Pobre de ti,
ser sem espaço
não responderei
mas também não disfarço,
pobre de ti,
preso por laço,
não te incomodarei,
isso não faço!!!
Pobre de ti
que vive dormente,
preso na mente,
com desejo indecente,
pobre de ti
porque te conheci?
conversei e te vi?
pobre de ti...
Pobre de mim!!!
nosso amor teve fim...
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.27.2009
Me pecho contigo vermelho
fumando dentro do espelho
olhando-me com ar crítico
meu corpo se torna vermelho
nem ouso me olhar no espelho
meu pulso se torna crítico
meu rosto se tinge de vermelho
nem preciso quebrar o espelho
para ter azar crítico
pois meu mundo é do espelho
onde me visto de vermelho
para enfrentar um crítico
fumando dentro do espelho
olhando-me com ar crítico
meu corpo se torna vermelho
nem ouso me olhar no espelho
meu pulso se torna crítico
meu rosto se tinge de vermelho
nem preciso quebrar o espelho
para ter azar crítico
pois meu mundo é do espelho
onde me visto de vermelho
para enfrentar um crítico
A feiticeira do tempo e o dragão
| . Era uma vez uma feiticeira que vivia em tempo vão, era uma vez uma feiticeira que se apaixonou por um dragão. Era um tempo perdido distante, inventado Era um tempo escondido por mundos trespassado. A feiticeira do tempo se apaixonou em um momento pelo etéreo dragão. E calou o sofrimento de viver sem sentimento no seu gelado coração. II Era um dragão poético, perdido na emoção já triste e cético de dilacerado coração. Pobre dragão vidente, triste, já sem esperança, sobrevivente descrente neste mundo de matança. Até que ela surgiu, e a tristeza ruiu suas vigas de sustentação. Uma fulgurante luz luziu e neste momento pariu iluminado coração. III Hoje se vê no céu, voando no firmamento, coberta com fino véu, a feiticeira do tempo. Abraçada ao dragão voa livre e liberta, pulsando seu coração com alegria concreta Voam por sobre os mundos mergulam em sonhos profundos de amor e harmonia. hoje voam lado a lado por universo criado pelo amor e poesia. |
Beijo absinto
Porque que sinto,
pressinto, vejo,
que este desejo
é como absinto
porque sinto
neste teu beijo
alucinante desejo
que só pressinto
porque te desejo
se o teu beijo
eu nunca sinto!
Porque desejo
o que não sinto?
Porque é embriagues de absinto!!!
pressinto, vejo,
que este desejo
é como absinto
porque sinto
neste teu beijo
alucinante desejo
que só pressinto
porque te desejo
se o teu beijo
eu nunca sinto!
Porque desejo
o que não sinto?
Porque é embriagues de absinto!!!
6.26.2009
Surto poético distante...além mar...
De cima da minha duna,
soturna, minha alma
sem calma, adita,
vê a Maldita, distância nefasta,
que me afasta do destino,
vespertino de min'halma,
Único que acalma a minha fala,
que cala em desalinho,
o torvelinho de pensamentos,
com sonolentos sonetos,
pretos e luzentes,
viventes, recém paridos
queridos, sussurrados,
suados da minha pele,
que impele a falar,
não calar o sentimento,
por um momento de paz,
capaz de regenerar,
gerar novamente
uma mente...
uma nova-mente!!!!
soturna, minha alma
sem calma, adita,
vê a Maldita, distância nefasta,
que me afasta do destino,
vespertino de min'halma,
Único que acalma a minha fala,
que cala em desalinho,
o torvelinho de pensamentos,
com sonolentos sonetos,
pretos e luzentes,
viventes, recém paridos
queridos, sussurrados,
suados da minha pele,
que impele a falar,
não calar o sentimento,
por um momento de paz,
capaz de regenerar,
gerar novamente
uma mente...
uma nova-mente!!!!
6.25.2009
"muso"
ÉS meu "muso" inspirador,
meu terno libertador
da minha rimada voz
me tiras da alma os nós
me colaca pra frente
indecente,toda tua
nua,toda vertente
saliente, ardente de amor
seja lá como for
ja sei e não vou esquecer
ó amor, terno amor...
Será que irá acontecer?
suor, calor, ausência de pudor
teu corpo ao meu aquecer....
meu terno libertador
da minha rimada voz
me tiras da alma os nós
me colaca pra frente
indecente,toda tua
nua,toda vertente
saliente, ardente de amor
seja lá como for
ja sei e não vou esquecer
ó amor, terno amor...
Será que irá acontecer?
suor, calor, ausência de pudor
teu corpo ao meu aquecer....
a feiticeira do tempo e o dragão...segue
Tão rápido que nem sentiu,
quando se deu conta viu,
voando seu coração,
para o peito do dragão...
