Quando soa um soneto na alma,
tudo se acalma, tudo se acalma,
minh'alma se torne serena,
pequena, pequena...
Quando soa um soneto na alma,
na palma, na palma,
da mão! vejo um coração!
ainda existe emoção!
Quando soa um soneto na alma,
acalma, acalma
me torno serena!
quando soa um soneto na alma,
emoção, emoção...
me torno canção...
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.23.2009
flores do tempo
Flores no outono do tempo,
ainda em pleno florescimento
flores cenescentes de amor
espinhos cortados de dor
vivem no ápice da vida,
estrada parcial percorrida,
vivem em belo jardim,
sós e livres enfim
vivem plena liberdade
frescas flores sem idade
florindo em vermelho carmim
vivem ser total em metade
só assim eterna liberdade
liberdade da idade sem fim...
ainda em pleno florescimento
flores cenescentes de amor
espinhos cortados de dor
vivem no ápice da vida,
estrada parcial percorrida,
vivem em belo jardim,
sós e livres enfim
vivem plena liberdade
frescas flores sem idade
florindo em vermelho carmim
vivem ser total em metade
só assim eterna liberdade
liberdade da idade sem fim...
não te preocupes
Sinto que sangras o vento,
delonge vens me espiar,
sou só apenas um momento,
mas vejo que vou para ficar,
não serei nunca aborreciemnto,
das folhas um simples farfalhar,
Não miro no teu sentimento,
Não mires além do teu mar...
delonge vens me espiar,
sou só apenas um momento,
mas vejo que vou para ficar,
não serei nunca aborreciemnto,
das folhas um simples farfalhar,
Não miro no teu sentimento,
Não mires além do teu mar...
6.22.2009
era uma vez
I.
Era uma vez uma feiticeira
que vivia em tempo vão
era uma vez uma feiticeira
que se apaixonou por um dragão
Era um tempo perdido
distante, inventado
Era um tempo escondido
por mundos trespassado
A feiticeira do tempo
se apaixonou no momento
pelo etérico dragão
E calou o sofrimento
de viver sem sentimento
com gelado coração.
II
Era um dragão poético,
perdido na emoção
já triste e cético
de dilacerado coração
pobre dragão vidente,
triste, já sem esperança,
sobrevivente descrente
neste mundo de matança
até que ela surgiu,
e a tristeza ruiu
suas vigas de sustentação
e a fulgurante luz luziu
e neste momento pariu
iluminado coração.
III
Hoje se ve no céu,
voando no firmamento,
coberta com fino véu,
a feiticeira do tempo,
abraçada ao dragão
voa livre e liberta,
pulsando seu coração
com alegria concreta
voam por sobre os mundos
mergulam em sonhos profundos
de amor e harmonia
hoje voam lado a lado
por universo criado
pelo amor e poesia.
Era uma vez uma feiticeira
que vivia em tempo vão
era uma vez uma feiticeira
que se apaixonou por um dragão
Era um tempo perdido
distante, inventado
Era um tempo escondido
por mundos trespassado
A feiticeira do tempo
se apaixonou no momento
pelo etérico dragão
E calou o sofrimento
de viver sem sentimento
com gelado coração.
II
Era um dragão poético,
perdido na emoção
já triste e cético
de dilacerado coração
pobre dragão vidente,
triste, já sem esperança,
sobrevivente descrente
neste mundo de matança
até que ela surgiu,
e a tristeza ruiu
suas vigas de sustentação
e a fulgurante luz luziu
e neste momento pariu
iluminado coração.
III
Hoje se ve no céu,
voando no firmamento,
coberta com fino véu,
a feiticeira do tempo,
abraçada ao dragão
voa livre e liberta,
pulsando seu coração
com alegria concreta
voam por sobre os mundos
mergulam em sonhos profundos
de amor e harmonia
hoje voam lado a lado
por universo criado
pelo amor e poesia.
solidariedade poética
Como é bom ver minhas loucuras
expostas, nuas, em naturalidade
ler de outras bocas agruras,
puras, da minha realidade
Que bom não estar só,
em particular universo,
que bom que tem alma com nó,
que também confessa em verso!
Poder ler em outras linhas
que se traçaram sozinhas,
sem minha participação
o etérico mundo de gelo
que construi com desvelo
para sepultar meu coração!
expostas, nuas, em naturalidade
ler de outras bocas agruras,
puras, da minha realidade
Que bom não estar só,
em particular universo,
que bom que tem alma com nó,
que também confessa em verso!
Poder ler em outras linhas
que se traçaram sozinhas,
sem minha participação
o etérico mundo de gelo
que construi com desvelo
para sepultar meu coração!
desconhecido
Porque me levas ás lágrimas se não te conheço?
Porque me abres o peito e massageias meu coração?
Porque me conheces tanto, se nada te forneço?
Porque te é real meu mundo de sublimação?
Porque não finjo não te amar desde o começo?
Porque tua linguagem me é familiar?
Porque tu me ergues neste tropeço?
Porque és tu a me animar?
Já andei tanto tempo
por mar revolto de sentimento
tal naufrago titubeante
a deriva tão sedento
de um porto a qualquer tempo
neste mundo delirante...
Porque me abres o peito e massageias meu coração?
Porque me conheces tanto, se nada te forneço?
Porque te é real meu mundo de sublimação?
Porque não finjo não te amar desde o começo?
Porque tua linguagem me é familiar?
Porque tu me ergues neste tropeço?
Porque és tu a me animar?
Já andei tanto tempo
por mar revolto de sentimento
tal naufrago titubeante
a deriva tão sedento
de um porto a qualquer tempo
neste mundo delirante...
poema sem tema
POEMA SEM TEMA
UTOPIA INSULAR DISTANTE
REVERBERANTE NO TEMPO
VIVIDA POR UM MOMENTO
FUGAZ E INSESSANTE
ME ACOMPANHA DOMINANTE
ME DITANDO O DESTINO
SEM NEXO, SEM TINO
SEM DÚVIDA TORTURANTE...
ASSIM REVERBERANTE,
VERBO NO TEMPO,
ASSIM INSESSANTE
CERTEZA SEM FUNDAMENTO,
COMO UM SER PENSANTE
EXPLICARIA ESTE SENTIMENTO?
UTOPIA INSULAR DISTANTE
REVERBERANTE NO TEMPO
VIVIDA POR UM MOMENTO
FUGAZ E INSESSANTE
ME ACOMPANHA DOMINANTE
ME DITANDO O DESTINO
SEM NEXO, SEM TINO
SEM DÚVIDA TORTURANTE...
ASSIM REVERBERANTE,
VERBO NO TEMPO,
ASSIM INSESSANTE
CERTEZA SEM FUNDAMENTO,
COMO UM SER PENSANTE
EXPLICARIA ESTE SENTIMENTO?
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...