9.07.2009

Penso em ti.


Penso em ti!
Neste distante instante errante de meus pensamentos,
faço de único este destacado momento,
lavo no mar este doce e cinza sofrimento,
penso em ti, me atiro e não volto,
na água do mar afogo este meu ser sedento.

Penso em ti...só penso...meu mundo é intenso...e em ti...imenso.

Apenas amar ninguém.


Povoas cada poro da minha pele,
te sinto como uma ardência, que não fere,
transito pelo abismo da tua loucura
me invades como uma peste sem cura.

Me molhas, me salvas da minha secura,
me atiro como se houvesse uma rede, segura,
mas não há... não há nem nunca haverá
tenho que conviver, com o que nunca será.

Mas não me importo, afinal o que é a vida,
além de um eterno  "lamber ferida",
além de viver como convém com o que se tem...

Não lembrar, nem lamentar, nem sorrir nem chorar
nem correr, nem encontrar, apenas aceitar,
apenas amar ninguém e todos que parecem alguém...

Meu Rei.



Da réstia de luz que me ilumina,
do resto de lucidez que quase termina,
quase me extermina esta doença,
(como caos, atribuído a uma negra crença)

Sobrevivo em tua doce presença,
convivo com tua sinistra oniciência
te esqueço me embriagando de ciência

Te levei para cama em sonho,
por entre o escuro medonho,
passando pelo portal do fogo vivo,
(com o escudo do teu olho sobrevivo)
mais uma noite sem sono,
mais uma longa noite longe do dono...
do rei uno, em seu lúgubre trono...

Queria ser teu cão,
dormir a teus pés, no chão
feliz fiel e postado,
de guarda,  teu cão subjulgado,
me bastaria o frio chão
mesmo sendo duro e gelado,
bastaria guardar-te
estar apenas a teu lado.
Faria disto um arte,
meu corpo por ti governado.

Queria, ahhh como queria,
povoar a tua mente,
me entregar a este sonho dormente,
ser tua amante e não ter medo de ser indecente.

Queria... queria mudar o tempo,
este incondicional impossível momento,
mudar meu nascimento
e nascer perto de ti,
como um cachorro, um gato,
uma casa no mato,
ou até simplismente uma rajada de vento,
para lamber inteiro
este teu corpo sorrateiro
em que penso a todo momento....

Que falte tudo!!!


Hoje me faltou o ar,
me faltou o mar,
me faltou o par,
me faltou falar,
me faltou escutar,
me faltou tudo,
só não fiquei mudo,
nem parei de respirar,
pois graças a Deus,
não faltou poetar.

As luzes me fogem dos olhos.






As luzes me fogem dos olhos,
as estrelas se apagam,
eu pergunto porque?
Não há resposta!

vivo de espólios,
de mortos que me afagam,
eu pergunto porque?
A vida é imposta!

Porque? porque? porque?
Porque que as estrelas se apagam?
Porque os mortos me afagam?
Porque não há resposta,
enquanto a vida me é imposta?

Porque só eu olho e ninguém mais me vê?
Será que morri e ainda não consigo te esquecer?
Será um pesadelo de sono dormido frente a TV?
Ou será Poltergeist futurita que não quer desaparecer?

(Que muda minha vinda, me inunda, me cura da ferida,
recrudescente úlcera nunca esquecida, muito menos escolhida)


9.05.2009

Medo do fim da poesia


Me falta um tema,
uma voz uma foz
um fonema.

Que se manifeste,
contesete,
minha alma infeste...

Só um , um tema qualquer,
de home de mulher.
Ai que agonia,
não ter o que dizer,
ai este tédio,
tenho vontade de pular
deste prédio!!!!
De esperar o amanhecer...
Em plena solidão,
já bem alta do chão,
meu é ego é meu irmão,
com quem bebo e confesso meu medo,
conto pra ele minha vida em segredo
(degredo)
Ele diz "ainda é cedo,
não te vais dormir,
pois muito de ti,
ainda há que descobrir"
- Mas já vai amanhecer,
que tenho mais para conhecer?
Pare agora!o mundo la fora
que eu quero descer!!!


Por favor seu ego, nada te nego, tudo te entrego, mas te peço, não ter que escolher entre respirar e poetar, pois acho que abriria mão do ar...

Lágrima






















Uma gota salgada,
neste ocenao de mágoa.
Uma trégua, uma régua
passada,
uma folha amassada,

Lágrima,
um maço no fim, escasso,
um soluço sem espaço,
um laço, um apagar de
um traço,
uma negra linha em esfumaço.
um soco no meio do baço,
um distanciar, sem abraço,
um límpido líquido
em que me desfaço,
(e me refaço)

Uma vida,
triste e amputada,
amargurada.

Uma família distante,
distanciada,
pela diástase assexuada.

Lágrima,
uma página,
virada,
arrancada,
triste apagada
amassada,
em forma de água
na minha face rasgada
de mágoa,
vermelha, pletórica,
edemaciada.

Melhor água lavada
do meu coração
uma gota no oceano
da desilusão.

Lágrima,
um álgebra
quebrada,
soma errada,
eu, tu e minha alma calada.

Mas com lágrimas, minhas mágoas, são lavadas com essas águas tristes e salgadas, que serão desaguadas bem no fundo, do oceano do mundo.

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...