Este, alto, belo, imponente
olhou a feiticeira gemente
e com seu coração na mão
compadeceu-se o dragão
Não sabe nem bem porque,
depois de vê-la a gemer
espalhada no chão
Não sabe, mas está a perceber
algo diferente a tremer
no seu novo coração
Olhou e não resistiu
no seu novo peito surgiu
estranha emoção
que não sabe ser sua ou não
Mas se metamorfoseando
no pássaro de escamas
saiu pela janela voando
cuspindo as suas chamas
voando ficou pensando,
"emoção ficou sobrando..."
seu coração palpitando
de tristeza e alegria
mas só que o dragão...não sabia...
.......
Prostrada ficou caída,
pálida desfalecida
com a estranha invasão
ainda aturdida:- que faço sem coração
Tentou se organizar,
levantar, correr gritar,
mas não havia tempo,
já era total o tormento
que ela agora faria
como ira explicar
como o tempo correria
sem a força do amar
ela estava de peito vazio
sua alma gelada de frio...
.....
ergueu-se a duras penas
em cima de suas pernas pequenas
fracas a titubear
tentou, conseguiu gritar
-socorro, socorro,
socorro que quase morro,
Quase lhe falta o ar
entram as ninfas a gritar...
que houve que se passou?
o que foi que aconteceu?
que mal lhe acometeu
foi um dragão europeu
meu corção comeu,
depois saiu e voou...
....
óH...que triste agonia,
já tão fraca sua magia
não podia perceber
como foi acontecer?
como não pude perceber
esta estranha energia
como pude eu fazer
tamanha estripulia
como tocaria o tempo
somo curaria o sofrimento
cujo só o tempo é remédio
seria o reino do tédio
do tempo estagnado
se não recuperasse o coração roubado.
....
Pensou, ainda sou bela!
Esgueirou-se até a janela
e olhou a ampuleta,
Ainda tinha a luz violeta!
Violeta datransmutação
não era o mesmo que seu coração
mas manipularia, tranformaria
em amor qualquer energia
Bebeu de um gole só
toda a luz que havia
na barriga sentiu um nó
de tamanha energia
não se sentiu tão só
já tinah alguma magia...
....
A luz foi se propagando
de lilás se foi tornando
a feiticeira do tempo
já não tinha mais sentimento
apenas preocupação
apenas confusão
na mente descrente
apavorada sem direção
Mas pensou, preciso resolver,
agir, lutar, não perder
preciso me concentrar
mesmo que esteja a voar
não posso me entregar
O mal não irá vencer...
quando se deu conta viu,
voando seu coração,
para o peito do dragão...
Este, alto, belo, imponente
olhou a feiticeira gemente
e com seu coração na mão
compadeceu-se o dragão
Não sabe nem bem porque,
depois de vê-la a gemer
espalhada no chão
Não sabe, mas está a perceber
algo diferente a tremer
no seu novo coração
Olhou e não resistiu
no seu novo peito surgiu
estranha emoção
que não sabe ser sua ou não
Mas se metamorfoseando
no pássaro de escamas
saiu pela janela voando
cuspindo as suas chamas
voando ficou pensando,
"emoção ficou sobrando..."
seu coração palpitando
de tristeza e alegria
mas só que o dragão...não sabia...
.......
Prostrada ficou caída,
pálida desfalecida
com a estranha invasão
ainda aturdida:- que faço sem coração
Tentou se organizar,
levantar, correr gritar,
mas não havia tempo,
já era total o tormento
que ela agora faria
como ira explicar
como o tempo correria
sem a força do amar
ela estava de peito vazio
sua alma gelada de frio...
.....
ergueu-se a duras penas
em cima de suas pernas pequenas
fracas a titubear
tentou, conseguiu gritar
-socorro, socorro,
socorro que quase morro,
Quase lhe falta o ar
entram as ninfas a gritar...
que houve que se passou?
o que foi que aconteceu?
que mal lhe acometeu
foi um dragão europeu
meu corção comeu,
depois saiu e voou...
....
óH...que triste agonia,
já tão fraca sua magia
não podia perceber
como foi acontecer?
como não pude perceber
esta estranha energia
como pude eu fazer
tamanha estripulia
como tocaria o tempo
somo curaria o sofrimento
cujo só o tempo é remédio
seria o reino do tédio
do tempo estagnado
se não recuperasse o coração roubado.
....
Pensou, ainda sou bela!
Esgueirou-se até a janela
e olhou a ampuleta,
Ainda tinha a luz violeta!
Violeta datransmutação
não era o mesmo que seu coração
mas manipularia, tranformaria
em amor qualquer energia
Bebeu de um gole só
toda a luz que havia
na barriga sentiu um nó
de tamanha energia
não se sentiu tão só
já tinah alguma magia...
....
A luz foi se propagando
de lilás se foi tornando
a feiticeira do tempo
já não tinha mais sentimento
apenas preocupação
apenas confusão
na mente descrente
apavorada sem direção
Mas pensou, preciso resolver,
agir, lutar, não perder
preciso me concentrar
mesmo que esteja a voar
não posso me entregar
O mal não irá vencer...
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...