Tão triste, que até desiste, te amar doeu,
deu um susupiro, disse "até" depois morreu,
tentei ainda com fé, reanimar mas não deu
indo e vindo que nem maré, um dia se perdeu.
foi o amor, que suspirou, ao acaso e morreu
foi a dor, que expirou o prazo do Prometeu
foi a cor, que mudou, no caso, o olho teu
mas como renda esta senda se rompeu
mas com fenda esta moenda me moeu
Digo com calma, com alma que não fui eu,
foi a salva de palma de uma platéia que me escolheu
Não fiz nada, era namorada de um homem ateu
desacreditada, mal amada, não é amor, é só "meu"
Possessiva possessão que nos perdeu
obssessiva obsesção que nos comeu
Já é a hora, vou-me embora, amor de Romeu,
pois agora, tomo veneno, canto com dor de Orfeu
Coração triste, desci ao ades, mas ja partias, partida eu,
não mais existe, com sabes, alegrias, morria eu...
Adeus aos olhos teus, amores meus, que te enganaram
foram ferrolhos teus que no teu ciúme me aprisionaram...
Viramos pós, não somos mais nós, moidos por mós
não tenho nome, mudei pronome e a dor não some...
Melhor separados,
temos nossos lados,
humanos, errados,
incopreendidos.
Amores alados,
desenfreados,
mal tratados,
findos e ofendidos....
Que pena, min'nha alma pequena ainda me diz que valeu apena,
parto serena mal comprendida, sigo triste a minha vida...
pequena...