| Tempo,tempo, séculos, séculos... Fugaz momento, tudo, tudo é tempo... Energia despendida é movimento, movido ao longo do tempo. Relativo, ao sentimento, se quero muito, lento, se sofrimento, não passa, não passa o tempo. Se alegria, volátil gás que se consome em um momento. Tempo, tempo, transformador, me muda por dentro, por fora, torna-me sorvimento, tempo, é o que me cura, e me torna ser em movimento. É a vertente que empurra o presente, tornando passado e o futuro... apenas um furo que espio pelo meu olho, que vejo em "flashs" lindo e feliz, sem sofrimento... (As vezes sonha-lo é meu único sustento) |
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
10.15.2009
Tempo
Do mimetismo métrico.
Métrica que ressoa em mi´nha alma, insana
apenas me estranha final triste, algo constrito,
de sussurro se transforma, alto brado, quase grito
que em mim ressoa , lembra Pessoa, me inflama.
Ler-te imortaliza , facilita , alisa-me a mente
etérea, mobilizo-me, viajo, tal espírito errante,
tranformo-me em satélite reflectindo brilho distante
iluminada por tua métrica, estética, palavra fluente.
E assim deságuo-me em palavra forte, louca, sonante
minha vida, vida sem graça, se afasta do doente tempo
tranforma-se em graça, dando graças a musa radiante.
Sussurrando palavras lidas, contidas em minha mente,
sei que não sou musa, talvez intrusa , sem sentimento,
mas amo as batalhas que travas em fonético poente.
apenas me estranha final triste, algo constrito,
de sussurro se transforma, alto brado, quase grito
que em mim ressoa , lembra Pessoa, me inflama.
Ler-te imortaliza , facilita , alisa-me a mente
etérea, mobilizo-me, viajo, tal espírito errante,
tranformo-me em satélite reflectindo brilho distante
iluminada por tua métrica, estética, palavra fluente.
E assim deságuo-me em palavra forte, louca, sonante
minha vida, vida sem graça, se afasta do doente tempo
tranforma-se em graça, dando graças a musa radiante.
Sussurrando palavras lidas, contidas em minha mente,
sei que não sou musa, talvez intrusa , sem sentimento,
mas amo as batalhas que travas em fonético poente.
Ciúme
| Sinto-me amordaçada, triste, toldada de liberdade, mão cala-me a boca, ja quase rouca, choro a verdade, sinto-me proibida, muda, tolhida de livre expressão. Todos são amantes, delirantes, nem amigo nem irmão? Decido, calo-me, silente, temerosa, muda fico, Calo minha rima,que vem de cima em rimado grito? Pois amo! E mesmo com ciume insano, louco, suporto, mas que culpa tenho se em rima alcanço, mentes aporto? Juro-te solenemente: Amo-te aguda e sinceramente! Não julgues-me por leviana, vil, vulgar e profana, pois sou tua, inteira tua, a luz da lua, diariamente. Espero-te paciente, calada, nua de pretendente, mas fico, triste sozinha, muda, átona e insana solitária, perdida, triste da vida, com sede de gente. |
10.05.2009
O dragão fala....
Que me falta então,
já recuperei o coração,
já re-traceui o destino,
sou independente dragão vespertino
Vou livre e escolho,
sou eu mesmo meu molho,
meu vinho, meu tinto
amor que pressinto.
E me recupero,
deste sofrimento
traidor sincero,
que fecha-me a porta.
Amor é lingua morta
latim de boca torta,
triste falência,
lúgubre demência
que emburrece,
que enrubece
de desfalece
a dignidade.
Sou Rei Dragão,
tenho meu mundo em minha mão
gesto meu tempo
no coração.
Fico perdido ao vento,
louco atolodo am auto-comiseração.
Não, não e não
Sou pássaro, lagarto,
e norte,
sou criado de boa sorte,
sobrevivo a morte
de a falta de noção.
