho,
que ergue o homem
cabisbaixo
sou luz que seduz
o inseto e fatal facho,
sou luz enviada
por uma mão iluminada,
sou luz,
apenas luz,
em tua pupila dilatada,
necessito ser luz,
precipito o pus,
que brota em cada grota
cada recanto sem encanto,
em cada gota, cada pranto,
em vazio peito sem acalanto,
necessito ser luz,
por tudo e para tanto,
serei sempre luz,
envolvendo em poético manto.
Acorda!!!
Acorda!!!!
Chega de viver na borda
de olhar de fora o espetáculo,
chega de criar obstáculo.
Reune tua orda,
chama teu filho,
vai pular corda,
cantar alto um estribilho.
Desperta,
deixa a porta aberta
do teu coração,
inventa na hora uma canção.
Cantarola,
desenrola a tristesa
presa no teu pé,
adoça teu café,
"de amarga ja te bastava a vida"
Abra seu peito,
olha este mundo perfeito,
cheio de cor e luz,
tira do olho o capuz,
deságua tua mágoa no rio,
deixa para o mar levar,
tudo que não seja o verbo amar...
Libera teu coração,
seja louco e sem noção,
ame o vento e cada irmão,
abraça teu mundo,
num gesto profundo
Te larga,
vá para ´"Passárgada"
Seja amigo do Rei,
lá serei feliz, eu sei!!!
Chega de viver na borda
de olhar de fora o espetáculo,
chega de criar obstáculo.
Reune tua orda,
chama teu filho,
vai pular corda,
cantar alto um estribilho.
Desperta,
deixa a porta aberta
do teu coração,
inventa na hora uma canção.
Cantarola,
desenrola a tristesa
presa no teu pé,
adoça teu café,
"de amarga ja te bastava a vida"
Abra seu peito,
olha este mundo perfeito,
cheio de cor e luz,
tira do olho o capuz,
deságua tua mágoa no rio,
deixa para o mar levar,
tudo que não seja o verbo amar...
Libera teu coração,
seja louco e sem noção,
ame o vento e cada irmão,
abraça teu mundo,
num gesto profundo
Te larga,
vá para ´"Passárgada"
Seja amigo do Rei,
lá serei feliz, eu sei!!!
Tua namorada
cordo aturdida na madrugada,
te procuro, no escuro,
(sou a tua namorada.)
Te procuro, no mundo, no universo,
num verso, num grande buraco escuro
no meu peito,
sozinha em meu leito
sou nada...nada!!!!
Varo as letras,
intercepto cometas,
Sequestro versos em letras pretas,
te espero, parada,
prostrada, sonada...
(Sou tua namorada?)
Me pergunto,
não tenho outro assunto,
me tateio, me unto,
e nada.
(Tu já tem outra,
louca insana,
namorada?)
Acordei aturdida,
perdida,
sou a preferida?
Ou preferência perdida?
I.D.deletada?
(um dia fui eu tua namorada?)
Sou eu tua suada,
imagem espelhada,
da tua vida,
requintada?
No fim da fila,
seria um dia,
real, realidade,
vivida, sentida,
amada?
Sou eu
tua tão esperada,
princesa, por ti
inventada?
Resgatando tua sexualidade,
anestesiada?
(Adoro ser tua namorada...)
Tens minha vida,
minha arte, minha vinda,
minha parte nunca finda,
imensa e imaculada,
presença,
onde a crença
que um dia serei por ti
eternamente amada,
linda e paciente,
de ti meu imponente
expoente de palavra cantada
Derreto-me inteira
em minha memória,
fractada,
em fractal pensamento na madrugada...
No meu leito sozinha,
aguardando-te inteira,
feito Helena tecendo,
imaculada.
Sofrendo, desmanchando,
re-tecendo,
a cada dia que sou não sendo
de ti Odisseu,
em Ilíada,
paixão
desventurada.
(Pequena Helena,
por ti enfeitiçada)
Sem ti, meu épico Herói,
não sou nada,
sou tristeza que corrói,
(alma presa a ti e a madrugada).
Sou tua expectante, alma errante,
a única identidade
que restou.
A musa que morreu
e te inspirou,
suspirou,
e faleceu,
num último verso teu,
que a ela dedicou.
(Sinto-me quase nada
uma sombra inventada,
refratada no ecram
da madrugada...)
Ainda bem que ainda sou a tua,
de bom senso ainda nua,
namorada!!!!
te procuro, no escuro,
(sou a tua namorada.)
Te procuro, no mundo, no universo,
num verso, num grande buraco escuro
no meu peito,
sozinha em meu leito
sou nada...nada!!!!
Varo as letras,
intercepto cometas,
Sequestro versos em letras pretas,
te espero, parada,
prostrada, sonada...
(Sou tua namorada?)
Me pergunto,
não tenho outro assunto,
me tateio, me unto,
e nada.
(Tu já tem outra,
louca insana,
namorada?)
Acordei aturdida,
perdida,
sou a preferida?
Ou preferência perdida?
I.D.deletada?
(um dia fui eu tua namorada?)
Sou eu tua suada,
imagem espelhada,
da tua vida,
requintada?
No fim da fila,
seria um dia,
real, realidade,
vivida, sentida,
amada?
Sou eu
tua tão esperada,
princesa, por ti
inventada?
Resgatando tua sexualidade,
anestesiada?
(Adoro ser tua namorada...)
Tens minha vida,
minha arte, minha vinda,
minha parte nunca finda,
imensa e imaculada,
presença,
onde a crença
que um dia serei por ti
eternamente amada,
linda e paciente,
de ti meu imponente
expoente de palavra cantada
Derreto-me inteira
em minha memória,
fractada,
em fractal pensamento na madrugada...
No meu leito sozinha,
aguardando-te inteira,
feito Helena tecendo,
imaculada.
Sofrendo, desmanchando,
re-tecendo,
a cada dia que sou não sendo
de ti Odisseu,
em Ilíada,
paixão
desventurada.
(Pequena Helena,
por ti enfeitiçada)
Sem ti, meu épico Herói,
não sou nada,
sou tristeza que corrói,
(alma presa a ti e a madrugada).
Sou tua expectante, alma errante,
a única identidade
que restou.
A musa que morreu
e te inspirou,
suspirou,
e faleceu,
num último verso teu,
que a ela dedicou.
(Sinto-me quase nada
uma sombra inventada,
refratada no ecram
da madrugada...)
Ainda bem que ainda sou a tua,
de bom senso ainda nua,
namorada!!!!
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...