10.15.2009

Meu mundo fantástico, universo elástico

No castelo de cristal da utopia,
a noite é noite, o dia é dia,
desfaço-me em fractais luzes luzidias,
encadeadas pelas atemporais agonias.

A busca incessante de sentimento distante
vestido de luz, guerra e cruz, bordado magia
sou feiticeira, única, guerreira e restante
que grito encantos, seco os prantos com poesia.

Meu mundo é distante, lindo verdejante,
feito de luz, cristal, amor e harmonia,
mas perdida estou neste mundo restante.

Aguardo, não guardo mágoa, sou viajante,
de nau errante, perdida, sem semelhante
neste mar vibrante, ondulante de mágoa e fantasia.


O universo conspira

 universo sussurra,
graças a Deus sou pura,
e consigo escutar.
O universo sussurra
empurra-me ao exato lugar.
Sussurra suavemente,
planta em mim a semente,
faz-me navegar.
Dize-me ao ouvido
o reto caminho,
com ele me alinho,
ouvindo as vozes no ar.
O universo torna-me verso
faz-me poetar,
Assinala fortemente
o destino,
tardio e até vesprtino,
mas que permite-me respirar,
sou feiticeira do tempo,
vejo de longe tormento,
que será que o Dragão
irá tramar?

O dragão pensa...


ala consigo mesmo o dragão...

...

Será ela a rendição?
ou a perdiçao?
Cantará ela amor ou maldição,
porque sinto isto em meu coração,
vil, mal, enganador,
tão típico de dragão.

Como pode sendo ela pureza,
ser de mágica beleza,
carregar no peito meu coração?
( vil negro, típico de Dragão)

Como posso estar sentindo
esta singeleza surgindo
além da minha fortaleza
de pixels e perdição?
Este meu vil coração de Dragão.

Que se passa?
O tempo estagnado não passa,
espero meu ápice de poder em vão.

Será que é este corpo,
pálido, tristonho,
quase morto,
corpo de homem,
alma de dragão?

Que farei eu então?
potencilizarei esta humana ilusão?
salvar-me-ei deste sentimento,
que transforma meu coração?

Sou eu o vil Rei Dragão,
que magestoso reino
no reino da escuridão.

Este sentimento me contesta,
entra por uma fresta,
uma luz que refresca
meu incandescente coração.

Há de haver no mundo,
explicação para este sentimento
profundo,
este lamento, lamuriento
e imundo,
que me faz não querer ser mais
dragão, apenas coração.

Pensamentos que não somem,
que povoam este meu corpo de homem,
questinando meu instinto de dragão?

Que há nesta feiticeira,
fada disfarçada de guerreira,
perdida, muda no meio da escuridão.

( Coloca o Dragão a mão no peito,
sente o coração rarefeito,
pulsando em transmutação
aguarda o momento perfeito,
para tirá-lo do peito
e voltar a ser negro
dragão.)

segue...


ANA LYRA

Estaria a se modificar o dragão? Ou seriam apenas
confusos sentimentos em ebulição, ou apenas sentimentos da matéria, emanando energia etéra
além da sua negra visão?

Tempo


Tempo,tempo,
séculos, séculos...
Fugaz momento,
tudo, tudo é tempo...
Energia despendida
é movimento,
movido ao longo do tempo.
Relativo,
ao sentimento,
se quero muito, lento,
se sofrimento,
não passa,
não passa o tempo.
Se alegria,
volátil gás
que se consome
em um momento.
Tempo, tempo,
transformador,
me muda por dentro,
por fora,
torna-me sorvimento,
tempo,
é o que me cura,
e me torna ser
em movimento.
É a vertente que empurra
o presente,
tornando passado
e o futuro...
apenas um furo
que espio
pelo meu olho,
que vejo em "flashs"
lindo e feliz,
sem sofrimento...

(As vezes sonha-lo é meu único sustento)

Do mimetismo métrico.

Métrica que ressoa em mi´nha alma, insana
apenas me estranha final triste, algo constrito,
de sussurro se transforma, alto brado, quase grito
que em mim ressoa , lembra Pessoa, me inflama.

Ler-te imortaliza , facilita , alisa-me a mente
etérea, mobilizo-me, viajo, tal espírito errante,
tranformo-me em satélite reflectindo brilho distante
iluminada por tua métrica, estética, palavra fluente.

E assim deságuo-me em palavra forte, louca, sonante
minha vida, vida sem graça, se afasta do doente tempo
tranforma-se em graça, dando graças a musa radiante.

Sussurrando palavras lidas, contidas em minha mente,
sei que não sou musa, talvez intrusa , sem sentimento,
mas amo as batalhas que travas em fonético poente.

Ciúme


Sinto-me amordaçada, triste, toldada de liberdade,
mão cala-me a boca, ja quase rouca, choro a verdade,
sinto-me proibida, muda, tolhida de livre expressão.
Todos são amantes, delirantes, nem amigo nem irmão?

Decido, calo-me, silente, temerosa, muda fico,
Calo minha rima,que vem de cima em rimado grito?
Pois amo! E mesmo com ciume insano, louco, suporto,
mas que culpa tenho se em rima alcanço, mentes aporto?

Juro-te solenemente: Amo-te aguda e sinceramente!
Não julgues-me por leviana, vil, vulgar e profana,
pois sou tua, inteira tua, a luz da lua, diariamente.

Espero-te paciente, calada, nua de pretendente,
mas fico, triste sozinha, muda, átona e insana
solitária, perdida, triste da vida, com sede de gente.

10.05.2009

O dragão fala....

Que me falta então,
já recuperei o coração,
já re-traceui o destino,
sou independente dragão vespertino

Vou livre e escolho,
sou eu mesmo meu molho,
meu vinho, meu tinto
amor que pressinto.

E me recupero,
deste sofrimento
traidor sincero,
que fecha-me a porta.

Amor é lingua morta
latim de boca torta,
triste falência,
lúgubre demência

que emburrece,
que enrubece
de desfalece
a dignidade.

Sou Rei Dragão,
tenho meu mundo em minha mão
gesto meu tempo
no coração.

Fico perdido ao vento,
louco atolodo am auto-comiseração.


Não, não e  não
Sou pássaro, lagarto,
e norte,
sou criado de boa sorte,
sobrevivo a morte
de a falta de noção.

Vivo com pouca memória,
meu coração que guarda história
de princesa de bom corção...
segue

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...