9.27.2009

A feiticeira do tempo e o dragão parte I













A história da feiticeira do tempo e do dragão é a seguinte.

A feiticeira é uma jovem maga, rara, que carrega dentro do peito um poder mágico, o coração de dragão. Ela é filha de uma feiticeira muito bela, que vive em uma lua distante. Desde pequena ela foi criada no castelo do tempo, por sua mestre, a feiticeira Luzidia junto com as ninfas, beleza, sincerida, força, inteligência, e amor. Assim ela cresceu, para depois da morte de sua grande amiga e mestra Luzidia dar conta do controle do tempo e encontrar uma sucessora.
Seu destino foi alterado quando, por ordem do Dragão mor, Tanatus, um Prícipe do mal, Luzidia foi sequestrada, e dita como morta. O tempo acelerou-se e houve uma grande degradação em todos os mundos, conforme o negro Dragão de olhos de fogo Tanatus queria, aumentando toda a energia negativa de trevas no universo. Após uma grande batalha do Exército Ametista ( força de resistência do bem ) recuperou-se o sangue da Feiticeira Luzidia que foi colocado em uma ampulheta, e marcava a passagem do tempo e transmutava a energia negativa do mundo, mas só quem podia manipulá-lo era a jovem  Feiticeira de coração mágico de dragão.
Então ela viu-se  com a responsabilidade de regenerar todos os mundos através da energia positiva dos sincronismos, que são encontros que tornam o mundo melhor. Intuitivamente ela conseguiu sentir como vibrar para o mundo ser melhor e de sua lua liláz irradiava os pulsos certos do tempo que faziam com que as pessoas se encontrassem e o mundo fosse melhor. Era um trabalho artesanal, mas já conseguia ver pequenos sinais que o mundo melhorava, via os direitos humanos sendo criados, embora em muitos lugares sem serem cumpridos,  a consciência ecológica florescer, a violência contra as mulheres e crianças diminuir, ela tinha fé,  acreditava que as coisas aconteceriam e que o mundo de amor seria uma realidade em todos os mundos.Tudo ia bem, embora devagar, via-se progressos, até que  um dia um dragão desconhecido entrou e roubou seu coração mágico. Ela  viu-se só, observou seu trabalho inteiro de uma existência ser perdido, mas não se desespera, resolve lutar e recuperar o coração mágico de Dragão e poder continuar trabalhando para existir este mundo melhor.

A feiticeira e o Dragão.

Era  uma feiticeira,
linda, bela e faceira,
morava em lindo convento
controlava o mundo o tempo.


Era linda e feliz,
vivia como sempre quis
vivia no reino da cor,
onde não existe dor, nem calor, só amor.


Seu mundo cheio de cor
era perfeita harmonia
onde se vive ao sabor
da dança e da alegria
onde não exite rancor,
inveja ou agonia.




Mas, ninguém sabia
o  que a feiticeira sentia
dentro do seu coração
mágico de Dragão...


Herdado do pai amado
príncipe dragão coroado
daí vinha seu poder,
poder do tempo acontecer.


AH feliz feiticeira,
herdada função superior
de todas sempre a primeira.
do tempo ela é o motor
òh feliz feiticeira
ninguém poderá se opor!!!
.....


Acordou aquele dia
já luzia a luz da cor
aurora azul, claro matiz
prenuncio de um dia feliz.


Mas tinha algo errado...
o ar estava parado,
as cores da luz do tempo sem ação,
tremiam com indefinição...


o que poderia ser?
o que estava a acontecer?
checagem ela faria.


luz por luz luziria
ou o cristal seria?
que estava a envelhecer?


......
Negativos todos os testes
então tirou todas as vestes
abriu o peito com a mão
só faltava o coração.


Neste momento....
aumentou o vento...
Entrou um dragão!!!!
Alto, lindo e mandão...


_Vá, de-me  isso aqui!
meu coração já perdi!!!!
 preciso deste teu coração!!!


Ela pensou em sumir
nua não podia fugir,
Não!!!isso não, vulnerável sem coração!!!!



...

9.24.2009

Que seria?


Tua imagem, cifrada como "A mensagem"
"mens" que age em minha mente,
mente que me cativa, me faz inocente,
mensagem escrita "ao espelho",
com teu fundo vermelho
que me deixa inconsequente.

"Mens", mente, imagem, apenas imagem,
criada ao espelho,
meu espelho, teu relho,
onde me acosto, me encosto em teu seio,
teu grande e nutridor seio
que alimenta e conforta,
melhor talvez a imagem de uma porta,
onde entro sem bater,
portal que transmuta meu jeito de viver.

Chave, também és chave,
da ignição da nave,
que me transporta,
pela etérea porta que me aporta
sem eu mesmo perceber...

Nau, poderias ser uma nau,
de navegador incauto, destemido,
que sangra os mares com cera aos ouvidos,
para fugir do canto das sereias,
vis feiticeiras que te chamam das alvas areias...

Poderia ser mesa,
onde me sirvo de sobremesa,
para arrematar teu jantar,
a deusa embevecida de teu lar,
esperando-te eternamente,
para somente, e felizmente,
amar-te bem além deste mar.

Poderias ser pecado,
apenas pecado,
pecado triste e consumado,
traído, conspirado,
postado nu ao meu lado...

Mas isso não queria,
prefiro que sejas apenas alegria,
eu eu feiticeira, de carne de magia...
sublimando em versos esta agonia
de querer sem poder ter,
de amar sem consumar,
de viver sem ter todos os dias
a luz do teu olhar
iluminando meu dia tal qual o sol ao despertar...

