No rítmo louco alucinado do meu dia,
ouço o prenúncio anunciado sem poesia,
visto-me nestas vestes sem magia,
(salvo a vida graças a Deus e a tecnologia)
O destino é salvar até a selvageria,
não julgo, nem quero saber da bala, da via,
se souber, não me isento( dizer que sim: hipocrisia!)
jurei salvar ( mesmo ao vento ) todo o ser em agonia.
Na ponta da agulha alivio a dor e a agonia,
na traquéia acho o caminho (só há uma via!)
a pressão manipulo com poderes de alquimia.
Vivo no limbo, beirando a morte e a agonia,
mas salvo, (meu alvo certo é graças a magia)
Salvo sempre, graças a divina sabedoria.
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
9.05.2009
Felicidade
Olho esse olho de luz,
esse lábio que seduz,
olho teu terno olhar,
e me lanço neste mar.
Me lanço. Coragem!
(não fico mais à margem).
Eu aceito! Eu aceito!
Essa viagem a teu mundo perfeito,
Alegre, feliz enfim,
tenho-te dentro de mim
sou feliz ser vidente,
do nosso amor, vejo a semente.
Cuidarei com mais cuidado,
ficarei sempre a teu lado,
meu lindo, meu ludo,
meu tudo, meu amado.
esse lábio que seduz,
olho teu terno olhar,
e me lanço neste mar.
Me lanço. Coragem!
(não fico mais à margem).
Eu aceito! Eu aceito!
Essa viagem a teu mundo perfeito,
Alegre, feliz enfim,
tenho-te dentro de mim
sou feliz ser vidente,
do nosso amor, vejo a semente.
Cuidarei com mais cuidado,
ficarei sempre a teu lado,
meu lindo, meu ludo,
meu tudo, meu amado.
Ser feliz. ( POETRIX)
Na vida se é feliz por um triz.
Feliz de quem sabe ser atriz,
não sofrer por romper raiz.
Feliz de quem sabe ser atriz,
não sofrer por romper raiz.
A alma e o perdão.
( A alma)
Me pegas pela mão e me levas,
me tiras dos olhos as trevas,
essa minha cegueira de ilusão.
Vai, caro amigo do coração,
me ensinas este caminho
de uma só mão?
Me fazes esquecer,
de novo enternecer,
conseguir de novo querer.
(Perdão)
Deixa explicar-te
amar é uma arte,
esculpida à mão.
Se erras, te enganas,
te tornas palavras desumanas
só há um remédio para teu coração.
Eu, o perdão.
Mas não me peças a esmo,
peças perdão a ti mesma
e a tua própria ficção.
Perdão, minha querida,
perdão...
Só eu te salvo,
do teu próprio alvo,
negro no meio do teu coração.
Te torno de novo alva,
te devolvo de novo a calma,
te tiro da escuridão...
(A alma)
Grata caro amigo,
te levarei sempre comigo,
em cada luto e em cada gestação.
Me abro e carrego comigo,
teu calor meu caro amigo,
o brilho do teu trigo,
nutrindo meu coração.
Me pegas pela mão e me levas,
me tiras dos olhos as trevas,
essa minha cegueira de ilusão.
Vai, caro amigo do coração,
me ensinas este caminho
de uma só mão?
Me fazes esquecer,
de novo enternecer,
conseguir de novo querer.
(Perdão)
Deixa explicar-te
amar é uma arte,
esculpida à mão.
Se erras, te enganas,
te tornas palavras desumanas
só há um remédio para teu coração.
Eu, o perdão.
Mas não me peças a esmo,
peças perdão a ti mesma
e a tua própria ficção.
Perdão, minha querida,
perdão...
Só eu te salvo,
do teu próprio alvo,
negro no meio do teu coração.
Te torno de novo alva,
te devolvo de novo a calma,
te tiro da escuridão...
(A alma)
Grata caro amigo,
te levarei sempre comigo,
em cada luto e em cada gestação.
Me abro e carrego comigo,
teu calor meu caro amigo,
o brilho do teu trigo,
nutrindo meu coração.
Pretensão
Se sou jogada, atirada,
desvendada. Que queres enfim?
Porque então não dizes a mim?
Porque proclamas, faz loucas tramas
difamas, minha alma inflamas,
a enches de pus.
Coloco triste e negro capuz,
consomes minha parca e rara luz!!!
Porque carrego auto-imposta cruz?
Enjoado gosto de alcazuz...
O negro rosto que não seduz.
Porque? Sempre fui educada,
sempre comedida, medida, cuidada,
Porque dizes que me insinuo?
Pois noturno era meu segredo,
Será que transpareci por medo?
Porque me apontas
ao outro com o dedo?
Não minto, não tenho segredo...
Sou transparente, agora ser silente,
em degredo.
Obrigado, pelo apoptótico fim programado.