Vivo com pouca memória,
meu coração que guarda história
de princesa de bom corção...
segue
já recuperei o coração,
já re-traceui o destino,
sou independente dragão vespertino
Vou livre e escolho,
sou eu mesmo meu molho,
meu vinho, meu tinto
amor que pressinto.
E me recupero,
deste sofrimento
traidor sincero,
que fecha-me a porta.
Amor é lingua morta
latim de boca torta,
triste falência,
lúgubre demência
que emburrece,
que enrubece
de desfalece
a dignidade.
Sou Rei Dragão,
tenho meu mundo em minha mão
gesto meu tempo
no coração.
Fico perdido ao vento,
louco atolodo am auto-comiseração.
Não, não e não
Sou pássaro, lagarto,
e norte,
sou criado de boa sorte,
sobrevivo a morte
de a falta de noção.
Vivo com pouca memória,
meu coração que guarda história
de princesa de bom corção...
segue
consolo a uma mãe inconsolável
Ei! Triste senhora,
envolta em manto de pranto,
em tão triste hora
que má sorte lhe valeu.
Estava eu no exato momento
que teu vívido rebento,
suspirou e feneceu.
Quando não havia mais cor,
vi se esvaindo o amor,
que de ti emanado,o concebeu.
Escute, te desconheço,
mas não te assuste,
pois estava desde o começo,
da desgraça que lhe acometeu.
Mas ainda em mim pulsa,
a força encadeada, não avulsa,
que seu filho me remeteu.
Sei que nunca mais lhe abraçará,
nem lhe encherá de puro amor,
este seu filho que agora no céu floresceu.
Mas escute, nem que pouca luz resulte
o que a dizer-lhe tenho eu:
Do mundo foi triste dolo,
mas resta o consolo
deste anjo que recém em outro mundo
nasceu.
Aqui neste mundo parece perdida
mais uma amputada vida,
que nem ao menos lhe conheceu.
Mas pense que quanta lágrima
triste e perdida
não mais será vertida,
depois desta partida
deste filho querido seu.
Em cada órgão que doou
uma mãe consolou,
e outro filho não se perdeu.
Por isso que ele não sofreu,
apenas voou e concebeu,
vidas multiplicadas
por células doadas.
Veja quanta vida dele nasceu!
Por isso a alma do teu filho sorria,
no momento que partia
transmitia vida nova e sadia
para filhos assim como o seu.
Por isso olhes para o céu,
te cubras de brilho, não mais de fél
pois teu filho já sofreu, expiou,
e generoso não morreu.
Agora é anjo voando no firmamento
sorrindo a cada momento
que respira outro filho
com um órgão seu.
E tu és mãe brilhante
deste teu filho, da vida amante,
transbordante de amor
por seres que nem conheceu.
Abraço-lhe com todo meu coração,
tenho em seu filho um irmão,
também tenho orgãos em doação,
Assim mesmo depois de morta,
deixo aberta esta porta,
para curar outro irmão.
Que pulse sempre o amor,
meu coração está em dor,
por ti em comiseração
e por teu filho,
em consideração.
envolta em manto de pranto,
em tão triste hora
que má sorte lhe valeu.
Estava eu no exato momento
que teu vívido rebento,
suspirou e feneceu.
Quando não havia mais cor,
vi se esvaindo o amor,
que de ti emanado,o concebeu.
Escute, te desconheço,
mas não te assuste,
pois estava desde o começo,
da desgraça que lhe acometeu.
Mas ainda em mim pulsa,
a força encadeada, não avulsa,
que seu filho me remeteu.
Sei que nunca mais lhe abraçará,
nem lhe encherá de puro amor,
este seu filho que agora no céu floresceu.
Mas escute, nem que pouca luz resulte
o que a dizer-lhe tenho eu:
Do mundo foi triste dolo,
mas resta o consolo
deste anjo que recém em outro mundo
nasceu.