A cada dia teu amor me renova.




Me amas só por hoje?
pode ser?
Não sei amanhã estarei viva
ou se irei morrer.
Ninguém nunca sabe
o que pode acontecer.
Assim nos eternizamos
nos amamos como se fosse o fim dos anos,
nos despimos, rasgamos nossos panos,
nos despedimos dos erros do cotidiano,
amamo-nos num amor insano,
intenso, tenso, simplismente humano.
Amamos sem nos perder-mos,
somos únicos amantes, sem ser-mos,
Nossa vida não é reta, nem certa,
e incerta torta seta mal mirada,
é palavra solta em uma boca, não rimada,
mas se queres minha alma
a ti fortemente anilhada,
liberta-me,
pois serei livre para ser só tua amada,
pois a cada dia novamente te pedirei:
"Entra em meu reino, me invade,
com este amor que tanto arde,
que bem sentes, pois eu sei,
entra, adentra-me, vem ser meu Rei!"
A cada nova alvorada, chuvosa ou ensolarada,
te peço novamente para ser tua amada.
soldo nossa corrente de alma alada,
encontro este elo não mais perdido
que busco há tanto tempo, ja esquecido,
com meu coração ao relento, compungido...

Sertão do meu querer.



Sertão seco do meu querer,
chuva fina vem aliviar,
Espero que a chuva fina
devolva a esperança de menina,
que sua umidade, casta, albina,
sustente, nutra e alimente
esta flor única do amor emergente
que insiste em desabrochar,
despertar, florir, vicejar
Sertão chamado coração,
solo seco, cascalho em grão,
Leito seco do meu ser,
onde nem mais graúna
consegue voar, cantar e viver
Apenas esta solitária flor imaginária,
insiste, persiste, não desiste
É uma flor guerreira,
cheia de cor, sem espinhos de dor,
flor querida, em mim nascida,
chamada por muitos de amor.

Poema existencial.


Pessoa triste desperta poeta,
a meio a tantas turbulências,
no meio da vida, incerta,
sobrevivendo de dor,
concreta,
vida sem sabor,
sem cor, triste
sobrevivendo de dissabor
seu e dos outros,
e juro: não foram poucos!
Cotidiano insano doente,
gente dormindo,
acordando, quase morrendo,
voltando...
se curando, 0 "eu" adoecendo
e o ser sobrevivendo...
Não morrendo, apenas vislumbra,
na penumbra,
distantes falenas
borbolejantes voando cada
vez mais errantes.
Vida sobrevivida de incoerências,
consequências
deste cartesiano linear existir.
A essência se perde, encolhe,
sem respirar, sem amar, só prosseguir.
O ser sobrevive,a essência prescinde
finge que existe sem sentir.

Desperta, reage, age.
Luta, reluta,
não mais se avilta,
se levanta
se avulta,
descobre o ar,
seu jeito próprio de poetar...
Pensa,
"Existência reprimindo essência...
nunca mais,nem pensar!"
Largo tudo, morro louca, mas não vivo mais sem rimar.

Perdoa-me?



Meu corpo ainda arde, da dor sem cor
covarde, auto-imposta que mostra
sem pudor a perda da luz do grande amor
parte toda partida, sou da vida apenas uma posta

vil, retórica bandida, auto-infligida,
dor sem fundamento, sentimento sem tino,
dor louca, sem alento, bandida,
cenário carcerário de imaginário desatino.

Me dói ver teus lindos olhos de menino,
perdendo o sorrir, não posso partir,
sem repartir esta dor, doida sem pino...

Vai perdoa-me por mais que doa esta ilusão,
não é verdade, sou tua inteira, posso ir?
Diga-me quando e onde e lá estará meu coração...

9.22.2009

Meus olhos de noite...




-Boa noite amor, como estás?
já te sente de novo como um ás?
Ou ainda um dois-de-paus,
massacrado por sentimentos maus?

Já te sentes inteiro, o único, o primeiro,
ou perceveras neste sentimento errado, derradeiro?
deveras angustiante e não verdadeiro?

Mas não te preocupes, nem te ocupes,
com outras distantes trupes,
sou só tua, não tenho amante,
sou tua, inteira, exclusiva, entediante...
desculpe-me se tenho um passado,
mas te juro, ele é distante.

Não sei o que acontece,
porque sempre quase fenece?
parece praga que não passa nem com prece
parace uma magia negra que cresce,
que tenta matar nosso amor, que floresce,
mas por favor,
não substime meu amor,
não transforme tudo em dor,
não me tires dos meus parcos negros olhos,
o resquício da tua cor.

Pinta-me!!!
Embebeda-me de tinta,
tira-me este negror
perdoa-me por favor,
pois quero ir contigo,
a qualquer lugar,
na rua, no mar, no abrigo,
(até no universo ao redor do teu umbigo)
Aonde me levar teu amor,
para qualquer lugar,
para longe ou perto do teu lar,
para comer com ou sem sabor,
só não enchas mais este velho,
torto e quase morto
conturbado coração
de mais dor...

"Me basta apenas segurar tua mão,
o resto é lucro",
te dou meu timão,
meu lugar, minha via, minha mão,
te dou tudo, inteiro,
sem faltar nenhum pedaço,
te dou tudo, até meu baço,
meu entrelaçar de corpo e braço,
mas não me sejas escasso,
pois és de tudo e todos,
o único que marcou-me para sempre
com indelével traço...

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...