Mas estás enganado, nunca pretendi estar a teu lado...
(Talvez para um café, mas nem nisso ponho mais fé...)
desvendada. Que queres enfim?
Porque então não dizes a mim?
Porque proclamas, faz loucas tramas
difamas, minha alma inflamas,
a enches de pus.
Coloco triste e negro capuz,
consomes minha parca e rara luz!!!
Porque carrego auto-imposta cruz?
Enjoado gosto de alcazuz...
O negro rosto que não seduz.
Porque? Sempre fui educada,
sempre comedida, medida, cuidada,
Porque dizes que me insinuo?
Pois noturno era meu segredo,
Será que transpareci por medo?
Porque me apontas
ao outro com o dedo?
Não minto, não tenho segredo...
Sou transparente, agora ser silente,
em degredo.
Obrigado, pelo apoptótico fim programado.
Mas estás enganado, nunca pretendi estar a teu lado...
(Talvez para um café, mas nem nisso ponho mais fé...)
Prosopopéia.
A manhã surge luminosa linda esplendorosa e primaveril. O frio escorre, não mais me ocorre, se vai do Brasil. Sinto-me bem, mesmo sem ninguém, me sinto "a mil". Pode ser só novo ciclo, onde eu fico, não mais com frio. Pode ser, pode ser, pode ser...Sempre o "que será que irá acontecer", mas nesta o sol se vai, vida esvai e a alma trai.(O compormisso mortiço de mudar no solstício.)
Sempre um novo princípio, lá adiante, numa nau viajante, distante, inalcansável e errante (que já se foi...). E nessa minha vida de boi, girando a mó, moendo espinho neste triste lírico moinho, minha alma em nó se sente mais perto do dia de virar pó.
Que bom que acordei, olhei o sol, o calor, o mar e despertei. Dormindo estava, há tanto tempo, que me perdi e nem mais sei. Mas sei que agora, justo agora, nesse tempo restante, vejo o sol, o mar distante e a vida, vivida a cada instante.
O Sol de setembro me invade mesmo não querendo, me faz brilho, me diz: - Não há trilho, seja feliz, louca, linda e atriz, te salvastes por um triz deste inverno da alma, não é mais abril (nem tu febril), tenhas mais calma, primaveril ser diletante, chorando com o pseudônimo de alma lírica, sôfrega e amante. Aproveitas agora, não adiante, pois se piscares... a vida passa em um instante!
ANA LYRA
Me veio assim, era para ser uma prosa, mas virou uma prosopopéia...
Enjoy yourself, if you can...
Sempre um novo princípio, lá adiante, numa nau viajante, distante, inalcansável e errante (que já se foi...). E nessa minha vida de boi, girando a mó, moendo espinho neste triste lírico moinho, minha alma em nó se sente mais perto do dia de virar pó.
Que bom que acordei, olhei o sol, o calor, o mar e despertei. Dormindo estava, há tanto tempo, que me perdi e nem mais sei. Mas sei que agora, justo agora, nesse tempo restante, vejo o sol, o mar distante e a vida, vivida a cada instante.
O Sol de setembro me invade mesmo não querendo, me faz brilho, me diz: - Não há trilho, seja feliz, louca, linda e atriz, te salvastes por um triz deste inverno da alma, não é mais abril (nem tu febril), tenhas mais calma, primaveril ser diletante, chorando com o pseudônimo de alma lírica, sôfrega e amante. Aproveitas agora, não adiante, pois se piscares... a vida passa em um instante!
ANA LYRA
Me veio assim, era para ser uma prosa, mas virou uma prosopopéia...
Enjoy yourself, if you can...
Amor próprio partido.
No sol do mar azul que me perco,
um mol de amor, triste e seco,
me invade tal qual marques de Sade,
me diz amor, dor que não mais arde.
Te aceito, mesmo pouco e rarefeito,
um amor que poderia ser perfeito,
se desfaz, numa luz triste e fugidia,
me desfaz, cresce a cruz, perco o dia.
Mas me chamas, me revolves, me inflamas,
reacendes a sendida longínqua chama.
Te imploro. Me deixes ir, se não me amas!
Mas insistes, persistes em minha cama,
me és triste, perdido tu, em tua fama,
Me amas? Ou só tu, ainda em chamas?
um mol de amor, triste e seco,
me invade tal qual marques de Sade,
me diz amor, dor que não mais arde.
Te aceito, mesmo pouco e rarefeito,
um amor que poderia ser perfeito,
se desfaz, numa luz triste e fugidia,
me desfaz, cresce a cruz, perco o dia.
Mas me chamas, me revolves, me inflamas,
reacendes a sendida longínqua chama.
Te imploro. Me deixes ir, se não me amas!
Mas insistes, persistes em minha cama,
me és triste, perdido tu, em tua fama,
Me amas? Ou só tu, ainda em chamas?
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...