Porque me levas ás lágrimas se não te conheço?
Porque me abres o peito e massageias meu coração?
Porque me conheces tanto, se nada te forneço?
Porque te é real meu mundo de sublimação?
Porque não finjo não te amar desde o começo?
Porque tua linguagem me é familiar?
Porque tu me ergues neste tropeço?
Porque és tu a me animar?
Já andei tanto tempo
por mar revolto de sentimento
tal naufrago titubeante
a deriva tão sedento
de um porto a qualquer tempo
neste mundo delirante...
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
6.22.2009
poema sem tema
POEMA SEM TEMA
UTOPIA INSULAR DISTANTE
REVERBERANTE NO TEMPO
VIVIDA POR UM MOMENTO
FUGAZ E INSESSANTE
ME ACOMPANHA DOMINANTE
ME DITANDO O DESTINO
SEM NEXO, SEM TINO
SEM DÚVIDA TORTURANTE...
ASSIM REVERBERANTE,
VERBO NO TEMPO,
ASSIM INSESSANTE
CERTEZA SEM FUNDAMENTO,
COMO UM SER PENSANTE
EXPLICARIA ESTE SENTIMENTO?
UTOPIA INSULAR DISTANTE
REVERBERANTE NO TEMPO
VIVIDA POR UM MOMENTO
FUGAZ E INSESSANTE
ME ACOMPANHA DOMINANTE
ME DITANDO O DESTINO
SEM NEXO, SEM TINO
SEM DÚVIDA TORTURANTE...
ASSIM REVERBERANTE,
VERBO NO TEMPO,
ASSIM INSESSANTE
CERTEZA SEM FUNDAMENTO,
COMO UM SER PENSANTE
EXPLICARIA ESTE SENTIMENTO?
Ex-Eu
Como queria ter coragem,
de assumir e ser Eu!!!
Parar no meio a viagem,
que algum outro escolheu.
Como queria ter ousadia
de largar o sistema,
deixar a vida vazia,
sem ao menos sentir pena.
Primeiro mudaria meu nome,
para ver se o passado some,
seria então um ex-eu.
Duas letras instaladas antes,
deixariam expectativas distantes
para viver um destino: o Meu!!!!
de assumir e ser Eu!!!
Parar no meio a viagem,
que algum outro escolheu.
Como queria ter ousadia
de largar o sistema,
deixar a vida vazia,
sem ao menos sentir pena.
Primeiro mudaria meu nome,
para ver se o passado some,
seria então um ex-eu.
Duas letras instaladas antes,
deixariam expectativas distantes
para viver um destino: o Meu!!!!
6.21.2009
amor
Ai como ficou distante
o tempo verdejante da aurora
fase de amor delirante
ardor do tempo da escola.
agora sou murcha flôr
despedaçada, visceral,
em mim não mais amor
no máximo conjunção carnal...
Já não tenho mais paciência!!!
Me é indecifrável ciência
a arte da sedução
não há mais como ser feito
nem abrindo este peito
e implantando um coração...
o tempo verdejante da aurora
fase de amor delirante
ardor do tempo da escola.
agora sou murcha flôr
despedaçada, visceral,
em mim não mais amor
no máximo conjunção carnal...
Já não tenho mais paciência!!!
Me é indecifrável ciência
a arte da sedução
não há mais como ser feito
nem abrindo este peito
e implantando um coração...
perdida
Ando no tempo perdida,
parece que estou errada,
ando no vértice da vida
na vertente enganada
Ando me achando estranha,
para vida acanhada,
ando em inútil campanha,
calando minha língua falada.
então do que tenho medo?
Do meu engano ser ledo
ou de viver a vida errada?
então porque surpreendo?
se vivo sobrevivendo
com minha alma calada...
parece que estou errada,
ando no vértice da vida
na vertente enganada
Ando me achando estranha,
para vida acanhada,
ando em inútil campanha,
calando minha língua falada.
então do que tenho medo?
Do meu engano ser ledo
ou de viver a vida errada?
então porque surpreendo?
se vivo sobrevivendo
com minha alma calada...
6.17.2009
Monotonia
HA!!! Pobres bocas,
loucas, sedentas,
bocas solitárias,
só palavras primárias
se despreendem, pendem
sem emoção,
palavras sem canção,
sem ritmo, sem compasso.
O que que eu faço?
para suporta-las enfim?
Não chega a ser ruim,
apenas aborrecido,
sempre o mesmo ocorrido,
o velho mundo vivido,
de sobrevivência,
de dormência,
mundo do dia-a-dia.
Monotonia!!! Ha monotonia,
da vida de canga,
o pensamento não é um rio,
no máximo uma sanga,
Oh mentes sem criação,
Serei eu na contra-mão?
ou só eu sem ilusão?
loucas, sedentas,
bocas solitárias,
só palavras primárias
se despreendem, pendem
sem emoção,
palavras sem canção,
sem ritmo, sem compasso.
O que que eu faço?
para suporta-las enfim?
Não chega a ser ruim,
apenas aborrecido,
sempre o mesmo ocorrido,
o velho mundo vivido,
de sobrevivência,
de dormência,
mundo do dia-a-dia.
Monotonia!!! Ha monotonia,
da vida de canga,
o pensamento não é um rio,
no máximo uma sanga,
Oh mentes sem criação,
Serei eu na contra-mão?
ou só eu sem ilusão?
6.16.2009
soneto do amor distante
Meu amado amor etérico..
suave, sensível,.elétrico,
distante, ofegante, periférico
meu amado amor férrico
meu amado amor delirante,
irreal, irreversível, distante,
suave, doce, brilhante,
meu amado amor fascinante!
que faço aqui do outro lado?
murado, por fosso de mar,
que faço com esse meu estado?
chamado eterno esperar?
vivendo em estado alterado,
vendo a vida além desse mar...
suave, sensível,.elétrico,
distante, ofegante, periférico
meu amado amor férrico
meu amado amor delirante,
irreal, irreversível, distante,
suave, doce, brilhante,
meu amado amor fascinante!
que faço aqui do outro lado?
murado, por fosso de mar,
que faço com esse meu estado?
chamado eterno esperar?
vivendo em estado alterado,
vendo a vida além desse mar...
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Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...