O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
5.20.2009
Não quero amor de lua
pior cozinheira
das coisas fazer a primeira ,
a primeira nem mais a certa...
me deixas as horas incertas !
me pões em desalinho ,
me deixa ave sem ninho ,
voando sem descanso...
de fera fazes o manso .
e bruto vira o carinho ,
me encurta as metas
me entortas as retas...
o tempo, cruel rapaz ,
faz o que a vontade lhe apraz
me tira total o tino
doce, suave, desatino...
me embassa a visão,
acelera o coração ,
me enche de desejo,
me anseia pelo teu beijo,
me faz adiantar a viagem ,
não quero outra paisagem ,
alem de teu corpo,
absorto no meu...
servindo de cenário
do nosso amor centenário...
que passou por entre o tempo
e por entre o espaço...
hoje dou o primeiro passo
na tua direção...
decidi nesse instante
a distancia não é o bastante,
não me basta o amor da lua!!!!
não morro sem um dia ser tua!!!
binah campos ®
A mãe que houve...
Foi a mãe que te coube,
binah campos ®
5.19.2009
amigo distante...um instante!!!!
sem fumo ou alcatrão,
livre assim...
vivendo enfim
sem sustento,
sem fim de mês
dieta a base de vento!!!!
Mulher presa no convento
da insatisfação.
atitude, superação,
uma super-criação?
Que acabe o sofrimento!
Pega uma avião,
volta na contra-mão,
no contratempo
ou
sustenta mais um pouco...
o sonho louco?
Tormento!!!!!
binah campos ®
5.18.2009
binah campos ®
Meu mundo...
binah campos ®
5.16.2009
peso da alma
ai como me pesa a alma
sem calma, pensamento torto
sem porto, nem destino
desatino que me assola
não consola minha mente
dolente dor aguda
não muda com nada
parada ali doendo
tecendo as linhas e
entrelinhas em confusão
visão da mão pela palma
se acalma com linhas vividas,
vidas partidas em outras direções
canções feitas sem voz
atroz sentimento que encanta
....levanta, levanta
alma pesada
desajeitada voa
ecoa nos salões do tempo
momentos de interludio
estúdio sem movimento...
onde o envolvimento descansa,
criança, inquieta
sem meta ou planejamento
sentimento vivido, perdido
medido no tempo,
vai leve, que leve
e releve o sofrimento
esquecimento do ruim
vem a mim
assim sem dono
no trono do desatino
sou menino ansioso
cioso do teu conforto
jazendo morto de desejo
ensejo para loucos beijos
inflamados de dor
seixos em flor
sabor de torturado amor
que me me traz peso a alma
sem calma...tormento...
pelos céus do tempo...
binah campos ®
5.15.2009
Te digo qualquer coisa....

POR FAVOR...NÂO ME DIGAS QUALQUER COUSA...
SE FORES DIZER QUALQUER COUSA,
DIGAS A QUALQUER UMA,
E ENTÃO A MIM, ME DIGAS COUSA ALGUMA,
POIS QUALQUER COUSA A QUALQUER UMA,
É QUASE NADA,
UMA BRUMA...
E BRUMAS EMBASSAM A VISÃO...
E NÃO ME IMPORTA A CRITICA...
APENAS A SENSAÇÃO...
DO DOCE JOGO DA FALA,
DA PALAVRA QUE CANTA, E NÃO CALA...
NÃO ME DIGAS QUALQUER COUSA!!!!!
ISSO SE DIZ NO LICEU,
QUANDO O PROFESSOR CHAMA A LOUSA....
QUALQUER COUSA?
QUALQUER UMA?
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binah campos ®
Quem sou eu
- Tropeços Literários
- Eu sou o fio que liga os pensamentos... o cio dos momentos de afeto... sou o furo no teto... que deixa ver as estrelas... sou a última... não as primeiras... fico no fim da sala... acalmando a alma... que não cala... silenciosa em desatino... sou as palavras sem destino... voando pela goela... sou a alma que berra... o sentimento insano... sou boneca de pano... na infancia da pobreza... sou o louco que grita... as verdades para a realeza... é sou eu... espelho torto do mundo, amor de Prometeu, fogo ao homem, fome de pássaro pontual e solução de caduceu...