Anjo de luz onde estás?
Me salva, não deixa-me para trás.
traze-me a paz,
traze-me o amor,
anjo de luz,
afasta-me do mal,
anjo de luz
desfaz o desejo,
o pecado carnal,
anjo de luz,
me envolve,
me cobre com teu capuz,
dá-me a paz de espírito,
faz com que ecoe teu grito
ergue-nos aos céus,
dissipa estes negros véus
que estão acima,
traga nos nova luz,
que refaz e reluz,
faz que cada língua,
não fique a míngua,
que se cante aos quatro ventos
canto de perdão para afastar o sofrimento,
canto de amor que acabe com a dor e o tormento,
canto de paz que harmonia traz
canto de louvor que esparge amor.
Anjo de luz nos enche de emoção
Anjo de luz purifica o coração,
Anjo de luz me confere o perdão
Anjo de luz me carrega pela mão,
estou na luz, temendo a escuridão.
Pois sou filha da luz,
cujo pai é filho e espírito em santa missão.
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
10.29.2009
Os tempos
| Prostrada no chão, ergo minha mão, conclamo a união, com o céu, para extermínio da escuridão. Peço a Deus por tudo perdão, purifico, clarifico meu coração. Me livro do pecado, da carne encarnado. Nego-me o negro lado. sinto-me ao fim conclamado. Toca a primeira trombeta, a porta é fina, estreita. A escolha tem de ser feita, não com ficar parado, tem-se que escolher o lado. Escolho o amor o sagrado, meu corpo ao mal é fechado. Meu espírito pelo anjo é chamado, "o tempo já é chegado". Só os de puro coração sobreviverão, verão a luz que dissipa a escuridão. Depois dela vem o silêncio, é isto que ouço, é isto que penso. O mundo é vasto imenso, o momento gasto é tenso. Portanto meu irmão, dê-me a mão e juntos enfrentaremos as trevas constituiremos regras, exterminaremos a escuridão. Iremos com calma, com firmeza na alma, armados com clareza na mão, coroados com beleza no coração, armados com amor de irmão. Assim venceremos, sobreviveremos, com poesia e amor construiremos uma nova dimensão. Onde só exista, paz, amor e união. |
Ser luz
Sou luz,
luz que extermina a escuridão,
luz que elimina
esta dor no coração,
que nem vejo nem sei
só sinto,
dor que antevejo,
com a mente,
pressinto.
Sou luz que dissipa-se
em verde planície
sou luz que penetra
além da superfície,
sou luz que desinfeta
o intelecto,
sou luz que induz
ao rumo, erecto,
Sou luz que ilumina
o prumo que vem acima,
sou luz que viaja
se refrata,
e não extermina,
luz que ilumina,
louca dança e fascina,
sou luz que se reproduz
e dissemina.
Sou luz em facho,
que ergue o homem
cabisbaixo
sou luz que seduz
o inseto e fatal facho,
sou luz enviada
por uma mão iluminada,
sou luz,
apenas luz,
em tua pupila dilatada,
necessito ser luz,
precipito o pus,
que brota em cada grota
cada recanto sem encanto,
em cada gota, cada pranto,
em vazio peito sem acalanto,
necessito ser luz,
por tudo e para tanto,
serei sempre luz,
envolvendo em poético manto.
luz que extermina a escuridão,
luz que elimina
esta dor no coração,
que nem vejo nem sei
só sinto,
dor que antevejo,
com a mente,
pressinto.
Sou luz que dissipa-se
em verde planície
sou luz que penetra
além da superfície,
sou luz que desinfeta
o intelecto,
sou luz que induz
ao rumo, erecto,
Sou luz que ilumina
o prumo que vem acima,
sou luz que viaja
se refrata,
e não extermina,
luz que ilumina,
louca dança e fascina,
sou luz que se reproduz
e dissemina.
Sou luz em facho,
que ergue o homem
cabisbaixo
sou luz que seduz
o inseto e fatal facho,
sou luz enviada
por uma mão iluminada,
sou luz,
apenas luz,
em tua pupila dilatada,
necessito ser luz,
precipito o pus,
que brota em cada grota
cada recanto sem encanto,
em cada gota, cada pranto,
em vazio peito sem acalanto,
necessito ser luz,
por tudo e para tanto,
serei sempre luz,
envolvendo em poético manto.
10.25.2009
Meu mundo fantástico, universo elástico
No castelo de cristal da utopia,
a noite é noite, o dia é dia,
desfaço-me em fractais luzes luzidias,
encadeadas pelas atemporais agonias.
A busca incessante de sentimento distante
vestido de luz, guerra e cruz, bordado magia
sou feiticeira, única, guerreira e restante
que grito encantos, seco os prantos com poesia.
Meu mundo é distante, lindo verdejante,
feito de luz, cristal, amor e harmonia,
mas perdida estou neste mundo restante.
Aguardo, não guardo mágoa, sou viajante,
de nau errante, perdida, sem semelhante
neste mar vibrante, ondulante de mágoa e fantasia.
a noite é noite, o dia é dia,
desfaço-me em fractais luzes luzidias,
encadeadas pelas atemporais agonias.
A busca incessante de sentimento distante
vestido de luz, guerra e cruz, bordado magia
sou feiticeira, única, guerreira e restante
que grito encantos, seco os prantos com poesia.
Meu mundo é distante, lindo verdejante,
feito de luz, cristal, amor e harmonia,
mas perdida estou neste mundo restante.
Aguardo, não guardo mágoa, sou viajante,
de nau errante, perdida, sem semelhante
neste mar vibrante, ondulante de mágoa e fantasia.
Resposta muda em mim.
| As palavras fogem, fogem de mim, não digo nada cheguei ao fim. As palavras morrem dentro de mim não sou nada nem flor, nem amor nem jardim... As palavras voltam e se revoltam contra mim. Sou nada, um pedaço triste do laço de amor que tens por mim. Um abraço solitário, imaginário, dado por teus olhos que me olham dentro de mim. |
Viver sem ti...
| rocuro em vão, um gesto , uma luz, um amor de irmão, um coração, um resto, uma cruz, uma dor, um tostão, procuro em vão, o resto de uma gesto, uma luz na cruz, um amor sem dor (sinto-me órfão e sem irmão, não valendo mais que um tostão). Procuro em vão, teus olhos a meio a fumaça da multidão. Meus olhos olham em vão, torno-me fumaça, cegando meu corpo, que te procura em vão. Procuro um vão, para entrar uma luz o amor que sinto, e não está nesta multidão. Procuro em vão, por teus olhos, perdidos dentro de mim, e eu no meio da fumaça, e da multidão... viver sem ti, é viver em vão... |
ANA LYRA |
| Momentos onde sentimo-nos imensamente sós e vagando em vão na esfumaçada escuridão do barulhento silêncio que não me diz nada, imersa numa amorfa da multidão... |
Poema comentário a uma amiga de sentimento visionário
acabou-se o sofrimento!!!
persiga esta meta,
a vitória a ti é certa.
Viva respira este sonho,
veja o fim do viver enfadonho,
não viverás mais em dor,
viverás de poesia e amor.
Neste poema rítmico como canção
iluminas, confirmas tua voz do coração
por isso a ti vaticino sem medo.
Não será tudo isto engano ledo,
será um linda e verde realidade,
que cura a secura de viver sem felicidade.
ANA LYRA
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...