Aqui neste mundo parece perdida
mais uma amputada vida,
que nem ao menos lhe conheceu.
Mas pense que quanta lágrima
triste e perdida
não mais será vertida,
depois desta partida
deste filho querido seu.
Em cada órgão que doou
uma mãe consolou,
e outro filho não se perdeu.
Por isso que ele não sofreu,
apenas voou e concebeu,
vidas multiplicadas
por células doadas.
Veja quanta vida dele nasceu!
Por isso a alma do teu filho sorria,
no momento que partia
transmitia vida nova e sadia
para filhos assim como o seu.
Por isso olhes para o céu,
te cubras de brilho, não mais de fél
pois teu filho já sofreu, expiou,
e generoso não morreu.
Agora é anjo voando no firmamento
sorrindo a cada momento
que respira outro filho
com um órgão seu.
E tu és mãe brilhante
deste teu filho, da vida amante,
transbordante de amor
por seres que nem conheceu.
Abraço-lhe com todo meu coração,
tenho em seu filho um irmão,
também tenho orgãos em doação,
Assim mesmo depois de morta,
deixo aberta esta porta,
para curar outro irmão.
Que pulse sempre o amor,
meu coração está em dor,
por ti em comiseração
e por teu filho,
em consideração.
10.01.2009
Meu nome?
Nome? Qual meu nome?
Tu que me chamas quando a calma consome?
como me denominas?
Tu que me amas e a todas as meninas,
poetisas, atrizes, felizes
ou com pequenos defeitos, deslizes...
Tu que me olhas e vês além,
eu que me finjo de ninguém
para não me entorpecer,
tu que és sem ser,
nem sabes, nem imaginas,
que sabres ou espadas assassinas,
vivo sempre a te proteger.
Sou tua anja amada,
Sou apenas uma mulher apaixonada,
que aceita incondicionalmente,
ser tua mesmo apenas no breve sol poente,
mesmo impossível sentimento incoerente,
mesmo por um único momento,
terno e eternamente.
Tua só tua, vestida de noite,
adornada de lua,
com a alma nua,
eterna, desvendada sincera e tua,
sou eu aqui,
sem nome,
sem nada, com fome,
de ti...
Andando perdida no meio da tua rua,
despida de mim,
sempre vestida de fim,
mas eternamente tua, só tua...
louca, mouca de lucidez e semi-nua,
vestida apenas de insensatez...
Tu que me chamas quando a calma consome?
como me denominas?
Tu que me amas e a todas as meninas,
poetisas, atrizes, felizes
ou com pequenos defeitos, deslizes...
Tu que me olhas e vês além,
eu que me finjo de ninguém
para não me entorpecer,
tu que és sem ser,
nem sabes, nem imaginas,
que sabres ou espadas assassinas,
vivo sempre a te proteger.
Sou tua anja amada,
Sou apenas uma mulher apaixonada,
que aceita incondicionalmente,
ser tua mesmo apenas no breve sol poente,
mesmo impossível sentimento incoerente,
mesmo por um único momento,
terno e eternamente.
Tua só tua, vestida de noite,
adornada de lua,
com a alma nua,
eterna, desvendada sincera e tua,
sou eu aqui,
sem nome,
sem nada, com fome,
de ti...
Andando perdida no meio da tua rua,
despida de mim,
sempre vestida de fim,
mas eternamente tua, só tua...
louca, mouca de lucidez e semi-nua,
vestida apenas de insensatez...
9.27.2009
A feiticeira do tempo e o dragão parte I
A feiticeira é uma jovem maga, rara, que carrega dentro do peito um poder mágico, o coração de dragão. Ela é filha de uma feiticeira muito bela, que vive em uma lua distante. Desde pequena ela foi criada no castelo do tempo, por sua mestre, a feiticeira Luzidia junto com as ninfas, beleza, sincerida, força, inteligência, e amor. Assim ela cresceu, para depois da morte de sua grande amiga e mestra Luzidia dar conta do controle do tempo e encontrar uma sucessora.
