6.06.2009

laudo final...

O possível, O improvável,
imaginável, impossível,
sempre assim...
sempre o longe
me é afim...
entre o bandalho e o monge,
nenhum enfim,
enquanto isso
tomo sumiço...
e Eu e as horas
de braços dados passeando...
pela janela olhando
o mundo a girar...
que faço eu além de respirar?
transpirar, sobreviver
me manter...
ver os filhos crescer?
esquecer de me aborrecer?
de me olhar, me tocar?
que posso eu contar?
No dia que chegar ao outro lado
terei um triste e curto laudo:
mãe responsável,
médica amável,
mulher esquecida,
artista perdida
vida sobrevivida
missão cumprida...
e terei meu passaporte
liberado pela morte
entrarei no paraiso!!!!!
para isso faço o que é preciso....

tens que te encontrar...

E como seria?
um encontro comigo?
Eu e meu umbigo,
exercendo a sinceridade.
falando a verdade
como seria?
o que será que me diria?
diria assim...
sou eu...enfim...
aquela que tentou
que sofreu, que amou,
que viveu, aconteceu
ou não ? (respiração)
aquela que agiu a ação
fugiu na contra-mão
e foi olhar o mar...
a lua e as estrelas
e lamentar
por não vive-las
por não ser tua
e perde-las
todas elas...
as mais lindas e belas
e ver não sobrar nenhuma
e solitariamente
continuar
pacientemente
sendo apenas uma...

ponto do fim...

o ponnto do fim!!!!
ele chega assim,
do nada...sem avisar...
como uma fada
a batizar...
e vai impondo sua vontade
ahhh ponto autoritário
não marca horário
nem localidade
apenas aparece...
encerra, estabelece,
a distância,
a instância do relacionamento
do sentimento...
oH ponto sem fundamento,
fique longe de mim,
va lá para a fila...
bem no fim...

6.04.2009

um mais um...

juntos muito mais que separados
lado a lado?
potenciais exponenciais,
catalizados pelas estrelas...
como não le-las?
como não se-las?
essas estrelas brilhantes...
tão perto e distantes...
explosão viajante de energia...
não mais enegia contida
repirmida, mas vivida,
com potência multiplicada,
como dizem as estrelas...
lendas de seres metafísicos,
que se atrairam pelos físicos
e se prenderam pela alma...
só precisa ter calma...
só precisa esperar...
tudo vai calhar..há...vai calhar
só não vai calar,
essa vontade louca de deitar...
ao teu lado e contar...
um mais um,
e não ser dois,
nem dois mil...
ser muito mais que o infinito
por onde o universo surgiu....

quanta possibilidade...

6.02.2009

fluimos...segredos...

viu como evoluímos?
fluímos ao longo do tempo
sentimos sentimentos
apenas pensamentos
e outras energias
sem nome
alegrias que consomem
o tédio, somem
com a solidão
me recatam com devassidão
assim...sem explicação..
o vento seria a canção...
trovão, tambor e explosão...
de energia, pura magia...
assim...você dentro de mim...
sem fim...eterno...e terno amante
insessante...
imponderável...imemorável...
sereno...perene...solene...
impossível invisível...
de galante galhardia...
narrado em poesia...
cavaleiro, o primeiro,
que me trouxe a mim...
assim...recôndito esquecido no fim...
sem preço, nem começo...
de tempo inigualável
no mundo do imaginável sem sentido...
vivido sem medo...
na ponta do dedo...
na palma da mão..
no pulso e respiração
na boca,
que beija, que suga...
me sussurra assim,
o secreto o segredo:
-não tenhas medo,
serás dele no fim!!!!

6.01.2009

magia anestesia

...vou lá pegar uma agulha
com essa fagulha de sentimento
vou tirar um sofrimento
com uma simples ponta
depois vou deixa-la tonta,
para com precisão
tirar a sensibilidade com a mão
e deixo fluir limpido liquor
sem graça...sem cor...
que denuncia o local
por onde se tira o mal
por onde se inibe a dor,
o calor, o tato e o suor...
será que vou sobreviver?
a mais essa taquicardia...
dia e noite noite e dia...
dia e noite noite e dia...
ele e eu a correr:
o líquor e a necessidade de sobreviver...

5.30.2009

mundo particular...mundo de vento...

tão tranquilo era meu rumo,
meu reino, meu mundo,
era raso era fundo
tão monocromático
e democrático,
todas as decisões
passavam no tribunal das emoções
com juiza proficiente,
formada na universidade da mente,
com suas leis criadas,
por relações desesperadas,
tão ordenado em sua decisões
no campo das emoções
tão livremente contido,
tão absolutamente vivido,
sem susto, sem medo,
escolhido a dedo,
o que não pode vingar,
o que é uma noite a passar,
perto da eternidade?
o que um sonho a sentir,
perto da verdade?
Então escolhidos a dedos
parceiros sem medos,
voláteis amores sem temores,
que passam o tempo,
rápidos e sem sofrimento,
e era assim,
até romperes com tuas palavras,
todas as travas
dos meus portões,
e borbotão de emoções
na masmorra,
esperando que eu morra,
para poder fugir,
agora tem onde ir,
esgueiradas pela fresta,
felizes em festa,
se põe a partir,
a sorrir,
para o mundo de além mar
onde seguras,
possam de novo,
sem frescuras...
finalmente amar....

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...