Foi a mãe que te coube,
binah campos ®
O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. /E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve,/ Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda/Que se chama coração. Ricardo Reis
ai como me pesa a alma
sem calma, pensamento torto
sem porto, nem destino
desatino que me assola
não consola minha mente
dolente dor aguda
não muda com nada
parada ali doendo
tecendo as linhas e
entrelinhas em confusão
visão da mão pela palma
se acalma com linhas vividas,
vidas partidas em outras direções
canções feitas sem voz
atroz sentimento que encanta
....levanta, levanta
alma pesada
desajeitada voa
ecoa nos salões do tempo
momentos de interludio
estúdio sem movimento...
onde o envolvimento descansa,
criança, inquieta
sem meta ou planejamento
sentimento vivido, perdido
medido no tempo,
vai leve, que leve
e releve o sofrimento
esquecimento do ruim
vem a mim
assim sem dono
no trono do desatino
sou menino ansioso
cioso do teu conforto
jazendo morto de desejo
ensejo para loucos beijos
inflamados de dor
seixos em flor
sabor de torturado amor
que me me traz peso a alma
sem calma...tormento...
pelos céus do tempo...

POR FAVOR...NÂO ME DIGAS QUALQUER COUSA...
SE FORES DIZER QUALQUER COUSA,
DIGAS A QUALQUER UMA,
E ENTÃO A MIM, ME DIGAS COUSA ALGUMA,
POIS QUALQUER COUSA A QUALQUER UMA,
É QUASE NADA,
UMA BRUMA...
E BRUMAS EMBASSAM A VISÃO...
E NÃO ME IMPORTA A CRITICA...
APENAS A SENSAÇÃO...
DO DOCE JOGO DA FALA,
DA PALAVRA QUE CANTA, E NÃO CALA...
NÃO ME DIGAS QUALQUER COUSA!!!!!
ISSO SE DIZ NO LICEU,
QUANDO O PROFESSOR CHAMA A LOUSA....
QUALQUER COUSA?
QUALQUER UMA?