Seu destino foi alterado quando, por ordem do Dragão mor, Tanatus, um Prícipe do mal, Luzidia foi sequestrada, e dita como morta. O tempo acelerou-se e houve uma grande degradação em todos os mundos, conforme o negro Dragão de olhos de fogo Tanatus queria, aumentando toda a energia negativa de trevas no universo. Após uma grande batalha do Exército Ametista ( força de resistência do bem ) recuperou-se o sangue da Feiticeira Luzidia que foi colocado em uma ampulheta, e marcava a passagem do tempo e transmutava a energia negativa do mundo, mas só quem podia manipulá-lo era a jovem Feiticeira de coração mágico de dragão.
Então ela viu-se com a responsabilidade de regenerar todos os mundos através da energia positiva dos sincronismos, que são encontros que tornam o mundo melhor. Intuitivamente ela conseguiu sentir como vibrar para o mundo ser melhor e de sua lua liláz irradiava os pulsos certos do tempo que faziam com que as pessoas se encontrassem e o mundo fosse melhor. Era um trabalho artesanal, mas já conseguia ver pequenos sinais que o mundo melhorava, via os direitos humanos sendo criados, embora em muitos lugares sem serem cumpridos, a consciência ecológica florescer, a violência contra as mulheres e crianças diminuir, ela tinha fé, acreditava que as coisas aconteceriam e que o mundo de amor seria uma realidade em todos os mundos.Tudo ia bem, embora devagar, via-se progressos, até que um dia um dragão desconhecido entrou e roubou seu coração mágico. Ela viu-se só, observou seu trabalho inteiro de uma existência ser perdido, mas não se desespera, resolve lutar e recuperar o coração mágico de Dragão e poder continuar trabalhando para existir este mundo melhor.
A feiticeira e o Dragão.
Era uma feiticeira,A feiticeira e o Dragão.
linda, bela e faceira,
morava em lindo convento
controlava o mundo o tempo.
Era linda e feliz,
vivia como sempre quis
vivia no reino da cor,
onde não existe dor, nem calor, só amor.
Seu mundo cheio de cor
era perfeita harmonia
onde se vive ao sabor
da dança e da alegria
onde não exite rancor,
inveja ou agonia.
Mas, ninguém sabia
o que a feiticeira sentia
dentro do seu coração
mágico de Dragão...
Herdado do pai amado
príncipe dragão coroado
daí vinha seu poder,
poder do tempo acontecer.
AH feliz feiticeira,
herdada função superior
de todas sempre a primeira.
do tempo ela é o motor
òh feliz feiticeira
ninguém poderá se opor!!!
.....
Acordou aquele dia
já luzia a luz da cor
aurora azul, claro matiz
prenuncio de um dia feliz.
Mas tinha algo errado...
o ar estava parado,
as cores da luz do tempo sem ação,
tremiam com indefinição...
o que poderia ser?
o que estava a acontecer?
checagem ela faria.
luz por luz luziria
ou o cristal seria?
que estava a envelhecer?
......
Negativos todos os testes
então tirou todas as vestes
abriu o peito com a mão
só faltava o coração.
Neste momento....
aumentou o vento...
Entrou um dragão!!!!
Alto, lindo e mandão...
_Vá, de-me isso aqui!
meu coração já perdi!!!!
preciso deste teu coração!!!
Ela pensou em sumir
nua não podia fugir,
Não!!!isso não, vulnerável sem coração!!!!
só faltava o coração.
Neste momento....
aumentou o vento...
Entrou um dragão!!!!
Alto, lindo e mandão...
_Vá, de-me isso aqui!
meu coração já perdi!!!!
preciso deste teu coração!!!
Ela pensou em sumir
nua não podia fugir,
Não!!!isso não, vulnerável sem coração!!!!
...
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...

